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Política
05-09-2019, 19h30

Popularidade ainda alta traz boa e má notícia para Moro

Popular, ministro pode perder chance de saída por cima
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Kennedy Alencar
FORTALEZA

A pesquisa Datafolha que mostra Sérgio Moro com uma taxa de aprovação popular 25 pontos percentuais superior à do presidente Jair Bolsonaro traz uma boa e uma má notícia para o ministro da Justiça.

A boa nova, obviamente, é que esse índice de ótimo/bom o fortalece contra investidas do próprio presidente da República. Desde o início do governo, Moro vem engolindo sapos de Bolsonaro.

Já foi desautorizado algumas vezes e lembrado de que, no presidencialismo, essa história de superministro é conto da carochinha.

A mais dura ofensiva do presidente contra Moro está em curso: uma tentativa de interferir na cúpula da PF depois de ter tido sucesso ao tirar do ministro o controle do ex-Coaf.

Em condições normais de temperatura e pressão, a pesquisa Datafolha tenderia a levar Bolsonaro a pensar dez vezes antes de voltar a contrariar Moro.

Mas o próprio presidente já disse que não crê nos números do Datafolha, o que é um erro, porque o instituto é sério. Pesquisas ajudam governantes responsáveis a tomar decisões.

Por ora, é possível que o fogo contra Moro baixe. Bolsonaro tem tirado força política do ministro da Justiça por querer aparelhar órgãos de controle e devido aos seus planos de reeleição em 2022. O presidente não quer cultivar adversários dentro do próprio governo. É o velho lema da política: uma palmeira só no gramado.

A má notícia para Moro é que os números da pesquisa dariam a ele uma excelente oportunidade de sair do cargo por cima, com o discurso de que Bolsonaro o decepcionou em relação às promessas de autonomia. Poderia se dizer iludido por um suposto compromisso de combate à corrupção não atendido pelo presidente da República.

Se resolver ficar agora e decidir sair adiante, talvez Moro não consiga a chamada saída por cima.

O que vai acontecer?

A tendência é Moro ficar no cargo, tentando impor limites ao presidente com a taxa de aprovação popular que ainda possui. Em abril, Moro tinha 63% de ótimo/bom no Datafolha. Caiu para 55% em julho, com o primeiro impacto da Vaza Jato, mas oscilou no fim de agosto para 54%.

Em resumo, Moro está resistindo ao bombardeio da Vaza Jato e ainda tem força para enfrentar Bolsonaro.

Mas o presidente da República, que costuma criar conflitos todos os dias, já deixou claro que vai defender os interesses dele em primeiro lugar. Um Moro forte pode ser um problema para um presidente com popularidade em queda. Hoje, Bolsonaro tem apenas 29% de índice ótimo/bom.

Ouça o comentário feito hoje no “Jornal da CBN – 2ª Edição” a partir dos 6 minutos e 36 segundos no áudio abaixo:

Comentários
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  1. walter nobre disse:

    Kennedy, popularidade alta, fizeram milagres na gestão do PT do Lula, o que o Dr Moro não pode é ceder a caprichos que fujam a sua zona de atuação; deve evitar ser usado por caprichos especulativos, e isto tenho certeza que não fará; não é candidato a presidente, por não ter coesão neste País das bananas… deverá desenvolver o melhor que puder como ministro da Justiça, e seguir para o Supremo, como todos os indicados fazem…não há milagres, a tensão no país é imensa por falta de recursos, este é o principal desafio para o ANO que vem, com as aprovações de verbas…

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2019-09-22 01:32:55