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Política
12-04-2015, 16h15

PT cumpre papel com disputa nas redes sociais

Postado por: ISABELA HORTA

É correta a estratégia do PT de mobilizar as redes sociais em favor de Dilma Rousseff. O partido pediu para que os simpatizantes do governo petista postassem mensagens no Twitter com a hashtag “aceitaDilmavez”.

Em uma democracia, a disputa nas redes sociais é legítima. Há militância dos dois lados: contra e a favor de Dilma. A luta entre diferentes tendências políticas na internet é saudável. Ruim é quando há uma radicalização dos internautas.

Na manifestação de 15 de março, o governo perdeu de goleada: para cada oito comentários com críticas à Dilma, havia apenas duas mensagens elogiando a petista.

O PT está, então, cumprindo seu papel ao tentar igualar o placar das redes sociais neste domingo. Não dá para o partido ficar acuado, apenas recebendo manifestações negativas.

Os movimentos que vão às ruas hoje têm basicamente uma pauta única: são contra o governo petista e pedem a saída da presidente. Mas, em uma democracia, o “fora, Dilma” só tem duas maneiras de ser atendido: nas urnas ou com um processo de impeachment.

Não há, entretanto, caminho jurídico ou político para que esse reivindicação seja aceita. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não vê razões para a responsabilização de Dilma. E o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já disse que não há motivos para abrir um processo de impeachment no Congresso.

Desta maneira, os líderes dos movimentos que ocorrem neste domingo tem de enfrentar os próprios limites da manifestação para mobilizar as pessoas. Estão emparedados pela pauta limitada dos protestos, que pedem a saída da presidente.

O contexto é muito diferente de junho e julho de 2013, quando as pessoas foram às ruas protestar contra o aumento de tarifas do transporte público e, depois, contra diversas outras agendas, como o fim do voto secreto no Congresso e contra a medida provisória que limitava o poder de investigação do Ministério Público.

Por ora, a tendência é que os atos deste domingo afetem menos o Palácio do Planalto do que os de março. No entanto, é preciso aguardar o fim das manifestações para avaliar os efeitos políticos, sobretudo em São Paulo, epicentro do antipetismo.

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