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Política
07-04-2015, 9h24

Para aprovar ajuste, governo negocia hoje concessões a aliados

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Postado por: Daniela Martins

Há chance de que o governo finalmente consiga um acordo para a aprovação do ajuste fiscal, desde que ceda em alguns pontos.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, está escalado para tentar vender hoje à tarde a importância do ajuste fiscal aos líderes de partidos aliados na Câmara e no Senado que se reunirão com a presidente Dilma Rousseff para discutir a questão.

O Congresso sabe que não pode simplesmente recusar a aprovação do ajuste. Seria uma irresponsabilidade política. A responsabilidade do ajuste não pode ser apenas do governo. É também do Congresso. No entanto, os aliados do governo vão tirar proveito da fraqueza política da presidente.

Quando foram anunciadas as medidas provisórias que modificam direitos e benefícios trabalhistas, o governo estimou que alcançaria uma economia anual de R$ 18 bilhões. Na negociação de hoje, deverá fazer concessões em alguns pontos, como na alteração das regras do seguro-desemprego.

Pela proposta do governo, quem pede o seguro-desemprego pela primeira vez deveria de ter trabalhado pelo 18 meses nos últimos 24 meses. A regra anterior exigia seis meses. O governo aceitaria diminuir o prazo para o primeiro pedido de seguro-desemprego para 12 meses, por exemplo.

Essa alteração que endurece a concessão do benefício faz sentido, porque, mesmo num cenário de queda do desemprego, houve alta das solicitações. Há suspeitas bem fundamentas de fraudes.

No entanto, um cenário novo no mercado de trabalho pode mudar essa negociação. Estamos dando início a um movimento de alta do desemprego. A taxa cresceu em fevereiro. Portanto, Levy terá de ser bem convincente para evitar a desfiguração dessas medidas provisórias do ajuste.

*

O PMDB virou um campo minado para a presidente Dilma Rousseff. Ela precisa do partido, mas uma sequência de erros políticos a enfraqueceu para negociações com os peemedebistas, sobretudo com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros.

Cresceu o poder de Cunha e de Renan. Hoje, as negociações políticas são feitas pelos dois e por Joaquim Levy. O eixo de poder se deslocou do Palácio do Planalto para o Congresso e a Fazenda.

A indicação do ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, para a articulação política é algo que agrada ao ex-presidente Lula e ao vice-presidente da República, Michel Temer.

Foi Lula quem aconselhou Dilma, desde a montagem do segundo ministério, a colocar alguém do PMDB ou de um partido aliado na articulação política. Mas a presidente optou por indicar Pepe Vargas para a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, que é o órgão que cuida da relação do governo com o Congresso.

Pepe Vargas é um petista do Rio Grande do Sul, de uma tendência que não tem maioria no partido, a Democracia Socialista. Ou seja, nem na bancada do PT na Câmara ele tem maioria.

Agora, a presidente tenta corrigir o erro. Faz isso com atraso. Desde 1º de fevereiro, quando fracassou a tentativa de impedir a eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara, Pepe Vargas perdeu condição política de ficar no cargo.

De lá para cá, Lula já falou com Dilma diversas vezes sobre uma reforma ministerial para melhorar a relação com o PMDB. Estamos em 7 de abril, mais de dois meses depois da derrota do governo na Câmara. É claro que ficou mais difícil negociar com o PMDB.

A ida de Eliseu Padilha para a articulação política liberaria mais uma vaga no ministério para o PMDB. Mas Renan e Cunha estão defendendo redução de ministério. E Renan é padrinho político do ministro do Turismo, Vinicius Lages. Desde o ano passado, está acertada a indicação do ex-presidente da Câmara Henrique Alves para o Turismo, mas isso contraria Renan.

Em resumo, mexer em uma peça do ministério sem acordo prévio com Cunha e Renan pode adiantar nada ou muito pouco. Pode até gerar mais confusão.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. Ajuste fiscal é cortar ministérios e secretarias especiais. É cortar esse cabide de empregos de partidos políticos que não têm vocação ideológica. O resto é falácia, enganação e politicagem de baixo nível !

