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Política
20-08-2013, 10h30

Para governo, 7 de Setembro será teste da crise

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Os protestos marcados para 7 de Setembro serão, na opinião do governo, o termômetro para saber se a presidente Dilma Rousseff soube superar ou, no mínimo, amenizar a crise que teve início com as manifestações de junho e julho.

Há dois meses, Dilma recebeu as maiores cobranças dos manifestantes. Como principal autoridade, pagou a maior parte da conta. A expectativa do governo é que os protestos de 7 de Setembro não tenham a força dos de junho e julho. Na cúpula do governo, avalia-se que o Palácio do Planalto vem dando respostas que estão deixando isolados nas ruas apenas grupos menores e mais radicais, sem aval da grande massa.

Uma resposta considerada eficiente é a agenda de viagens de Dilma, nas quais a presidente se dedica a um trabalho fora do gabinete, na linha “mais Brasil, menos Brasília”. Esses eventos oferecem oportunidade de discursos, de entrevistas a veículos de imprensa regionais simpáticos e de bom espaço nos jornais, rádios e TVs nacionais.

Dilma repete a estratégia utilizada por Lula na crise do mensalão: disputar a opinião pública, viajar pelo país e vender realizações do governo.

O marqueteiro João Santana planejou uma série de propagandas regionais dos projetos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). No governo Lula, essa tática se chamava “engrossar as canelas” em eventos regionais para fazer o combate nacional.

Um auxiliar da presidente Dilma Rousseff afirma que só o governo federal tem sabido construir uma narrativa de como lidar com a crise que surpreendeu a classe política em junho e julho. Segundo ele, a oposição teria fracassado nesse sentido.

Traduzindo: apesar dos recuos, a presidente deu respostas que guiaram o debate público. O governo pautou. Não foi pautado.

Os principais exemplos seriam a reforma política e o programa “Mais Médicos”, que passaram a ser discutidos no Congresso e na sociedade.

Por isso, se nos protestos de 7 de Setembro, Dilma for mais poupada do que em junho e julho, a construção da narrativa terá dado resultado, acredita o governo. Um ministro diz que a presidente terá uma história para contar com começo, meio e fim.

Para ajudar a presidente, dois governadores, Sérgio Cabral (PMDB-RJ) e Geraldo Alckmin (PSDB-SP), entraram na linha de tiro com crises próprias, o que alivia um pouco as críticas a Dilma.

*

Opinião

É interessante notar o efeito no governo da pequena melhora do cacife de Dilma na pesquisa Datafolha. Certa confiança excessiva voltou a alguns gabinetes. Nada que se compare ao sentimento de onipotência pré-junho.

No entanto, um pequeno desdém por Marina Silva e o PSDB tem sido frequente em algumas conversas de cúpula. Fragilidades das alternativas favorecem a chance de reeleição da presidente. Só que ainda há uma lista de problemas na economia que não pode ser desconsiderada.

Comentários
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  1. Marcus Mortago disse:

    A grande massa de manifestantes retornou para suas casas. Acredito, no entanto, que ela não se desconectou da pauta de reivindicações.

    Pelos inúmeros debates que surgiram pelas redes era comum o discurso de que as mudanças devem ser feitas no voto.

    Acho, então, que a maior parte das pessoas quedou-se em silêncio mas acompanha o movimento dos políticos e seguirá em ‘silêncio’ até as eleições. Imagino, portanto, que o 7 de setembro será ‘tranquilo’ somente com algum barulho sendo feito por estes grupos encapuzados que buscam manter-se em evidência pelo uso gratuito e sem foco do vandalismo.

    Neste sentido os políticos deveriam estar menos felizes com o resultado da pesquisa e mais atentos a este silêncio repentino da grande massa…

    Foi muita “energia” demonstrada em junho… nada assim tão grande se dissipa tão fácil ou rapidamente.

  2. Rafael Ribrocc disse:

    Concordo plenamente com o comentário do leitor Marcus Mortago!

  3. Sempre correta suas observações!!! Os que continuam nas ruas são rebeldes sem causa, sem conhecimento político acompanhados de um bando de arruaceiros!!! A Presidente se esforçou para dar respostas das revindicações justas , no plano da saúde e segurança ,que não foram agravadas no governo do PT. Nunca na história deste País governou-se com tanta transparência e imensa vontade de acertar!!! Governo que prima em ser justo e corrigir as diferenças com os excluídos!!!

