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Política
08-12-2017, 7h53

Por reforma, governo prioriza pressão sobre PSD e PR

Não será fácil aprovar tema ainda neste ano
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

O governo ganhou tempo ao adiar para 18 de dezembro o plano de votar a reforma da Previdência em primeiro turno na Câmara dos Deputados. Adiamentos sucessivos, como ocorreram, indicam falta de voto.

Não será fácil aprovar a nova proposta, mais enxuta. Mas, no atacado, o governo avalia que precisa trabalhar melhor o suporte de três bancadas da Câmara: PSD, PR e PSDB.

O PSD tem 38 deputados. É a quinta maior bancada da Câmara. O PR possui 37. É a sexta bancada. O PSDB é a quarta bancada, com 46 deputados.

No PSD e no PR, há apenas cerca de 15 deputados em cada bancada a favor da nova proposta de reforma da Previdência. É muito pouco. No PSDB, haveria 33 votos garantidos e 13 contrários, mas a dubiedade do partido não dá confiança a essa contabilidade.

O governo espera, na próxima semana, negociar com aqueles que resistem no PSD e no PR. Também avalia que a convenção do PSDB amanhã reforce o discurso pró-reforma do partido. Amanhã, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, será eleito presidente do PSDB.

Essa decisão consolida a candidatura dele à Presidência em 2018. Na última terça, em Brasília, Alckmin não quis entrar em bola dividida e não pressionou a bancada tucana a fechar questão.

*

Varejo e balcão

O governo vai fazer negociações de varejo com todos os partidos de sua base. Há maiores resistências no PSD e no PR, mas será preciso contemplar pedidos fisiológicos de outros aliados. O balcão está aberto.

Mesmo assim, não é certo que o governo consiga votar o primeiro turno no dia 18 e o segundo no dia 20. Se der certo a votação no dia 18, o governo apresentaria um requerimento para considerar desnecessário o intervalo de cinco sessões a fim de realizar o segundo turno. Esse é o plano do governo.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. viganelas disse:

    Quanto ao PSDb esqueça, é traira dos brasileiros, ,mesma laia do PT…..

  2. walter disse:

    Caro Kennedy, não há segurança e nem disposição dos parlamentares, vão empurrar com a barriga, para o Ano que vem…ficará mais difícil conseguir esta aprovação no ano que vem, depois do més de Março, com a copa do mundo em evidência…o governo terá que ter mais segurança com a tal base, para aprovar prioridades, além da reforma da previdência…sua articulação, será o melhor meio para alcançar uma gestão, do restante deste mandato…vale o exercício diário, junto aos seus ministros, encontrando caminhos heterodoxos para 2018..nada de novo, só previsões antigas…

  3. renata vieira disse:

    País precisa urgente da reforma, todos os países europeus já fizeram, O povo brasileiro está envelhecendo e novas pessoas não estão nascendo.

    • Analista Alpha disse:

      Pelo visto você não paga a previdência ou então já tem a sua garantida né Renta. E as pessoas que nascerem não poderão se aposentar, vão apenas pagar e pagar, se continuar nesse pique, até lá a idade mínima será de 80 anos com contribuição de 50 anos.
      Para que previdência então? Melhor então extinguir, ter um fundo social de 2 a 3% e as pessoas fazem o que quiserem com seu depósito que hoje são roubados pelo governo e nunca mais devolverá.

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