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Economia
15-07-2015, 21h11

Levy pede apoio de governadores para votar ICMS de 4%

Política contamina economia e piora situação de Dilma no Congresso
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Postado por: ISABELA HORTA

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, tem procurado governadores na noite desta quarta-feira para pedir que pressionem os senadores de seus Estados a votar a unificação da alíquota do ICMS em 4% antes do recesso. Levy gostaria que o Senado, Casa do Congresso que representa os Estados, votasse com urgência essa medida, que faz parte de uma reforma tributária discutida há mais de 20 anos e nunca realizada.

Seria importante apreciar a medida ainda nesta quinta porque na sexta haverá no Rio de Janeiro uma reunião do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), órgão que reúne o ministro da Fazenda e os secretários estaduais da área. O Confaz precisa referendar a decisão do Senado sobre a unificação do ICMS.

Mas a política continua a contaminar a economia. Em resposta à Politeia, nova fase da Operação Lava Jato que investiga o envolvimento de parlamentares em esquemas de desvios de recursos, deputados e senadores pretendem derrotar o governo em futuras votações no Congresso.

Nos bastidores, há relatos de que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tenta impedir o avanço de importantes medidas do governo na área econômica. Por exemplo: as propostas do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, de regularizar dólares ilegais no exterior que pertencem a brasileiros e de unificar a alíquota do ICMS, principal tributo estadual. Esses temas já sofrem bombardeio na Câmara e podem não ser votados logo, como o governo deseja.

Nesta quarta, Cunha afirmou que seu partido quer distância do PT. Já o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que estuda medidas judiciais contra a Politeia.

Em resumo, a nova fase da operação Lava Jato desorganizou ainda mais a base de apoio do governo Dilma Rousseff. E isso traz reflexos negativos sobre a economia.

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Na avaliação do governo e da oposição, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, não escorregou em nenhuma casca de banana em seu depoimento à CPI da Petrobras.

Questionado a respeito da acusação de escutas ilegais na cela de Alberto Youssef, delator da operação Lava Jato, Cardozo disse que o ato será “gravíssimo” se ficar comprovado que foi irregular. Como as investigações ainda estão em curso, não há uma conclusão a respeito do grampo na cela do doleiro.

O ministro da Justiça negou ter tratado da Operação Lava Jato em encontros no exterior com o procurador-geral da República Rodrigo Janot e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski.

O depoimento de Cardozo mostra que a CPI tem dificuldade para avançar em relação ao trabalho de investigação da Justiça, do Ministério Público e da Polícia Federal. A comissão se tornou mais um palco de embate político.

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Confira os temas do “SBT Brasil” desta quarta-feira:

Comentários
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  1. Gustavo Santos disse:

    Este é um projeto do PSOL que o levy aprovou e se aprovado será bom para a União e para os Estados mas Cunha e PSDB não vão aprovar pq apostam no quanto pior melhor

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