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Política
05-08-2019, 19h58

Presidente ganhou eleição, mas não é dono do Brasil

Não é pessoal crítica à ida de Eduardo Bolsonaro para EUA
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Kennedy Alencar
BRASÍLIA

O presidente Jair Bolsonaro tem tratado como pessoal a crítica à sua pretensão de indicar o filho Eduardo Bolsonaro para embaixador em Washington. Não é pessoal. A crítica é à qualificação para o posto nos Estados Unidos.

Bolsonaro repetiu hoje a ameaça de nomear o filho para o Itamaraty se o Senado não aprovar o nome do deputado federal para embaixador. Também voltou a dizer que ganhou a eleição e que o país tem de aceitar suas decisões e discursos.

Bolsonaro ganhou a eleição, mas não é dono do Brasil. Há lei e Constituição a serem respeitadas.

Afirmar que indicaria Eduardo Bolsonaro para substituir Ernesto Araújo no Ministério das Relações Exteriores é uma pressão indevida sobre o Senado, que tem a missão de aprovar a indicação de embaixadores.

O filho do presidente também tem misturado o público e o privado em suas viagens internacionais. Recentemente, ele postou numa de suas redes sociais uma foto com um bilionário da Indonésia segurando um cheque simbólico de R$ 31 bilhões que sugere investimentos diretos no Brasil nos próximos anos. O bilionário é do ramo de celulose.

Só ditaduras transmitem a empresários mundo afora a mensagem de que eles precisam negociar com filhos de presidentes para abrir portas. Só ditaduras tratam missões diplomáticas como se fossem assunto de família.

Apesar de ser presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, não é papel de Eduardo Bolsonaro intermediar eventuais investimentos estrangeiros no Brasil. Isso é assunto do Executivo. Era do Ministério da Indústria e Comércio em governos passados. Hoje, essa estrutura está alojada na pasta da Economia, comandada por Paulo Guedes.

Causa preocupação aos interesses nacionais indicar alguém com o perfil de Eduardo Bolsonaro para a embaixada nos EUA. É mistura assuntos de Estado com interesses familiares. É transmitir a mensagem errada ao mundo, como se o Brasil fosse seguir a trilha de uma república de bananas. É uma cópia fiel, mas ruim de Donald Trump.

Não é bom para o presidente. Não é bom para seu filho. Não é bom para o país.

*

Teste de fogo

A apreciação da indicação de Eduardo Bolsonaro para Washington será um teste do nosso sistema de freios e contrapesos. O Senado e a imprensa precisam cumprir suas missões institucionais numa democracia. Não é nada pessoal. São assuntos de Estado que estão em jogo.

Ouça esse comentário feito hoje a partir dos 5 minutos e 19 segundos no áudio abaixo:

Comentários
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    • walter nobre disse:

      O Presidente Kennedy, não age como dono, vem driblando problemas, desde o primeiro dia, não há qualquer consideração, relacionados aos valores positivos desta gestão, pelo contrario, a globo como exemplo, passa como um trator, em bons índices do planalto…caro, o presidente foi eleito avisando não ser nenhuma sumidade, tem escolhido pessoas com curriculum, algumas sendo investigadas é verdade, com a promessa do afastamento caso sejam condenadas…quanto ao Eduardo, será submetido ao senado federal; acredito que aprovarão, diante dos fatos pontuais com os EUA…o presidente, precisa ter a condição ideal, para realizar as necessidades do País; sendo sincero, as nomeações e determinações, são constitucionais, de direito do eleito, não há nenhum desmando, que possa confirmar sua deixa; teremos que permitir seu mandato…

  1. Wellington Alves disse:

    Deixa ele nomear o capetinha para o Itamaraty. Assim comete crime de mepotismo de forma direta e pode ser alvo de impeachment.

  2. walter nobre disse:

    Com toda a razão Kennedy, “os verdadeiros do Brasil, estão no Nordeste”; tudo bem, o bolsonaro tem sido rude em suas colocações; não há notícia boas de onde deveriam vir, só há entraves, jamais visto em outros governos, tudo por não querer fatiar o País, ou participar do velho costume, do famigerado, toma lá dá cá; além de todas as situações diárias, tem o supremo, tentando usurpar controles do executivo, com intenções maléficas; estamos em desordem proposital, para desestabilizar o Planalto…a questão do Eduardo, é café pequeno, do ponto de vista dos parlamentares, não há viés, por ser filho, as condições são interessantes ao País, no exato instante, esta nomeação…o congresso precisa fazer a reforma, com celeridade…quanto ao presidente, esta trabalhando muito, isto ninguém pode negar; teremos que analisar pelo conjunto, depois de 12 meses, antes disso, não seremos justos, o Povo sabe.

    • Miguel Ângelo disse:

      O Nordeste é a antiga Alemanha Oriental para a Grande Alemanha que se tem hoje. É um núcleo de consumo reprimido. Pronto para quando for dado um aumento real ao salário minimo, buscando a recuperação econômica do Pais por aumento da capacidade de consumo. Levará o Brasil a ser superavitário internamente. Estados como o do Norte, Centro-Oeste e Nordeste precisam da criação do salário mínimo estadual. E em alguns Municípios superavitários, o salário mínimo municipal. Desatrelado do mínimo federal. Só assim, os Estados e Municípios, cortam o cordão umbilical com o MICO. Do jeito que está, só assim o Brasil vai para frente. Bolsonaro é um atraso de vida. Acaba com o País. Torna as leis uma farsa já que chacotando do STF agride o povo e aqueles que lhe tem ideias diferentes. Bolsonaro já usa força, e a máquina governamental para perseguir e agredir. Se Estados e Municípios aumentarem o mínimo em 50%, para cada dois anos. Não inflacionam produtos pois já há deflação por falta de consumo.

  3. Miguel Ângelo disse:

    O Presidente ganhou a eleição que a Lava Jato planejou para ele. Agora, mais do que nunca. Provada a imparcialidade, a imoralidade, e até uma organização para perseguição aos Ministros, principalmente Gilmar Mendes. Nosso presidente pelo voto chancelado pelas Fake news dos robolsonaristas. Mostra incapacidade de entender a lei. Não importa onde ele colocar seu filho. É imoral. É ilegal – se nomeado em lotação ilegal. Gostaria de ver se Trump. Aceitaria em seu território. O filho de um presidente que apoia Moro. Possivelmente um ex-funcionário público sob suspeita de plágio de boa índole de caça aos corruptos. Juntamente com sua organização viciada em Curitiba,Brasília e Brasil. Falta só ligá-los. Com uma investigação da CVM, sobre ganhos dos empresários, políticos, e magistrados da Lava Jato, Força Tarefa, PF na Bolsa de Valores. Por possível vazamento das informações dos processos onde atuaram Moro, Deltan. Que os colocariam como criminosos financeiro. Nem passaporte terão. Bye EUA.

  4. Lucas disse:

    O problema é que o Presidente pensa que ele pode fazer o que quiser, já que é o Presidente do país, o que é um absurdo e passa pelo despreparo e total falta de noção do que é ser presidente do país ou de qualquer coisa.

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2019-08-20 10:03:50