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Política
26-04-2017, 8h34

Planalto teme impacto de greve geral sobre agenda de reformas

Governo avalia que cresce mobilização para paralisação de sexta
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

O Palácio do Planalto avalia que está crescendo a adesão à proposta de greve geral na sexta e teme o impacto desse movimento sobre a agenda de reformas do governo.

Há uma percepção do Planalto e dos organizadores de que a mobilização para a greve está se fortalecendo, com relevante ajuda de setores da Igreja Católica, inclusive da cúpula. Existe adesão de diversos sindicatos.

O direito de greve está assegurado na Constituição. É arma de reivindicação legítima e democrática. A depender do impacto, poderá criar turbulências para a reforma trabalhista no Senado, se ela for mesmo aprovada hoje pela Câmara.

Mas, sobretudo, poderá atrapalhar o plano de voo do governo para votar a reforma da Previdência no próximo mês. Além da greve prevista para sexta, haverá as tradicionais manifestações de 1º de Maio, o Dia do Trabalho.

Logo, há preocupação no Palácio do Planalto.

*

Teste no Congresso

A reforma trabalhista, que deve ser votada hoje pela Câmara, tem sido vista por aliados do governo como um teste. Essa reforma necessita de maioria simples para ser aprovada. Ou seja, atingido o quórum de 257 presentes no plenário, que é a maioria absoluta da Câmara, leva quem tiver mais votos.

Mas o governo está fazendo uma forte mobilização junto aos partidos aliados, sugerindo que algumas bancadas fechem questão, a fim de aprovar a reforma trabalhista com um placar expressivo, se possível superior a 308 votos. Esse é o número mínimo, três quintos da Câmara, que são necessários em dois turnos de votação para aprovar a reforma da Previdência.

O presidente Michel Temer vê a votação de hoje como forma de mostrar força perante o mercado financeiro e o empresariado, que têm dúvidas em relação à capacidade do governo de aprovar a reforma da Previdência. Temer também avalia que aprovar a reforma trabalhista provaria que o governo não ficou paralisado pela lista de Fachin.

Será preciso ver projeto trabalhista sairá da Câmara rumo ao Senado. Se haverá muitas mudanças no relatório de Rogério Marinho (PSB-RN) ou se o texto sofrerá poucas alterações, como deseja o governo e como parece ser a tendência.

Trata-se da maior mudança já feita na CLT, a Consolidação das Leis do Trabalho. É assunto que mexe com a vida do país. As mudanças têm apoio do empresariado, mas sofrem críticas duras dos trabalhadores, que estão num momento desvantajoso hoje devido ao alto desemprego.

Batalha mais complicada

Até ontem ainda não tinha uma planilha com 350 votos razoavelmente assegurados, a fim de ter uma margem de segurança para votar a reforma da Previdência. O presidente Temer está tentando construir essa margem de segurança.

Mesmo que a reforma trabalhista tenha um placar avassalador, não dá para fazer uma transposição direta para a reforma da Previdência, porque é uma matéria que enfrenta maior resistência interna. Obviamente, uma vitória expressiva voltaria a criar um clima parlamentar positivo para o governo. Mas cada batalha tem as suas especificidades. E a batalha da Previdência é mais complexa, sujeita a maior resistência.

Ontem, por exemplo, foi derrubada do projeto de socorro aos Estados a contrapartida que previa aumento de 11% para 14% da contribuição previdenciária dos servidores públicos. Essa contrapartida caiu devido ao lobby do funcionalismo, que é atuante e se opõe com força à reforma da Previdência.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. Jean disse:

    Toda greve forte começa com a paralisação dos meios de transporte inclusive carga, sem isso qualquer principio de greve geral sera isolado. Mas como você expressou perfeitamente no texto pode ter impacto

  2. marly schall Amorim disse:

    Quando greve vira moda no mundo todo como agora, ela perde força e não atrapalha em nada na area política! No Brasil, greve e sinônimo de comunismo desde os tempos de triste memória e os brasileiros são meio ressabiados com essa manobra de forçação de barra.

  3. Edgar Silva Cantalejos disse:

    Quando leio esse dá lá toma cá, mesmo para salvar a capacidade do país em investir, na câmara ou no congresso, se não seria melhor a ditadura. EU VIVI A DITADURA E NÃO FOI TÃO RUIM COMO SE APREGOA. Direitos adquiridos sem o social justo não é moral..
    Não devemos esquecer que ter escravos, já foi direito adquirido, mas não moral.

