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Entrevistas
23-05-2015, 15h22

Para Kassab, “distritão” enfraquece partidos e ameaça democracia

Criador do PSD e articulador do novo PL se opõe à bandeira do PMDB na reforma política
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Kennedy Alencar
São Paulo

Ministro das Cidades e presidente licenciado do PSD, Gilberto Kassab afirma que “o distritão enfraquece os partidos políticos” e seria “perigoso para a democracia”. Para Kassab, se aprovado, ele daria início a “um processo de desgaste ou eliminação da política na condução das coisas públicas”.

O “distritão” é um dos pontos da reforma política. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apoia o mecanismo e pretende colocar em votação. O vice-presidente da República, Michel Temer, também o defende. É uma bandeira do PMDB.

O “distritão” mudaria a forma como são eleitos os deputados federais. Os Estados passariam a ser distritos, nos quais seriam eleitos os mais votados até o preenchimento da vaga de deputados federais de cada Estado. Por exemplo, em São Paulo, seriam eleitos os 70 mais votados.

Hoje, a eleição para o Legislativo se dá pelo voto proporcional. Soma-se a quantidade que um partido ou uma coligação recebeu, divide-se esse montante pelo quociente eleitoral e se chega a um número de vagas. Essa regra permite o chamado “efeito Tiririca”, no qual um puxador de votos traz junto deputados que não atingiriam o quociente eleitoral (mínimo exigido para obter uma vaga).

Criador do PSD e articulador de um novo partido, o PL, Kassab é a favor da proibição de coligações proporcionais _aliança entre partidos para eleger deputados federais na qual se soma o total de votos que recebem para esses postos. Ele crê que essa regra seria melhor do que instituir o “distritão. O ministro das Cidades também defende a manutenção da reeleição, apesar de afirmar que respeita quem deseja o fim da recondução.

Na avaliação de Kassab, a tendência é a manutenção da polarização entre PT e PSDB na disputa presidencial de 2018. Ele não vê espaço para uma terceira via. Acredita que os tucanos têm três nomes: o senador Aécio Neves, presidente do PSDB, o governador Geraldo Alckmin (SP) e o senador José Serra (SP).

Kassab afirma que Lula será um candidato “forte” se decidir concorrer na próxima eleição presidencial.

Sobre o corte de gastos no Orçamento Geral da União de 2015, que atingiu em cheio a pasta das Cidades, Kassab admite “deslizamento quanto ao cronograma de investimentos”. Ou seja, vai contratar menos neste ano, mas afirmou que a meta até 2018 do programa “Minha Casa, Minha Vida” será cumprida.

Kassab deu entrevista ao SBT na manhã de sexta, em São Paulo, poucas horas antes do anúncio oficial do corte de gastos.

PINGUE-PONGUE

Luiz Edson Fachin: Será um grande ministro.

Eduardo Cunha: Muito inteligente.

Renan Calheiros: Muito experiente.

Rodrigo Janot: Uma pessoa correta.

Sérgio Moro: Está se consolidando como um grande líder do país.

Joaquim Barbosa: Uma pessoa respeitada.

Aécio Neves: Um grande político.

José Serra: Um grande político e um grande administrador.

Geraldo Alckmin: Um bom administrador.

Cid Gomes: Um bom político.

Marina Silva: Uma líder com bastante carisma.

Lula: Um grande líder.

Fernando Henrique Cardoso: Um grande líder. Foi um grande presidente.

Dilma Rousseff: Uma grande líder. Uma mulher de muito valor, de muita coragem e que merece o respeito de todos brasileiros. Eu tenho muito respeito por ela.

Gilberto Kassab: Um modesto servidor.

Veja a íntegra da entrevista:

Comentários
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  1. Ademir Manoel Gonçalves disse:

    Concordo com o Kassab. No Distritão cada candidato será um partido. É um sistema pior do que o proporcional de hoje. Estou torcendo pelo distrital misto. Metade no distrito de forma majoritária e a outra metade de forma proporcional na lista elaborada pelos partidos. Mas, o mais importante é acabar com as coligações na proporcional. Sugiro que o fim das coligações seja aos poucos, senão não vai passar no Congresso. Por exemplo, na próxima eleição permitido coligar até três partidos, na outra dois e nas seguintes sem coligação.

