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Geral
14-04-2020, 13h32

Obama dá apoio a Biden; governadores se rebelam contra Trump

Ex-presidente entra na luta após se preservar na fase de disputa interna
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Kennedy Alencar
WASHNGTON

Pela primeira vez, Barack Obama declarou apoio à candidatura de Joe Biden à Presidência dos EUA. Inimigo número 1 de Donald Trump, porque sempre criticado direta ou indiretamente pelo atual presidente em pronunciamentos e entrevistas, Obama ajudará Biden a se proteger dos ataques baixos do republicano.

Trump sempre se refere ao ex-vice-presidente como “Joe, o dorminhoco”, numa crítica à falta de energia de Biden para ser presidente. Bom de discurso e de briga, Obama poderá socorrer Biden.

O ex-presidente se manteve publicamente neutro enquanto havia mais de um candidato no Partido Democrata. Preferiu aguardar mesmo tendo sido cobrado a dar suporte a Biden. Hoje, Obama divulgou mensagem de 12 minutos a favor de Biden.

Preservado, inclusive porque ajudou a construir a desistência de Bernie Sanders na semana passada, Obama pode se concentrar agora na tarefa mais importante: derrotar Trump.

O presidente americano vive um mau momento. Há uma espécie de rebelião dos governadores para não obedecer a uma eventual ordem federal de reabertura da economia. Trump fugiu de suas responsabilidades, jogou a conta para os governadores na hora da fogueira, minimizou o coronavírus durante semanas e agora quer reescrever a história, criando a narrativa de que foi ágil e competente na gestão da crise, o que é mentira.

Andrew Cuomo, governador de Nova York, foi duro em entrevista à CNN logo pela manhã. Disse que um documento chamado Constituição deixa claro que Trump não tem o poder de mandar os Estados abrirem ou fecharem a economia. Afirmou que não obedeceria ao presidente e que recorreria à Justiça se necessário.

“Se ele me ordenar que reabra a economia de forma que coloque em perigo as pessoas do meu Estado, eu não farei isso”, disse Cuomo, ressaltando que Trump se comportaria de modo divisivo e autoritário se insistisse nesse caminho.

Há pouco, em nova entrevista, Cuomo deu uma surra em Trump, lembrando a lição dos pais-fundadores de que os Estados é que fundaram a Federação. Em seguida, o governador democrata disse que não entraria em briga com Trump.

Ouça a entrada no “CBN Brasil”:

Comentários
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  1. Walter Nobre disse:

    Kennedy, é claro que os democratas entram em cena agora, para tentar recuperar o terreno largamente perdido, o Biden não é o candidato dos sonhos, não tem o carisma necessário. A entrada do Obama na campanha, o que já era esperado, fará diferença, pela sua condição de ex presidente, vai tentar ressuscitar o plano de saúde dele que foi extinto pelo Trump, só não pode cair na armadilha explicita, usar o corona como argumento para tentar transferir ônus ao atual presidente. Neste instante deve ser sutil, levantar questões contra o Trump sem ser obvio, já que por mais que façam criticas, ninguém tem a receita certa diante da pandemia. Pode se argumentar a ineficiência do governo quanto aos hospitais desaparelhados, mas nesta seara todos os dois partidos tem responsabilidades desde sempre ao tempo, não investiram o previsto a favor da prevenção. O Trump precisa debelar este descaminho o quanto antes melhor, amenizando a exposição, quem pode derruba lo, é o próprio diante dos fatos.

  2. jose disse:

    Tanto Trump como Bozo foram eleitos por um descuido, mas não por acaso, pois há construções contínuas de sua Histórias à busca do poder. Trump é de família ambiciosa e trabalhou. O daqui não sabe o que é trabalho. É um espertalhão mentiroso, mal caráter. E tem a sua turma cheia de militares, então, pergunto: os militares são tidos como gente honesta, de bem, fieis e se juntam a uma pessoa que tem histórico de convivência com milicianos. Não ouço se falar que tal presidente precisa do aval, do apoio dos militares como ouço no Brasil. Os estudantes de 30 anos pra frente, 2050, lerão a História de hoje e terão a impressão de que os generais eram os donos do Brasil.

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