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Política
17-02-2017, 22h46

Para Temer, Cunha faz chantagem e insinuações mentirosas

Presidente não vê pertinência em perguntas para defesa do peemedebista
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KENNEDY ALENCAR
SÃO PAULO

Em resposta por escrito, o presidente Michel Temer deverá dizer que as perguntas formuladas por Eduardo Cunha não seriam pertinentes à defesa e que, portanto, não mereceriam resposta.

Em conversas reservadas, Temer reagiu com contrariedade ao novo ataque do ex-presidente da Câmara. Disse que Cunha é um chantagista que faz insinuações mentirosas.

A defesa de Cunha arrolou Temer como testemunha de defesa num processo da Operação Sépsis que tramita na Justiça Federal de Curitiba e que apura desvios no FI-FGTS (Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). Cunha fez insinuações a respeito de Temer e do ministro Moreira Franco (Secretaria Geral).

É a segunda vez que Cunha age assim a respeito de Temer num questionário judicial, imaginando que esse tipo de pressão o ajudaria a ser solto pelo Supremo. Mas a atitude do ex-presidente da Câmara pode reforçar motivos para que ele continue em prisão preventiva. Se da cadeia faz chantagem, ele poderia agir de forma bem mais agressiva fora da prisão.

*

Debate federal

Cresce no STF (Supremo Tribunal Federal) um movimento para estabelecer limites ao alcance do foro privilegiado. Relator da Lava Jato no STF, Edson Fachin disse que o foro privilegiado “é incompatível com o princípio republicano”. Outros ministros da corte já apresentaram críticas semelhantes.

O ministro Roberto Barroso pediu à presidente STF, Cármen Lúcia, para julgar em breve um caso que pode colocar limites ao alcance do foro privilegiado.

Os críticos dizem que o foro contribui para a lentidão do Supremo e que, muitas vezes, leva à impunidade com a prescrição dos prazos para julgamento. Há também políticos que renunciam ao foro privilegiado quando o caso está próximo de ser julgado para que tudo recomece na primeira estância. Foi o que fez o então deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG) para se livrar de uma decisão do STF a respeito do mensalão tucano.

Os defensores do foro dizem que eles protegem as autoridades de decisões açodadas de primeira instância.

*

Não deu

Outra notícia importante hoje do mundo jurídico foi um telefonema do ex-ministro do STF Carlos Velloso ao presidente Temer. Velloso recusou o convite para ministro da Justiça. Temer, agora, reavalia suas opções.

Assista aos temas do “SBT Brasil”:

Comentários
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  1. FORO PRIVILEGIADO É UMA VERGONHA! disse:

    Esses ministros que ainda defendem esse vergonhoso foro privilegiado são uma vergonha! Defendem que haja cidadãos com privilégios perante a lei o que realmente não é nada republicano. O STF não tem capacidade de julgar com celeridade e o destino de muitos processos com foro, ali, é a prescrição.
    Quanto ao ministro Gilmar Mendes citar o Mensalão como exemplo, um absurdo: Marcos Valério foi condenado a 50 anos de prisão – os políticos, uma piada as condenações! Deixaram até o crime de “Formação de Quadrilha” prescrever! Uma vergonha!
    Estudo divulgado pela Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro aponta que o índice de condenação de réus com foro privilegiado, no STF, é inferior a 1%. Isso explica porque a ladrãozada da Lava Jato quer tanto o “foro e não o Moro”!

  2. mano disse:

    prezados: o paulista usou o carioca, que agora quer dá o troco. Por enquanto a malandragem do carioca Eduardo Cunha não supera a esperteza do paulista Michel Temer. Aliás, os cariocas estão em desvantagem: Eike Batista, Sérgio Cabral e Eduardo Cunha estão presos. Moreira Franco que se cuide!

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