  2. Antonio Silva disse:

    Na Europa, os países que foram forçados a adotar medidas de austeridade severas experimentaram recessões bastante severas, que foram mais ou menos proporcionais ao grau de austeridade.
    O FMI analisou a fundo esses dados e não só concluiu que a austeridade teve grandes efeitos econômicos adversos, como também emitiu o que pode ser classificado como um “mea culpa”, por ter subestimado esses efeitos adversos. A austeridade não levou a um aumento da confiança.
    A economia da austeridade está muito mal. Suas previsões mostraram-se totalmente erradas; os documentos acadêmicos produzidos não só perderam o status canônico, como se tornaram alvo de zombaria..
    Em um país pobre, como o Brasil, uma política de austeridade fiscal pode ter resultados imprevisíveis. As ações de um programa desse tipo tendem a aguçar as desigualdades sociais. Os aumentos da carga tributaria e das tarifas e a redução dos gastos com a quantidade e qualidade dos serviços públicos prejudicam os mais pobres. A elevação das taxas de desemprego traz incertezas e riscos sociais, sem falar dos impactos sobre o crescimento econômico.
    Alem disso, não se pode subestimar a possibilidade de fracasso de um programa de austeridade fiscal, que se implanta num contexto de inflação elevada e de estagnação econômica, o que pode gerar um aumento de custos para a sociedade e criar uma mobilização política contra as medidas de ajustamento.
    Assim, os custos econômicos e sociais do ajuste fiscal são imperativos e com impactos imediatos, enquanto seus benefícios tendem a se diluir no médio e longo prazos, devido a muitas incertezas quanto à sua realização.
    Ajustes que aumentam impostos normalmente não dão certo, e cortar investimentos públicos em uma economia debilitada produz mais fraqueza.

  3. milton disse:

    Meus caros amigos, se é que eu entendi, estamos nas garras das Raposas???
    Aquelas suspeitas de serem sócias do Lava Jato? Desejo sorte aos Brasileiros e Brasileiras.
    Deixo os, nas mãos de Deus.

  4. César disse:

    O texto expressa bem a situação da Presidente da República Dilma Rousseff e do seu partido o PT, ambos estão vendidos, rendidos e vencidos, para o Presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, para o Presidente do Senado Renan Calheiros e para o PMDB. Até o Ex-Presidente José Sarney( sem cargo) tem conseguido indicar nomes para cargos, mostrando que quem manda no país é o PMDB. A Presidente Dilma Rousseff faz hoje, apenas o que o PMDB deixa que ela faça. A Presidente está posta de joelhos ao chão, (para ser gentil e não dizer de quatro)frente aos seus adversários políticos(parte de sua base aliada). Fará um governo medíocre, fadado ao fracasso. E a esquerda assistirá a direita ganhar espaço encima dos seus erros, na economia e na política.Será comparada a Ex-Ministra Zélia Cardoso de Mello que se tornou unanimidade e uniu o povo do Brasil contra o governo do Ex-Presidente Collor. E por fim será lembrada como aquela, que todos querem esquecer, tanto a esquerda como a direita. Triste fim de um projeto político megalomaníaco de esquerda continental Sul Americana, que custou caro ao Brasil e aos brasileiros. Levando todas as nossas economias e criando o caos no país. Que fique a lição ao povo brasileiro, que o seu voto tem que ser consciente e responsável nas urnas, mas a sua influência deve perdurar ao longo dos mandatos aos quais elegeu. Somos todos responsáveis pela condução do país! 12/04/15,por um Brasil melhor!

  5. Esse governo senil, deveria ter a dignidade de renunciar com todo o gabinete e permitir a criação de um novo modelo de gestão, com reformas política, fiscal, jurídica e moral.
    O Papa Bento XVI do alto de sua avançada idade e sabedoria, teve a lucidez de renunciar à liderança de mais de 1 bilhão de fiéis…

  6. josias disse:

    O Lula sabe que para governar tem que dar a chave do cofre para o PMDB. A Dilma também sabe, mas cria dificuldades.
    A oposição e a grande mídia agradecem as dificuldades criadas pela presidenta, pois assim fica mais fácil retornarem ao poder.

