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Kennedy Alencar

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Economia
23-10-2013, 18h24

Petrobras quer reajuste já, Fazenda resiste

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Um debate é sobre o modelo de privatização do pré-sal. No caso, se o regime de partilha é o mais adequado e se precisa de ajustes. A presidente Dilma Rousseff não vê necessidade de alteração substancial ou de ajustes. Considera o modelo um sucesso.

Outro debate é sobre a política de preços da Petrobras. Se ela vai dificultar a exploração do campo de Libra porque o governo a controla com dureza. Há uma defasagem no preço da gasolina que tira gás da estatal.

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, já havia amarrado com a presidente e com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, um segundo aumento dos combustíveis ainda em 2013.

Em janeiro foi concedida uma elevação de 6,6% para a gasolina e de 5,4% para o diesel com o compromisso de uma nova rodada no segundo semestre, porque o governo tinha expectativa de uma queda da inflação nesse período para acomodar um segundo reajuste neste ano.

Mas vieram as manifestações de junho e julho, o que causou perda de popularidade do governo, aumentando a preocupação em evitar que a inflação supere o teto da meta. O governo tem pouco espaço para honrar o acordo com a Petrobras.

Neste momento, há uma discussão interna. Convém deixar para 2014 um reajuste do preço dos combustíveis? Para uma parte do governo, seria uma forma de evitar furar o teto da meta em 2013. Um estouro agora seria usado pelos adversários durante todo o ano eleitoral.

Se o reajuste ficar para 2014, o problema do impacto no aumento dos preços será tema de campanha, mas a taxa anual só será conhecida depois que as urnas forem fechadas.

A Petrobras quer o reajuste o mais rápido possível, pois está perdendo dinheiro com essa defasagem. A Fazenda anda postergando, com suporte de Dilma.

Comentários
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  1. Alex disse:

    Parece que o aumento não vai demorar pra sair. O lucro despencou e a defasagem de preços com o mercado internacional é considerada a principal causa.

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