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Geral
19-11-2019, 20h20

Política ambiental de Bolsonaro ameaça destruir Amazônia

Há crime de responsabilidade contra atual e futuras gerações
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Kennedy Alencar
BRASÍLIA

Não dá para dourar a pílula: a política ambiental do governo Bolsonaro ameaça a Amazônia. Se não houver mudança de rumo, o que é improvável, há risco de a floresta tropical se transformar numa savana devido aos efeitos da destruição ambiental estimulada pelo atual governo.

Hoje, o presidente Jair Bolsonaro mostrou, mais uma vez, tremendo desconhecimento em assuntos ambientais. Fugindo de sua responsabilidade pelo desmatamento recorde em uma década, ele resolveu atirar em governos passados, usando a mesma desculpa esfarrapada do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Ontem, foi divulgado que o desmatamento entre agosto de 2018 e julho de 2019 cresceu 29,5% em relação ao ano anterior, o maior desde 2008.

Hoje, Bolsonaro citou o nome da ex-presidente Dilma Rousseff como ministra do Meio Ambiente, mas foi imediatamente corrigido para falar de Marina Silva. É fato que em 2004 houve o número mais alto desde 1995.

Marina assumiu o Ministério do Meio Ambiente em 1º de janeiro de 2003, na posse do então presidente Lula. Ficou no posto até 13 de maio de 2008.

Em 2004, no segundo ano como ministra, houve uma taxa de desmatamento de 27.772 km², a mais alta desde 1995, quando a devastação chegou a 29.059 km².

A partir de então, com políticas de reforço da fiscalização, houve um processo significativo de queda do desmatamento, chegando a cair para 12.911 km² em 2008. Como legado do fortalecimento do Ibama e do ICMBio, a devastação ficou em 4.571 km² em 2012.

Portanto, os governos petistas apresentaram resultado positivo na contenção do ritmo do desmatamento. Essa tendência começou a ser quebrada no fim da gestão Dilma, ganhou força na administração Temer e obteve uma licença para devastação no governo Bolsonaro, que estimula a impunidade de quem derruba a floresta.

Bolsonaro e Ricardo Salles são lenientes na questão ambiental e transmitiram sinais inequívocos para que fazendeiros e garimpeiros abusassem sem temor de retaliação. A política ambiental de Bolsonaro e Salles está recheada de crimes de responsabilidade contra a atual e as futuras gerações.

A ignorância de Bolsonaro ao tratar a questão ambiental, o negacionismo do Itamaraty sobre o aquecimento climático e a inaptidão de Salles para ministro vão cobrar um preço alto do Brasil e dos brasileiros. O preço pode ser o fim da Amazônia.

Ouça este comentário a partir dos 2 minutos e 16 segundos no áudio abaixo:

Comentários
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  1. […] Fonte: Política ambiental de Bolsonaro ameaça destruir Amazônia […]

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