  4. reginaldo disse:

    Ainda que o Governo tenha esta opinião sobre essa “crise’ inventada, o que parte da mídia e a oposição estão fazendo é no mínimo irresponsável(podemos ver opositores e apoiadores em conflito nas ruas). As obras e ações do Governo estão aí, para quem quiser ver, o mandato não pode ser julgado pelo número de pessoas que a oposição ou situação colocam nas ruas, teremos eleições em 2014, e, é na urna que eu faço o meu manifesto, se o governante está indo bem, voto nele, se não, tenho outras alternativas(Democracia) ou, tem algo muito errado no Governo da Presidenta Dilma que eu não estou sabendo, podem me falar? Levar uma boiada pra lá e pra cá é fácil, o problema maior está no estouro. Deus nos livre disso!

  5. Bruno Castor disse:

    Discordo completamente. O povo quer mudança? A mudança começa dentro da casa de cada um. O povo gosta desse assistencialismo degradante oferecido pelo governo. Tenho certeza absoluta que apos as eleições as caras serão as mesmas, contudo sem o meu voto.

  6. Marcos Antonio Scheffer disse:

    Qual risco corremos de ter um movimento em 7 de setembro, estruturado por setores do PT, de Sindicatos, fazendo com que ocorra uma grande manobra do povo?
    Um movimento que mude o rumo dos protestos, que “apresente” reividicações outras, que não coincidam com o que a população busca?

  7. Hilton Leite disse:

    É da tradição brasileira, o povo participar das comemorações de 7 de setembro de forma ordeira, em razão do significado que a data representa para a população.Li e comentei uma entrevista dada à Folha de 18/08/2013, pelo economista Paulo Leme(58), chefe do Galdman Sachs no Brasil, na qual ele afirmou: “O Brasil gastou sua poupança na Disney”. Para o cidadão razoavelmente instruído e informado, que leu a análise do economista,pode chegar à conclusão de que as coisa no campo da economia do pais não andam bem e podem casar estragos. Portanto, na minha modesta avaliação, havendo ou não manifestações, não vejo motivos para que alguém pense que a lua de mel da presidente com a sua popularidade foi restabelecida. A sorte dela é que o eleitor não tem alternativas viáveis, isto até agora.

  8. KENNEDY, EU ACHO, QUE ESTES PROTESTOS, NÃO RENDERAM NADA, NADA MUDOU,SÓ FOGO EM PALHA, O BRASIL CONTINUA O MESMO FUDILMA CONTINUA VIAJANDO, OS BADERNEIROS SÓ MANCHAM A IMAGEM DE QUEM TÁ QUERENDO FAZER A COISA CERTA QUE SÃO AS PASSEATAS QUE NÃO DÃOEM NADA, HÓO ESTOU, CONTINUO DECEPCIONADA,MORO NO JD CIPAVA, ESTAMOS PRECISANDO DE CRECHE, ILUMINAÇÃO ADEQUADA, MORO NUMA RUA QUE OS CARROS PASSAM À 200 P/HORA, TODA ESBURACADA, E NINGUEM FAZ NADA, O QUE E IMPORTA SE A DILMA VIAJA, SE ELA E IGUAL AO LULA, ATÉ PODE SER A COPIA, DO LULA DO FC, DO COLOR, E AÍ, SE FIZESSE ALGUMA COISA POR NÓS SERIA A MELHOR GOVERNANTE QUE EXISTIU, AQUI ATÉ APOIAMOS PROTSTOS, PASSEATAS, MÁS INFELISMENTE ACABAM EM PIZZA!!!!!, ADORO PIZZA, MÁS NÃO NA POLITICA, PRECISA-MOS DE PESSOAS MAIS FORTES, MAIS DECIDIDAS, QUE NÃO VISAM POLITICA, E SIM POVO, POVO, E BEM VIVER, JÁ QUE PAGAMOS IMPOSTOS, E BEM CAROS, MÁS VAMOS TER FÉ QUEM SABE UM DIA DA CERTO, DIZEM QUE DEUS E BRASILEIRO NÉ, VAMOS ESPERAR, ATÉ A PRÓXIMA…..!!!!!

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