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Política
31-08-2016, 17h21

Para Temer, impeachment acaba com incerteza na economia

Presidente afirma que agora será mais fácil aprovar medidas no Congresso
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

O presidente Michel Temer disse que a aprovação do impeachment “acaba com incertezas que atrapalham a economia” e que o final hoje desse “longo processo” o ajudará “a aprovar medidas no Congresso a fim de gerar emprego e retomar o crescimento”.

Em conversa com o SBT após o resultado da votação no Senado, Temer disse estar ciente do “tamanho da responsabilidade e das dificuldades”, mas afirmou que está “otimista”. Disse que pretende fazer “um governo para entrar para a História”.

Sua prioridade, declarou, “é recolocar a economia nos trilhos e pacificar politicamente o Brasil”. Ele se disse disposto “a dialogar com a oposição, mas dialogar com quem queira dialogar e sobre questões de Estado”.

Essa declaração foi dada antes da contudente manifestação da presidente Dilma Rousseff sobre a aprovação do impeachment.

Indagado se estava disposto a conversar com o ex-presidente Lula, ele respondeu: “com a oposição de forma geral”.

Nos bastidores, há disposição de Temer para conversar com Lula, mas isso dependerá do nível da agressividade do PT na oposição.

Temer afirmou que pretende “realizar reuniões com as bancadas” partidárias na Câmara e no Senado. Ele será o principal articulador político de seu governo a fim de tentar aprovar suas propostas econômicas.

Ele disse que pretende convencer os deputados e senadores de que as medidas que propõem “são aparentemente impopulares, mas serão populares quando o resultado das suas implementações forem colhidos”. “O que parece impopular hoje pode ser popular amanhã”, afirmou.

Ele pretende ter um papel semelhante ao que Fernando Henrique Cardoso teve como ministro para articular o Plano Real e como presidente para tentar aprovar no Congresso seu plano de reformas econômicas.

Afirmou que dará prioridade à PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que estabelece um teto para o crescimento das despesas públicas e a reforma da Previdência. A respeito deste tema, disse que faria uma reforma “sem sacrificar os idosos, mas pensando na aposentadoria futura dos jovens”.

Questionado se o fim da interinidade o deixaria mais duro nas negociações com o Congresso, afirmou: “Não se trata de ser mais duro. Vou dialogar com o Congresso, vou construir um caminho com os deputados e os senadores”.

Sobre eventuais concessões para aprovar os projetos que deseja, ele afirmou estar disposto a negociar “desde que [os parlamentares] mantenham o essencial das propostas”.

Disse que faria uma reunião ministerial ainda hoje, na qual diria que a ordem é “descentralizar os serviços, mas centralizar decisões”. Afirmou que a economia é a prioridade de todo o governo e que “todos os ministros devem dialogar com deputados e senadores nesse sentido”.

Temer gravou um pronunciamento e pretende embarcar ainda hoje para reunião do G-20 na China.

Assista à cobertura da posse de Temer pelo SBT:

Comentários
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  1. Joaquim José da Silva Xavier disse:

    “pacificar politicamente o Brasil.” ????

    muy simple.
    renuncia, deixa o povo escolher quem quiser.
    e quem perder não vai ter motivos para não reconhecer a legitimidade de quem ganhar.

  2. Maria Aparecida Ramos Tinhorão disse:

    Conversar com o PT é jogar pérolas aos porcos… perda de tempo.
    Essa gente não está nem um pouco comprometida com o país, ao contrário, estão comprometidos com seus cabides sindicais pelegos.

  3. alex disse:

    São uns rabudos esses caras do PMDB. Entram na Presidência, pelas portas do fundo, pela segunda vez.. sem votos! PT, PSDB e PDT, por exemplo, os maiores e mais conhecidos do país, sempre tiveram que ir às urnas para chegarem no Planalto. Pois os caras conseguem o intento na base da “traquinagem”. E tem um montão de gente, inclusive jornalista, que acha isso ‘supernormal’. Hum hum. Pior: tudo que acontecer de ruim, tudo que eles não conseguirem fazer será culpa da Dilma, do PT. Tomaram o poder e não levarão culpa alguma se não conseguirem governar. Putz, que pesadelo.

  4. JOSE MELO disse:

    “Mais fácil aprovar medidas no Congresso –Temer”. Acrescente-se também: que será mais fácil barrar a lava jato, mais fácil livrar Eduardo Cunha, Renan, Romero Juca, Aécio Neves e segue a lista…por que é grande. E por que será? Geralmente a concordância coletiva ocorre quando se tem cumplicidade, afinidade, pontos em comum, interesses…. Sei não, mas como brasileiro vejo Temer como golpista e traidor do País. Unindo força na ponte para o futuro da salvação pessoal e individual de parte do senado e congresso nacional. Construindo a Ponte da Salvação e fincando os primeiros pilares com sucesso!

  5. JOSE MELO disse:

    Penso também que deveríamos ir as ruas pedir a saida de Temer. Descredito total na sua equipe e no próprio. Não convence, só gosta do poder!!!

  6. Wellington Alves disse:

    Fora Temer. Tomar as ruas é a solução. Eleições já. Eu não votei pelo impeachment. Não se rasga 54 milhões de votos. Nem na Venezuela se faz eleição indireta.

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