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Entrevistas
06-04-2018, 23h17

Povo erra menos que elites, diz Alckmin

Para ele, Doria ficou "pouco tempo" na prefeitura
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

Político que ficou mais tempo à frente do governo paulista, 14 anos, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse em entrevista ao “Jornal da CBN – 2ª Edição” que fará “uma campanha de resistência” para chegar à Presidência da República. “O povo erra menos do que as elites”, afirmou, prevendo que “três ou quatro candidatos” terão chance real de chegar ao segundo turno em outubro, na reta final de uma campanha “curta”.

Nesta sexta, dia em que passou o governo ao vice Márcio França (PSB), Alckmin disse que deixa o Estado com “as contas em dia” e “boa capacidade de investimento”. Afirmou que França era “preparado para poder dar continuidade e avançar ainda mais”.

A entrevista desagradou ao ex-prefeito de São Paulo João Doria, que deixou o cargo no mesmo dia para tentar conquistar o Palácio dos Bandeirantes.

Indagado como Doria justificaria a saída da prefeitura, Alckmin disse: “É que realmente um ano só de prefeitura é pouco tempo”. Na sequência, emendou outro argumento: “O governador pode ajudar muito o município”. Na conversa, equilibrou-se em relação ao palanque duplo que terá em São Paulo. Doria respondeu no mesmo dia, dizendo que Alckmin votaria nele e que o PSDB venceria a eleição para o governo estadual.

*

Lula

Alckmin disse que a “inelegibilidade é clara” em relação a Lula, mas reiterou que o petista tinha o direito de se defender, respeitando a Justiça. Segundo o tucano, Lula “sempre elogiou o trabalho do Ministério Público e da Polícia Federal” quando foi presidente. Adotou tom diplomático em relação à ordem de prisão contra o petista.

Afirmou que disputou com Lula “em situação mais difícil” em 2006, quando o petista, que tentava a reeleição, “tava com tudo”. Ele afirmou que pregará “união nacional” e descartou fazer um discurso mais à direita para tentar tirar votos de Bolsonaro. Declarou que tampouco tentaria se vender como o mais competitivo para impedir a vitória de um nome do PT ou da esquerda. “Não acredito que alguém vai votar em alguém para evitar a vitória de A ou B.”

*

Cunhado e Paulo Preto

Alckmin disse que respondia pela “décima vez” que nunca pediu a um executivo da Odebrecht para entrar em contato com seu cunhado, Adhemar Ribeiro, e receber recursos de caixa 2. Disse confiar na Justiça, que arquivaria em breve uma investigação a respeito disso. “Consciência absolutamente tranquila”, afirmou, escandindo as sílabas, como de costume.

“Tenho 40 anos de vida pública modesta, vida pessoal modesta, não sou filho da fortuna pessoal, não sou filho de dinastia política, sou filho do povo, de berço humilde, do interior de São Paulo.”

Afirmou que nunca teve “relação com o seu Paulo Vieira da Costa”, conhecido como Paulo Preto _preso hoje em São Paulo sob acusação de desvio de recursos públicos e suspeita de ser operador de campanhas eleitorais do PSDB.

*

Temer e reformas

Afirmou que o governo federal vive situação “muito difícil” porque “não teve voto popular”. “Falta legitimidade popular.” Mas disse que o presidente Michel Temer cumpria “papel importante”, pois herdara grave crise econômica do PT e melhorara indicadores como inflação e juros.

Se eleito, prometeu que sua primeira reforma constitucional seria a tributária. Disse ter feito uma reforma da Previdência há sete anos no governo paulista e que se empenharia para realizar algo parecido na administração federal.

Ouça a íntegra da entrevista ao “Jornal da CBN – 2ª Edição”, concedida no último dia do tucano à frente do governo paulista:

Comentários
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  1. Francisco Alves de Sousa disse:

    A mesma retórica que a elite paulista adora. Em 14 anos na vida de qualquer pessoa, tem muitos erros, acertos e uma história pra contar. Qual será a dele ? O que teve de positivo nesse período ? Eu vejo apenas alguém que conseguiu governar usando uma arma poderosíssima : o conchavo com quem deveria cobrar e fiscalizar seus atos. Ainda bem que existe a lei do retorno e ela é dinamite pura . Principalmente nos desonestos e mentirosos.

    • walter disse:

      Caros Francisco e Kennedy; realmente os governos de SP, poderiam ter feito muito mais, ´perdemos a oportunidade, de ter um estado devidamente beneficiado, pelas grandes retóricas, deixamos passar…realmente o Alkimin tem razão, o povo sério, trabalhador, no Estado, em sua maioria, são pessoas do bem, que primam pela honestidade e muita luta…o dória, esta sendo egoista, quem sabe até por boa fé, mas isto não dá o direito, de largar a prefeitura; será cobrado por ter afirmado, seguir até o fim do mandato…também acredito em suas verdades, já que SP precisava de um bom candidato, para não largar em qualquer mão…Quanto ao Paulo preto, é coisa do Serra…mas morrerá na cadeia, tal qual o “pixuleco”, não vai entregar ninguém…quanto ao temer, por tabela o lula, serão prejudicado, e esquecidos, com se fossem irmãos siameses, pelo mesmo motivo; fizeram parte do mesmo governo, permitindo um abismo no país, nunca antes visto, tão mal gestado…o Povo será sabio para votar; novos tempos..

  2. Liz disse:

    O mesmo blá, blá, blá de sempre…com uma diferença agora adotou um tom mais comedido ao falar de Lula… Tem telhado de vidraça…senti falta da pergunta sobre Aecinho…nada a declarar??
    Agora que Lula está fora das eleições, quero ver em quem eles vão bater…vão ter que mudar o discursinho hipócrita…estou adorando…vai se ótimo ver um debate do ex alidados….

  3. Jardel disse:

    “Povo erra menos que elites”
    Se fosse honesto, depois de afirmar isso, Alckmin deveria abrir mão de sua candidatura e apoiar o Lula.
    Quem está disparado nas pesquisas de intenção de voto?
    Quem é o candidato das elites?

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