  7. John Marcos disse:

    Conseguiram quebrar o Brasil. Bando de mentirosos e salafrários. Política a carniça da sociedade brasileira.

  8. Sergio Hiroshi disse:

    Aburdo! Ou votam porque acham que é correto o ajuste, ou não votam! Agora, ficar barganhando voto é coisa odiosa, mesquinha! Por isso o país não vai prá frente!

  9. Pasquale disse:

    Para vender o pacote,ou para se vender qualquer coisa:
    1- Mostre um problema.
    2- Fale quais as implicações,que aquilo irá causar.
    3- O fechamento da apresentação,é mostrando que vc tem a solução.
    __________________________________________________________________
    Seria a forma profissional de se vender uma idéia.
    Mas no caso a solução é arrochar o trabalhador(solução do governo)
    E a melhor solução? Seria enxugar a máquina.
    O povo paga a conta e continuam os 39 ministérios,com todas as mordomias?????
    Realmente o governo não é inteligente,ou não seria honesto,ou não seria humano?

  10. Jonas disse:

    Infelizmente a irresponsável é a própria Dilma. Falta-lhe coragem e discernimento para reduzir drasticamente o custo da máquina pública, demitindo os “apaniguados comissionados”, cortando mordomias, diminuindo o numero de ministérios para, no máximo 15, e, desta forma, mostrar ao Congresso a seriedade (?????) do seu governo. Com certeza, se tais reduções não possuam muita significância no número final a ser alcançado, ao menos ela mostra ao Congresso e ao povo brasileiro sua preocupação em cortar despesas “de verdade”. Que moral teriam os parlamentares de questionar o famigerado ajuste fiscal se o Executivo fizesse sua lição de casa?? Renan e Cunha teriam mais é que também fazer sua parte, aprovando o “pacote” e também dando o exemplo cortando as mordomias do Legislativo. Como Dilma não tem a menor capacidade de gestão de qualquer coisa que não seja parte de seus ideais socialistas ultrapassados, ela não vai fazer nada disso e será obrigada a fazer mais e mais concessões, abrindo mais e mais as portas dos cofres da Nação aos pilantras do Legislativo. É bom para o povo brasileiro começar a aprender a colocar gente séria no Executivo e Legislativo e não vender seu voto por qualquer ninharia de bolsas, programas de ajuda, subsídios, ONGs etc.

  11. pedro disse:

    Porque o movimento da paulista que se diz contra a corrupção aceita passivamente a corrupção do Metro e permite que o governo paulista abafe a CPI ? Principalmente depois que a Justiça oferereceu denúncia e que o processo contra as empreiteiras em SP deu inicio ? Se o governo paulista não deve por que não faz como a Dilma e investiga ? tem medo de que ? por que a Mídia não fala sobre o andamento da ação contra o Metrô em SP ? E o sr. R marinho já explicou a origem de sua fortuna ? eu só queria entender !

  12. José Fº disse:

    Este nosso congresso é uma piada, mas nem por isto merece um presidente como o Cunha, este sem dúvidas entrará para a história como o pior presidente da câmara dos deputados que o Brasil já teve, este cidadão me faz lembrar um misto do Bokassa com o boneco Chuck, algo muito constrangedor para nos brasileiros, vaidade e crueldade a toda prova. Hoje pela manhã me chamou a atenção que o Ministro da Fazenda e o peleguinho da força, ops, digo Paulinho, estavam reunidos na casa desta figura abominável para discutir a PL da terceirização, isto pra mim é um sinal claro de confusão dos miolos deste parlamentar que deve estar se achando o Franck da netflix, mas alguém tem que avisar a ele que o Franck apesar de ser um personagem de ficção é genial, e ele é apenas um boçal narcisista. Ah, nisto faço coro com o povão quando enxovalha a PR Vana, por ela e seu exército brancaleone ter permitido que chegássemos a este estado, só resta esperar que o Renan tenha piedade e misericórdia de nós povinho brasileiro e coloque uma camisa de força no seu pária de agremiação, afinal da forma que ele conduz seu mandato, em breve estará devorando também os lobos do seu próprio partido.

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