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Política
02-12-2016, 9h08

Padilha quer dar comando da Vale ao PSDB

Ministro da Casa Civil articula ingerência política em empresa privada
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, trabalha para derrubar o atual presidente da Vale, Murilo Ferreira, e indicar um nome avalizado pela cúpula do PSDB, ouvindo com destaque as opiniões do senador Aécio Neves e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Essa articulação tem causado desconforto no mercado financeiro, porque Murilo Ferreira implementou um plano de recuperação da companhia bem visto por investidores e agora há uma tentativa de ingerência política na empresa.

A composição societária da Vale tem fundos de pensão importantes, como a Previ, a maior acionista da empresa, e o BNDES, que tem a chamada “golden share”, uma ação que dá ao banco poder de veto e influência em assuntos importantes. Os acionistas privados são o Bradesco e o grupo japonês Mitsui.

Pelo acordo de acionistas, as regras de governança tornam obrigatório que os sócios privados sejam ouvidos. O Bradesco é o segundo maior acionista da Vale.

Mas Padilha está atuando para que o PSDB banque um nome que possa ser impostos aos acionistas públicos e privados. O ministro da Casa Civil tem sido o articulador de grandes assuntos no governo.

Foi dele, por exemplo, a desastrosa sugestão para levar o caso do então ministro Geddel Vieira Lima à Advocacia Geral da União. Essa saída criou uma crise para o presidente Michel Temer.

A articulação de Padilha na Vale tem potencial para criar outra confusão. Sem contar a apreensão do governo em relação ao que as delações da Odebrecht podem revelar sobre Padilha, abrindo outra crise em relação a um ministro com assento no Palácio do Planalto.

Abuso de autoridade

Os debates de ontem no Senado enfraqueceram o projeto anticorrupção aprovado pela Câmara. É provável que esse projeto seja engavetado ou discutido lentamente no Senado.

Mas ganhou força um projeto específico para criar uma nova lei de abuso de autoridade. O juízes federais Sérgio Moro e Sílvio Luís Ferreira da Rocha e o ministro do STF Gilmar Mendes participaram.

Na visão dos senadores, Mendes ganhou de Moro nos argumentos, quando disse que a Lava Jato não precisava de novas leis para fazer seu trabalho e que era inadequada a crítica de que seria um momento inoportuno para discutir abuso de autoridade, já que o projeto do Senado tramitava havia sete anos.

Moro fez até uma sugestão de texto para evitar que procuradores e juízes pudessem ser intimidados, numa atitude madura e moderada e que contrastou com a entrevista dos procuradores da Lava Jato que ameaçaram renunciar se o Senado referendasse o texto da Câmara.

Moro fez uma sugestão correta, que diz que não pode haver punição a respeito da interpretação da lei penal e da lei processual penal, bem como na avaliação de fatos, indícios ou provas. Em resumo, o debate no Senado apontou uma saída para criar essa nova lei de abuso de autoridade, já que a atual é de 1965, da época da ditadura militar.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. Joaquim José da Silva Xavier disse:

    se algum Paneleiro se revoltou com a politica adotada por Padilha, francamente, não deveria, essa é, e sempre foi a forma de fazer politica dessa turma do Temer . . .

    pelo menos fica o aprendizado, antes de sair na rua com camisa da CBF, pesquisa um poquinho sobre os políticos que serão beneficiados com seu gesto . . . pq nesses meses de governo Temer, eu não tive nenhuma surpresa nem decepção!!! tá td como se imaginava . . .

