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Política
16-08-2019, 18h41

Para ministros do STF, Moro manobrou para julgar Cunha em Curitiba

Celulares que não foram apreendidos poderiam levar caso para STF
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Kennedy Alencar
BRASÍLIA

Dois ministros do Supremo Tribunal Federal avaliam que o então juiz Sergio Moro não quis apreender telefones celulares de Eduardo Cunha para evitar que pessoas com foro privilegiado tirassem as investigações da 13ª Vara Federal em Curitiba e as levassem para o STF.

A teoria dos ministros é que Moro queria manter Cunha sob sua alçada, como um troféu. Seria uma manobra combinada com o procurador da República Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Lava Jato.

Para ministros, essa atitude explicaria o motivo de Moro ter se posicionado perante o Ministério Público contra eventual acordo de delação premiada do então ex-presidente da Câmara dos Deputados.

Eduardo Cunha conversava com a república inteira, especialmente com integrantes do primeiro escalão do Executivo e ministros de tribunais superiores, como membros do STF.

No entendimento desses dois ministros do STF, que conversaram em reserva com o blog, o fato é grave e ilegal por se tratar de um direcionamento de competência. Moro poderia ser obrigado a declinar de julgar Cunha caso houvesse motivo para transferência do tema para o STF.

Um ministro indaga se alguém se lembra de alguma operação da Lava Jato que tenha deixado de apreender celulares. Um advogado criminalista tem a mesmo teoria dos dois ministros do STF a respeito da conduta de Moro no episódio Cunha _uma reportagem feita em parceria entre o “The Intercept Brasil” e o “Buzzfeed”.

Ouça esse comentário a partir dos 8 minutos e 5 segundos no áudio que está ao final do texto.

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Excusas, ministro

Por meio da assessoria, o ministro da Justiça, Sergio Moro, negou ter pedido ao presidente Jair Bolsonaro que indicasse Deltan Dallagnol para chefiar a Procuradoria Geral da República.

Com as devidas escusas, o blog mantém a informação publicada com exclusividade ontem no “Jornal da CBN – 2ª Edição”. O presidente Jair Bolsonaro contou às fontes do blog que Moro pediu para colocar Dallagnol no lugar de Raquel Dodge, mas ele recusou por não confiar no chefe da força-tarefa.

Bolsonaro avalia que colocar Dallagnol na PGR e Moro na Justiça poderia dar muita força à dupla e criar problemas para o governo e aliados, sem contar o palanque político para eventuais aventuras eleitorais.

Ouça esse comentário a partir dos 6 minutos e 37 segundos no áudio ao fim do texto.

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Mais mortes

É um retrocesso a decisão de Bolsonaro de suspender o uso de radares móveis em rodovias federais. Motoristas com o pé pesado precisam ser desestimulados a acelerar. Imprudência e excesso de velocidade contribuem para mortes nas estradas.

O Brasil está dando passos para trás. Acontece o mesmo na política ambiental e na áreas de direitos humanos, educação, saúde…

Ouça este comentário a partir dos 10 minutos e 55 segundos no áudio abaixo:

Comentários
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  1. Boa noite amigo tenho lido seus comentários e curto ate demais pra me você é o cara continue ajudando o Lula com muita fé e esperança pois a verdade vai vencer a mentira…

  2. walter nobre disse:

    Fico imaginando o papel do supremo, ao questionar um igual, com provas fictícias Kennedy; sabe quando a corte vai se pronunciar contra o dr moro com espionagens montadas…não ligam a mínima para o juiz, hj ministro da justiça, não faram nada para não respingar em qualquer tempo, contra os próprios; tudo ali funciona como uma confraria…quanto a indicação do Deltan por Moro, com a declaração do presidente, e seu temor, ao meu ver demonstram fragilidades preocupantes; conclusões antecipadas, sobre papeis de indicados, fossem em qualquer área demonstra mudanças no comportamento do Jair, contra tudo e todos…a questão dos radares moveis, foram compensados por radares fixos, nada muda a não ser a lisura e respeito ao motorista; tentar multar escondidos em pontos negros, não educa ninguém, portanto esta tudo no zero a zero…precisamos consertar muito neste País, o presidente não pode fraquejar…

  3. Wellington Alves disse:

    Cunha foi o principal trunfo da Lava Jato para se passar por “imparcial”. Até isso caiu por terra.

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