    • David Dias disse:

      Para mim se sair o voto distrital puro ou misto como querem, será um atraso e ira piorar ainda mais a situação eleitoral e beneficiar uns poucos. Como esta é melhor só é preciso fazer umas correções Primeiro, acabar com esta numero elevado de partidos pois se o partido representa uma ideologia não há tantas ideologias assim mas sim busca pelos cargos e dinheiro, segundo acabar com as coligações quer para cargos executivos quer para legislativos em todos os graus. As coligações só devem ser feitas após o resultado das eleições para se ter uma maioria não fisiológica, terceiro acabar com o financiamento de pessoas jurídicas quarto acabar com os suplentes de senadores, vencem os mais votados e suplentes ficam os mais votados mesmo que forem de outros partidos. Não haverá perfeição pois na Terra somos todos imperfeitos e o imperfeito não cria o perfeito, mas é melhor. Também não se devem pensar como querem uns em ter todas eleições em um só ano Já tivemos no passado uma eleição só para todos os cargos e só deu confusão ate por quem tem discernimento imagine se os mais humildes. Porem o erro não esta nas Leis , no regime mas o erro é da base, do ser humano que é imperfeito e pensa que é perfeito e o dono da verdade e ainda mais que são egoístas e desonestos e isto sempre foi assim e assim o continuara a ser.

  2. Marcelo disse:

    Graças a Deus os “partilha” ficarão mais fracos….e a democracia mais forte!!!! Chega de voto e roubo proporcional….queremos somente votar no distritos!!! Quem defende o proporcional quer que a coisa continue do jeito que está, com um bocado de aproveitadores diluindo-se no meio dos poucos que querem fazer alguma coisa!!! Mudança para o distrital puro já!!!

  3. Teobaldo disse:

    É uma covardia com o povo o voto proporcional. Dessa forma não escolhemos. O CORRETO NUMA DEMOCRACIA é empossar aqueles que os eleitores, de fato, escolheram; aqueles mais votados. É a vontade do povo que tem que prevalecer. Assim é numa verdadeira democracia.É por isso que o nosso Congresso é tão achincalhado pelos brasileiros. Não merece crédito. Não foram esses senhores que queríamos que lá estivessem.

  4. teobaldo disse:

    Faltou dizer: O que enfraquece a democracia é essa corja, que o povo NÃO escolheu e, mesmo assim está no Congresso. Isso não é democracia.

  5. Couto disse:

    Sou contra o distritão. Esse processo dá mais chances a quem tem mais grana para gastar na campanha e atenta contra pluralidade ideológica.

  6. disse:

    Tá de brinquetion with me!
    Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente.
    Partido no Brasil é chapa de sindicato, quem tá dentro tem tudo e pra sempre, quem tá fora, como o povo, “num interessa!”.

  7. Gustavo disse:

    Dane-se o que kassab acha ou outro qualquer ache sobre isso. Agora quem quer é o cidadão. O modelo de gestão política só se mostrou mais uma porta para essa nojeira de conchavo político, onde fica absolutamente visível a distancia de interesses sordidos e nefastos do estopor da classe política contra a nescessidade, direito e vontade do cidadão comum. Esse modelo FALIU, ACABOU COM O PAÍS.
    Se ainda querem aproveitar algo do socialismo, aproveitem a idéia dos mil e quinhentos tijolos do Fidel para resolverem o problema da roubalheira e da corrupção. Esse modelo político é uma vergonha. Primeiro mentem na maior cara-de-pau e depois correm atrás da mentira para transforma-la em verdade. Mudança para o voto distrital já, imediatamente!

  8. José LIRA disse:

    O distritão é a única maneira de acabar com o poder dos caciques donos dos partidos. O atual sistema faz com que os legisladores sejam apenas serviçais dos donos das legendas. Prior do que o sistema atual é a eleição em lista, quando os donos dos partidos se perpetuam no poder.

  9. josé silva disse:

    Descordo do Kassab, O distrital é mais coerente, o voto por QP é injusto elege pessoa que não foi eleita para defender bandeiras irrelevante, que não ajuda nada no crescimento da economia e da sociedade. ex: Jandira Frangnalia, Jean Willis, Mª do Rosário etc.

  10. aloizio carlos disse:

    Eles estão preocupados com partidos, tem que se preocupar com o povo que pagam os salários deles.

  11. Edson Sena disse:

    Discordo totalmente do Kassab. O voto distrital é o mais correto, pois a vontade do povo é plenamente respeitada, o que não acontece com a eleição proporcional.

  12. César disse:

    O Ministro Gilberto Kassab é um vira casaca. Muda mais rápido de opinião do que muda o clima em São Paulo. Só está defendendo os seus interesses pessoais. Para atingir os seus objetivos é capaz de qualquer coisa. Sem ideologia alguma! Apenas, interesses pessoais de poder!

  13. Marco Túlio Castro disse:

    O o PT for contra eu serei a favor poque certamente será bom para o Brasil. O PT é uma tragedia para o Brasil e seus apoiantes não são brasileiros. São apenas oportunistas.

  14. Pasquale disse:

    O Brasil esta com o freio de mão puxado,é o que falei antes das eleições.
    Só sabendo fazer mágica,ao contrário do que foi falado antes das eleições.

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