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Política
11-05-2015, 9h12

PMDB e PP aguardam cargos para continuar a votar ajuste

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Postado por: Daniela Martins

Continuará alto o grau de dificuldade para o governo aprovar as medidas do ajuste fiscal no Congresso Nacional. Os peemedebistas deixaram claro que só continuarão a apoiar as medidas do ajuste na Câmara se cargos forem liberados. O PP também exige postos no Executivo para voltar a votar com o Palácio do Planalto.

Apesar da grande base numérica na Câmara e no Senado, há uma enorme insatisfação que reduz a quantidade de aliados realmente fiéis ao governo.

A saída do vice-presidente da República, Michel Temer, o responsável pela articulação política, é entregar as nomeações de segundo e terceiro escalão prometidas aos aliados e cobrar mais empenho do PT.

A vitória na votação da medida provisória 665, que endureceu as regras para o seguro-desemprego, só foi possível porque Temer obteve votos de oposicionistas. Diante da repercussão no campo da oposição, será difícil que essa ajuda se repita. Esses opositores estão sendo cobrados a não socorrer mais o governo.

Já o PT, na prática, deu 10 votos contra o ajuste na apreciação da MP 665. Um deputado votou contra no plenário, mas nove se ausentaram da sessão. Portanto, o partido será cobrado por mais empenho.

No Senado, há o fator Renan Calheiros. O presidente da Casa continua insatisfeito com o governo. Será preciso restabelecer uma boa relação com Renan. Do contrário, poderá haver surpresa negativa no ajuste fiscal e na aprovação em plenário do advogado Luiz Edson Fachin, indicado pela presidente Dilma Rousseff para a vaga que foi de Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal (STF).

*

O governo detectou risco de derrota na aprovação do nome de Luiz Edson Fachin para o SFT. Não na sabatina do Senado, mas na votação em plenário.

Para ministros envolvidos na articulação a favor do advogado, há uma avaliação de que não será uma aprovação fácil. O presidente do Senado deu sinais de que pode marcar a votação em plenário para a semana que vem e não para amanhã ou quarta.

O governo gostaria de votar logo. Isso está em discussão, mas a palavra final é de Renan. É preciso convencê-lo, o que não está fácil, apesar de ele ter prometido à presidente que ajudaria a aprovar a indicação de Fachin.

Além das dificuldades no Senado, Fachin tem sofrido críticas na opinião pública nos últimos dias. Além de pedir voto a cada senador, indo de gabinete em gabinete, como fez nas últimas semanas, ele também recebeu sugestão de políticos para rebater as principais críticas com vídeos na internet.

Uma dessas críticas é de que teria quebrado a lei ao advogar no período em que foi procurador do Estado do Paraná, entre 1990 e 2006. No vídeo, Fachin mostra que a regra do concurso que prestou o autorizava a agir assim e que fez uma consulta à seção paranaense da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

A OAB também não viu problema em ele advogar para clientes privados e para o Estado, desde que não houvesse conflito de interesse. Esse vídeo é bem detalhado. A explicação, consistente.

Outros vídeos respondem a críticas de que o advogado teria ideias radicais, numa tentativa de pintá-lo falsamente como um perigoso esquerdista.

Será uma pena se Fachin não for aprovado. Ele tem amplo apoio do mundo jurídico, colheu suporte até de senadores da oposição e tem uma sólida formação. É um bom nome para o Supremo.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. Maria Aparecida Ramos Tinhorão disse:

    Trocar cargos por votos, além de ser imoral, demonstra claramente a inviabilidade desse governo decadente, obsceno e infame. Esses adjetivos também se aplicam aos congressistas e partidos que chantageiam e extorquem por migalhas de dinheiro e poder.

  2. Isso todo mundo saber que esses partido não estão nem ai pelo o pais, só roubar mais tem como acaba com essa canalice se não atingi 50% o congresso tem que fecha e convoca nova eleição em vezes de nós reclamar ver se nós fazemos alguma coisa por que isso esta em nossa não.

  3. vileite disse:

    Falta de decoro e de moral !

  4. Heloísa Coellho disse:

    Não importa qual seja o governo. Os partidos lutarão por cargos. Isso aconteceu no governo de Collor e FHC e não tem como mudar. Mas o caso do PP é emblemático. Será que eles ainda querem cargos na Petrobrás? Então, votam ou não um projeto não por concordar ou discordar da ideia para o bem do país, mas para fazer chantagem por cargos? Querem saber? A culpa é do eleitor, que botou esses parlamentares lá. Escolha nossa, da sociedade. Aliás, vou mais longe, no fundo o Congresso é a cara do povo brasileiro. E esse daí foi resultado das manifestações alienadas de 2013 e 2014. Conseguiram piorar o que já era ruim.

  5. Getulio disse:

    Para a oposição brasileira quanto pior melhor!
    Esse é o erro em votar em candidatos que dão maioria a uma oposição raivosa, o unico objetivo e PARAR o Brasil criar um estado de caos para toda população .
    Lamentavel

  6. Daniel disse:

    A culpa é do povo brasileiro que elegeu essa escoria para nos representar no congresso.
    Da proxima vez aprendam a votar.

  7. walter disse:

    Mais sério que aprovar o PACOTE FISCAL, mediante a cargos, está sendo o sumiço da “presidenta”; ela não dá as caras Kennedy.
    O País está não tem o seu representante eleito, para culminar; o Youssef voltou a acusar o palácio, por saber de sua lavanderia, e liberações; como sair desta, como ficam as relações diárias com os outros poderes; não se pode fingir que não esta acontecendo…
    Sugestão kennedy, e mais uma vez, a dilma esta perdendo tempo; ela não conta mais, como o apoio do pt…o próprio lula, não conversa com a dilma; no casamento do médico, ficou claro isso.
    A dilma deveria formar uma base de transição, em quanto pode…

    • Daniel disse:

      Caro Walter, isso tudo é estratégia do Sr. Lula para desvincular a sua pessoa de Dilma, e assim, conseguir se reeleger em 2018 com o discurso “Comigo seria diferente” “Ela não seguiu as essencia do PT”, etc.
      A vaca, além de tussir, foi para o brejo. Veja até onde vai o plano de poder desse sujeito.

  8. César disse:

    Isto só demonstra que a forma de governar citada no livro biográfico do ex-Presidente do Uruguai José Mujica (Una oveja negra ao poder), não foi somente usada no governo do ex-Presidente Lula, como ainda é usada pela atual Presidente da República Dilma Rousseff. É inegável que a corrupção está no governo, e é usada como meio, de governar o país. Chantagem e compra de votos é pratica corrente neste governo.

  9. César disse:

    Mais um juiz petista para trabalhar na pastelaria federal. Torço para que barrem.

  10. sebastiao menezes disse:

    Como, disse o ex-executivo nao tem almoço gratis mesmo, se nao derem cargos eles nao votam, sao todos iguais.

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2019-09-18 21:17:26