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Política
26-10-2014, 16h29

País tem instituições fortes para evitar golpismo

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Postado por: ISABELA HORTA

O próximo presidente enfrentará dificuldades na economia e na política. Diversos senadores e deputados são acusados na operação Lava Jato, que está na Justiça Federal do Paraná. O Congresso Nacional, que já é bastante fragmentado, viverá um momento complicado em 2015. Mas isso está longe de ser uma crise institucional.

O país tem instituições sólidas e fortes o suficiente para evitar golpismos. A prova disso é que esta é a sétima eleição presidencial consecutiva.

No cenário econômico, o ano de 2015 será o mais difícil desde 2003. O presidente eleito terá de lidar com o baixo crescimento do país e com a inflação em um patamar alto. Em 2008 e 2009, a crise econômica internacional afetou a economia brasileira. Mas o país tinha uma gordura para queimar. Hoje, boa parte dessa gordura se foi. Então, o cenário econômico será mais complicado que o cenário político para o vencedor deste domingo.

Durante a campanha, Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) esconderam suas propostas para a economia. O tucano chegou a falar em “medidas impopulares”, sinalizando uma política muito dura. Armínio Fraga, possível ministro da Fazenda em uma eventual governo do PSDB, disse que o salário mínimo cresceu muito. Depois, temendo um custo político eleitoral, eles suavizaram dizendo que os ajustes na área seriam graduais.

Já Dilma afirmou que faria um segundo mandato sem arrochar salários nem desempregar, mas a presidente sabe que precisa fazer uma correção de rumos. Guido Mantega, ministro da Fazenda, foi, na prática, demitido durante o primeiro turno. O slogan da campanha petista é “Governo novo, ideias novas”. Se houver reeleição, o governo precisará explicar que ajustes fará na economia.

Esta é, de certa maneira, a primeira campanha presidencial que Dilma enfrentou. Em 2010, aconteceu praticamente uma nomeação do ex-presidente Lula. Desta vez, a candidata do PT teve de responder pelo seu governo e por resultados na economia.

E Aécio, que já enfrentou campanhas para a Câmara dos Deputados, para o Senado e para o governo de Minas Gerais, não havia se submetido a uma disputa presidencial. A imprensa mineira sempre pegou leve com o tucano. Neste ano, ele teve de enfrentar a imprensa nacional.

Por mais que tenha sido uma disputa dura, as campanhas negativas foram importantes para o eleitor se informar melhor sobre os candidatos. O eleitorado sabe avaliar os eventuais abusos e julgar quando um ataque na campanha é sórdido ou desleal.

*

As pesquisas deste sábado apontam um leve favoritismo de Dilma. No Ibope, a petista alcançou seis pontos de vantagem: ela tem 53% contra 46% do tucano. Já no Datafolha, a diferença é menor. A candidata à reeleição alcança 52% dos votos válidos, enquanto o adversário tem 48%. Ou seja, há um empate técnico no limite da margem de erro, o que indica que a probabilidade maior é que Dilma esteja à frente de Aécio. Mas essas sondagens apontam uma fotografia do sábado. A eleição ainda está aberta.

A reportagem da Veja certamente influenciou na reaproximação entre os candidatos na reta final da eleição. O PT afirma que a matéria é mentirosa e que não apresenta provas. Para os tucanos, a acusação da revista é consistente e tem peso eleitoral. O levantamento do Datafolha também mostrou uma reação de Aécio em São Paulo e Minas Gerais nos últimos dias.

Apesar das críticas que sofreram no primeiro turno, os institutos de pesquisa indicaram corretamente a tendência de crescimento do candidato do PSDB e de queda de Marina Silva. Mas, em alguns Estados, os levantamentos não captaram o movimento do eleitorado. Na Bahia, as sondagens não apontavam que Rui Costa (PT) venceria no primeiro turno. E no Rio Grande do Sul, os institutos não mostraram que José Ivo Sartori (PMDB) passaria para a segunda fase da eleição.

Confira o comentário:

Comentários
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  1. Julio Silva disse:

    Kennedy, instituições fortes o Brasil não tem. Veremos os movimentos separatistas aflorarem, principalmente no Sul e SP.

  2. O Pais esta descendo escadaria abaixo sem corrimão., será complicado 2015 para os brasileiros…

  3. PAULO JOEL CORREIA disse:

    ACREDITO QUE 2015 SERÁ REALMENTE UM ANO POLITICO ONDE AÉCIO TERÁ QUE COLOCAR A CASA EM DIA PARA PODER GOVERNAR, TERÁ QUE SE LIVRAR DE ONDAS NEGATIVAS QUE PESAM SOBRE OS BRASILEIROS.

    MAS, COM SUA EXPERIÊNCIA EM BREVE CONSEGUIRÁ COLOCAR O GIGANTE EM PÉ.

  4. joão Daniel disse:

    para evitar golpismo, sim.
    separatismo, não.

  5. SILVIO LOPES ABELLA disse:

    O atual governo diz que a econômia esta muito bem, então como tampar um buraco nas contas públicas? divida interna e divida externa impagáveis, crescimento pifio, superavit primário inatingivel para 2014, o que levara a aumento de impostos e outras medidas impopulares.

  6. nilson fonseca disse:

    Espero que a Lei de RESPONSABILIDADE FISCAL seja cumprida.
    O Brasil vai mudar,hoje ate choveu para trazer novo tempo…..fora PT

  7. Francisco Tavares disse:

    As instituições são fortes, mas o povo brasileiro já não suporta o aparelhamento do Estado e a corrupção que destrói o país, o que ainda não se sabe é até quando o glorioso exército brasileiro vai aguardar e finalmente cumprir suas obrigações constitucionais.

    • Paulo disse:

      Sinceramente, quando os militares governavam o Brasil, não víamos esta pouca vergonha que assola o país..o cidadão que andava na linha, não tinha motivos para reclamar de liberdade..agora temos a chamada democracia e vivemos esta pouco vergonha de corrupção em cima de corrupçao…acredito sim que deveríamos ter um movimento separatista no Brasil, com Sao Paulo e outros estados se livrando do peso chamado Brasil…

  8. louis disse:

    Prestem atenção: militância do PT na festa de Dilma – “O Povo nao é bobo, abaixo a Rede Globo”. Dilma propôs plebiscito sobre a reforma politica. Vai passar por cima do congresso. vem ai o voto de lista, etc…

  9. J K disse:

    Pra quem está convicto que a PR e o pt só governam para o nordeste, vale considerar a hipótese em se valer da falta de agua no S/SE e usar desse argumento e se mudar para lá. O pais tem isso de bom, muito largo de N > S e de E > W, vários climas e culturas diferentes. É facil de encontrar um lugar que sirva e facilite a adaptação.

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