    • José Valente disse:

      São todos farinha do mesmo saco, inclusive os vermelhos do PT. Foram expurgados do poder porque fizeram merda semelhante. Está na hora dos eleitores do PT e demais partidos baterem panelas também…

    • walter disse:

      Infelizmente caro Joaquim, é isso mesmo, sem tirar nem por; o Temer também é uma “Erva Daninha”…lembra me uma frase proferida pela Dilma, quando perguntaram, se o lula viria para o governo dela, sua afirmativa foi enigmática, ela disse:”mas o lula nunca saiu”…Tenho medo das reais intenções do Temer; sinceramente Kennedy, não é hora de mexer com o presidente da Vale; este Padilha, é outro que não acrescenta, e o PSDB não colabora…Quanto as medidas sobre autoridade, não vão prosperar; não há clima; se o Renan não quiser outros processos deflagrados, terá que colocar, a “viola no saco”…

  2. Wellington Alves disse:

    Governo manobrando para interferir em empresa privada? Mas o problema não sempre foi o PT?

  3. sebastiao canabrava disse:

    Joaquim Jose Xavier, muito sensato. Voce e’ cabeca pensante, inteligente. O que o impedimento da Dilma resolveu? Alem de colocar “criminosos” no poder, ainda criaram um prescedente muito perigoso. Apartir de agora, nenhum partido pequeno tera’ garantias no poder. Somente os grandes partidos (apenas Pmdb, PT, Psdb e Psd) terao poder para barrar um eventual impedimento. E lembrem que o impedimento pode ser impetrado por qualquer pessoa. Ou seja, apartir de agora todo presidente tera’ que ser condescendente com os deputados e senadores (nao importa o partido).
    Nao se enganem, os deputados e senadores votaram a favor do impedimento por puro interesse pessoal (lembram do dia da votacao da camara?) e nao por conviccao dos atos da presidente.
    Bom, agora aguentem. Nao adianta vir aqui no blog e jogar pedra no governo Temmer.
    Vao pras ruas. E como disse o Joaquim Xavier, nao se esquecam da camisa Nike da Cbf.
    Obs: Joaquim, acho que eles nao sabem CBF e’ entidade privada.

  4. Antonio disse:

    “Moro fez uma sugestão correta, que diz que não pode haver punição a respeito da interpretação da lei penal e da lei processual penal, bem como na avaliação de fatos, indícios ou provas”. Prezado Kennedy é exatamente o que querem, ou seja, eu interpreto a lei do jeito que quero, eu sou o dono da verdade, você está preso. E é aí que entra o partidarismo, as ideologias, preferências e perseguições políticas, fanatismo religiosos, preconceitos, as ambições, o exibicionismo e os interesses particulares, dos quais os seres humanos não são imunes. E não adianta recorrer porque o corporativismo corre solto.Vá reclamar com Deus. Presunção, indícios ou diz que se diz não são prova, mas é o que tem sido utilizado nos últimos tempos pelo MP, pela PF e pelo judiciário.Segregar e chantagear pessoas com prisões arbitrárias em razão da incompetência do MP e da PF para obter provas, induzi-las e forçá-las a delatar unicamente determinadas pessoas não pode ter amparo legal.

  5. Marco Túlio Castro disse:

    Uê ???? A Vale não foi privatizada ? Ahhh esqueci que o PT re-estatizou a companhia na base da chantagem fiscal ! Temos pena !

  6. Celina Moraes Giudice disse:

    Concordo com o Joaquim José da Silva Xavier. Para mim nada disso é surpresa. Para quem se informava como era o outro lado da moeda, sabia que isso iria acontecer. Eu só estou apreensiva em que isso tudo vai dar.

  7. Alberto disse:

    Parolagem dos devotos.

  8. elson disse:

    Não acredito em politicos , acho que deveriam entregar o País ao STF, dissolver o congresso ,fazer uma reforma politica tirando direitos abusivos dos politicos e ai chamar novas eleições , sem mordomias o interesse politico ia se restringir a quem realmente quer fazer algo util para o País!!!!

    • José Magno disse:

      Entregar o governo ao Judici´rio. quanta ingenuidade!!O Judiciário tem competencia para administrar? Ele não tem capacidade para resolver seus próprios problemas de organização, se constituindo numa grande concentração de estrutura obsoleta e retrograda.Vai ter condição de governar e ao mesmo tempo julgar. A questão é escolher bem os representantes do povo, os quais estão alojados no Legislativo e no Executivo.

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2019-12-13 19:50:20