  4. mario Teixeira Dias Filho disse:

    Gostaria de externar minha indignação sôbre o papel idiota e canalha de nossa classe sindical que não consegue definir nem se vão ou não vão a greve pois alguns deles vão se reunir amanha a noite não deixando a população se programar Sindicalista e Políticos o maior mal do nosso sofrido pais vide nosso maior sindicalista o que fez com o Brasil Obrigado seu blog é sempre muito informativo

  5. TEMER E MEIRELES TÊM O PÃO NOSSO DE CADA DIA GARANTIDO! CPI DA PREVIDÊNCIA JÁ E NÃO REFORMA! DEPUTADOS E SENADORES QUE APOIAREM ESSES DOIS, VÃO PAGAR POR ISSO, NAS URNAS EM 2018! disse:

    Meireles se aposentou aos 57 anos de idade e recebe aposentadoria de mais de 200 mil reais; Temer se aposentou aos 55 anos e recebe aposentadoria de 30 mil reais. Isso fora o que ganham nas funções que exercem. O lema desses dois é que pimenta no dos outros é refresco!
    É por isso que são insensíveis aos problemas alheios. Por exemplo, querem reduzir em 50% a pensão de uma viúva, “SEM NENHUMA OUTRA RENDA”, cujo cônjuge falecido tinha uma aposentadoria de 2 mil reais, com a qual “sobreviviam” e lhe deixou somente esses 2000 reais de pensão. Temer e Meireles acham que, agora, estando a viúva “SOZINHA”, pode viver com apenas 1000 reais! Isso é o cúmulo, o povo não pode aceitar tamanha canalhice! Os dois não falam numa CPI da Previdência, para ver o porquê do déficit que tanto alardeiam! CPI da previdência já e não reforma! DEPUTADOS E SENADORES QUE APOIAREM ESSES DOIS VÃO PAGAR POR ISSO, NAS URNAS EM 2018!

  6. walter disse:

    Caro Kennedy, o governo começar a tremer, como próprio nome diz…alguém no congresso, ou mesmo no governo Temer, achou que seria uma mudança suave…se houver greves paciência…o país não pode viver o tempo todo, dando satisfações a pequenos grupos insatisfeitos…precisa fazer valer o necessário para o país..Fica sempre o grande alerta, se o temer não fizer diferença rapidamente nesta dupla reforma, não vai aprovar mais nada…Este governo esta ignorando a Saúde, que esta em frangalhos; nos quatro cantos do país, faltam remédios e verbas; esta dando a sequência ao governo dilma com afinco.

    • Maria Aparecida Ramos Tinhorão disse:

      Walter, tem razão quanto à área da saúde em frangalhos… Eu acrescento a segurança, as estradas, a educação, etc.
      O dinheiro destinado aos sindicatos seria útil nesses setores.

      • walter disse:

        De fato cara maria Aparecida…”o sindicalismo canibal” deve ser extinto…obrigatoriedade neste País,. é a ultima palavra…de uma forma geral, somos obrigados a tudo…”o Judiciário é a casa da mãe Joana”, desde que se tenha um advogado”…se repararmos bem, todas as legalizações, causadas pela “burrocracia”, são “providencias”, aos advogados; ganham o que quiserem, já que a tal justiça, é lenta e suave aos meliantes;beneficia os endinheirados. a boa noticia…o país esta acordando, graças ao Lula, e sua “gestão” assombrosa…mas a grade luta, esta na Saúde, que definha a olhos nus, todos os dia…o “ministro” da Saúde, parece um “leão de chacra”, Jesus!

  7. Mauricio Di Gregorio disse:

    Kennedy, acredito que ninguém é contra reformas – quer sejam tralhalhistas ou previdenciarias ou outras quaisquer.

    O problema deste governo é promover mudanças sem ampla discussão sobre impactos e etc.

    Supondo que a proposta da previdencia seja aprovada. Então passariamos de 53 anos hoje para 65 anos proposto pelo governo.

    E os jovens que vão entrar no mercado de trabalho? Vão concorrer de igual para igual com profissionais mais maduros. É claro que não.

    Eu acredito que o tiro vai sair pela culatra ao longo prazo. Se a economia não crescer no mesmo ritmo teremos ainda mais desemprego no país.

    Esta é minha opinião.

  8. ANDRE disse:

    A greve é de todos os instrumentos que dispõe o trabalhador, de longe o maior e mais legítimo na defesa de seus direitos. É uma das maiores demonstrações da democracia, onde o trabalhador pode manifestar o seu descontentamento nas relação capital X trabalho. De todas as greves que vivenciei, está é a que considero a que tem o motivo mais justo, que é evitar que tudo que foi conquistado até hoje em duras batalhas, seja ceifado por mãos criminosas do congresso. Parar o Brasil é a melhor forma de mostrar que não concordamos com estas reformas, as quais não formos chamados para opinar, e nos querem empurrar goela abaixo.
    DIGA NÃO A REFORMA DA PREVIDÊNCIA E A TRABALHISTA.
    EM 2018 NÃO VOTE EM QUEM VOTA CONTRA VOCÊ.
    PARA COMECAR VAMOS CONSCIENTIZAR A POPULAÇÃO PARA QUE NÃO VOTE EM
    ARTHUR MAIA (LAVA-JATO), RODRIGO MAIA (LAVA-JATO) e ROGERIO MARINHO (3 PROCESSOS NO STF)

  9. Ricardo Betim disse:

    Como querem aprovar algo que não mexe no bolso deles próprios ? Se o teto de aposentadoria pra classe trabalhadora especial gira em torno de 4.600 reais, porque não estipular este teto para todas as classes, quem quebra a previdências são eles próprios com salários exorbitantes (o qual acredito que deveria ser reduzido pela metade, como o corte de tantos benefícios) e que se aposentam sem ter teto nenhum, como também muitos nem contribuem com o INSS e tem o direito à aposentadoria, vindo a passar por gerações e gerações !!! Onde será que está o erro ??? Na classe baixa trabalhadora que na maioria das vezes se aposentam com um salários mínimo ou na classe deles com valores absurdo de aposentadorias com muito menos tempo de trabalho ???

  10. Marcos Gentil disse:

    Senhores

    Penso que é necessário as reformas, politica, tributária, previdenciária e trabalhista.
    É necessário passar o país a limpo e mudar todos os velhos valores e costumes porque se nada for feito nunca teremos um país forte e desenvolvido, contudo essas reformas não podem ser feitas do dia pra noite e enfiadas guela abaixo do povo o que julgam correto.
    As reformas devem ser debatidas com o povo, entidades de classe, sindicatos, empresários e por último no congresso nacional, pois se trata dos nossos direitos porque os custeamos todos e a todos.
    Quer me parecer a urgência dessas reformas uma crise de desespero daquele que ocupa o poder em mostrar que esta fazendo alguma coisa em beneficio do país e do povo com o intuito de mostrar sua legitimidade no poder.
    A greve é um mecanismo legitimo dentro de toda e qualquer democracia e um dos princípios constitucionais que assegura esse direito, contudo vale lembrar que essa situação não se conciliará em um único dia de paralizaçã

    • VERGONHA NA CARA É O QUE ESTÁ FALTANDO NO PAÍS! disse:

      Esse Congresso de corruptos preocupado em se livrar das malhas da justiça, não tem condições de fazer reformas nem em suas próprias casas que, se forem reflexo do Congresso, são pocilgas!
      Deveriam criar vergonha na cara e admitir que só uma Assembléia Constituinte teria condições de fazer as reformas que forem necessárias. O que eles deveriam promover agora seriam CPI da Previdência e do BNDES para levantar as bandalheiras feitas pelos governos corruptos do FHC, do Lula e de Dilma!

  11. hermes lopes disse:

    O trabalhador brasileiro está de saco cheio de ligar a tv e ver tanta roubalheira política e saber agora que esses mesmos políticos canalhas querem agora tirar nossos direitos , não vamos aceitar o trabalhador quer direito a mais e nada de direito a menos. Nós não roubamos a odrebrechet nós não roubamos o país nós trabalhamos em troca dessa ração que recebemos e que agora os bandidos querem nos tirar. tanto dia 28 como qualquer dia adiante nós vamos parar, somos a engrenagem que move o país não somos os ladrões de brasília

  12. Thiago disse:

    Precisamos de reformas? Precisamos!
    Reduzir o custo dos “nobres” 500 deputados e senadores, que nos custam 1 Bilhão por ano e não produzem nada, mas são ótimos em desfigurar propostas de iniciativa popular, ninguém cogita?

    1Bi pagaria a aposentadoria de aprox. 1.000.000 de trabalhadores, é isso?

    Aposentadoria pra eles não faz falta obviamente, com alguns mandatos é possível ter um patrimônio razoável (digo aos honestos), pois alguns outros conseguem multiplicar o patrimônio que deixariam os melhores investidores de wall street perturbados.

    tem muita coisa que devemos enxugar primeiro!

  13. Eles querem acabar com os direitos dos trabalhadores,é muito bom para eles que são todos patrões.Isso é um grande absurdo,uma covardia,temos que tirar esses traidores,usurpadores do capital publico,do governo já.O povo unido jamais será vencido,vamos pra rua,greveeeeeeeeeeee.

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2018-09-24 12:24:00