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Economia
29-09-2015, 9h14

PT e PSDB defendem irresponsabilidade econômica

Documento petista e proposta tucana na TV agravariam crise atual
23

KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

Ao propor uma nova política econômica, o PT atrapalha o governo Dilma no seu momento mais difícil. Documento da Fundação Perseu Abramo, instituto de debates e de políticas públicas do PT, defende uma receita que já foi implementada pela presidente Dilma Rousseff e deu errado.

O documento petista pede queda dos juros. A presidente fez isso na marra no primeiro mandato e voltou a subir a taxa básica. Defende expansão de gastos públicos. Já aconteceu no primeiro mandato e deu errado.

O ajuste fiscal do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, é consequência dos erros que o governo Dilma cometeu no primeiro mandato adotando a receita econômica preferida pelo PT. A destruição do superávit primário, que é a economia que o setor público faz para manter a sua dívida sob controle, foi um erro grave, que acabou com a credibilidade fiscal do país. O ministro da Fazenda está tentando consertar as besteiras do PT.

É irresponsável uma entidade ligada ao partido apresentar um documento desse tipo numa hora em que é preciso votar no Congresso vetos presidenciais que barram o aumento do rombo nas contas públicas. Transmite sinal de oportunismo aos demais partidos aliados.

O ex-presidente Lula deveria impedir atitudes assim, mas faz um jogo duplo perigoso. Quando governou, Lula implementou um ajuste fiscal mais duro do que o proposto por Levy. Propôs reformas ao Congresso que resultaram na expulsão de petistas do partido. Agir com responsabilidade fiscal foi o que abriu espaço no orçamento para a realização de políticas públicas importantes, como o Bolsa Família e o crédito consignado.

Essas políticas, chamadas na época de válvulas de escape, só foram possíveis porque havia um pilar fiscal consistente. Até na crise de 2008 e 2009, o governo Lula fez superávit primário. Foram 3,4% de superávit primário em relação ao PIB em 2008, o ano da crise econômica internacional. Em 2009, 2% do PIB, um esforço maior do que o governo realizou em 2013. No ano passado, houve déficit primário, queda de 0,6%. Para este ano, a meta foi reduzida para 0,15% e não deverá ser cumprida.

Para o ano que vem, havia previsão de déficit primário de 0,5%, mas o governo diz que vai perseguir um superávit de 0,7% do PIB, que é nada na comparação com o que país já entregou no passado recente. Se fosse levada a sério, a proposta do PT afundaria o país de vez.

*

O PSDB está pagando na mesma moeda as críticas que recebeu do PT na campanha. Os tucanos levaram ao ar nesta segunda uma propaganda política dura em relação ao petismo.

O PT dizia que a vitória do PSDB jogaria o país numa crise econômica, trazendo de volta fantasmas do passado. O PT trouxe esses fantasmas, como a inflação alta e a falta de credibilidade fiscal, coroada pela perda do grau de investimento na Standard & Poor’s.

É fato que a presidente Dilma fez promessas na campanha e não cumpriu. Essa desilusão rápida do eleitorado que votou nela derrubou os índices de popularidade do governo.

FHC disse que Dilma administra a herança maldita de Lula. É um ato de vingança, porque, ao assumir o poder em 2003, petistas disseram que havia uma herança maldita do governo tucano. Até esse ponto, parece troca de chumbo natural na política.

Mas o PSDB cai em contradição ao falar de economia. É contra a CPMF, mas foi o partido que a criou quando era governo. Fala em baixar juros, apesar de ter adotado, no governo FHC, taxa Selic na casa dos 40% ao ano. Hoje, a Selic, que é alta, está em 14,25% ao ano, muito distante do recorde do PSDB.

Os tucanos defendem reduzir impostos numa hora em que falta dinheiro para fechar as contas públicas. Em crises no governo FHC, lançaram pacotes com aumento de tributos.

O PSDB acerta ao dizer que a crise econômica atual é resultado das escolhas do governo Dilma. No entanto, age de forma incoerente na economia em relação à própria história. Nesse sentido, PSDB e PT se abraçam ao propor medidas econômicas inviáveis e que só piorariam a atual crise. Parece que o desejo de vingança em relação ao PT falou mais alto e fez o PSDB deixar de lado as próprias bandeiras históricas e a responsabilidade econômica.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
23
  1. Pasquale disse:

    O PT não entende nada de economia,é melhor sair logo.
    Antes que acabem de vez com tudo,Falta pouco.
    São irresponsáveis.

    • walter disse:

      Caro Pasquale, isso é Fato, o PT quer levar na pedalada, nunca importou-se com as responsabilidades fiscais; não sabe o que é.
      Falando francamente Kennedy, a situação não esta nas mãos do PSDB: o PT tem ficção, pelo oponente escolhido pelo lula, a “300 anos”.
      Se estivesse no lugar da dilma e do lula, colocaria a bola no chão; promoveria uma convenção com TODOS OS PARLAMENTARES, E AUTORIDADES, telões e votações e planos de Urgência; enfim encontrar um meio termo; fazendo as lições de casa; excluindo os excessos a “OLHOS NUS”; uma frente de retomada a QUATRO MÃOS
      A dilma só vai se complicar a médio, se sobreviver; já esta encima de um “barriu de pólvora”; “PLANO DO DESESPERO, OU “MORRE”; A CONVULSÃO PROVOCADAS PELA IRRESPONSABILIDADES SÃO DE CUNHO EXCLUSIVO DO PT; ESTA MARCA SERÁ ETERNA, EM TODOS…

  2. Celio Jorge Lasmar disse:

    Sim claro, o superávit primário… Ora o que tem que mudar é este sistema podre de geração de divida pública através de obras efetuadas com a venda de títulos do tesouro nacional a preço de banana para banqueiros e grandes investidores e seu resgate posterior a peso de ouro enriquecendo gente que não produz nada e que apenas especula com a moeda, mantendo-se para tal a maior taxa de juros do mundo. Antigamente agiotas iram presos hoje em dia são a tônica. O estado é um condomínio e como tal não deveria efetuar obras com financiamento, deveria gastar somente o que arrecada, e se precisar de obras inadiáveis deve proceder a um rateio como em qualquer condomínio, e mais ainda ser fiscalizado severamente quanto à aplicação do esforço da sociedade, e cuidar apenas de saúde, educação, segurança e um ou outro setor estratégico para sua sobrevivência.

    • Luiz Gonzaga disse:

      Os titulos do Tesouro Nacional não estão disponiveis somente para banqueiros ou grandes investidores, a partir de R$ 30,00 qualquer pessoa pode fazer os mesmo investimento de outra que aplique 1 milhão de reais (limite mensal se não me engano). E este talvez seja uma justa opção para que o cidadão guarde e proteja suas reservas para o futuro, e não depender somente do INSS e SUS, etc… Agora, concordo com sua opinião sobre o Estado condominio. E acrescento os financiamentos a 5% a.a. do BNDES para grupos empresariais que não deveriam ter credito tão barato, nem sempre a contrapartida (geração de empregos) é proporcional.

  3. Ruy Teixeira disse:

    Caro Kennedy na minha opinião é possível não aumentar impostos e reduzir as taxas de juros desde que se corte o tamanho do Estado. No Governo do PSDB só existiam 20 ministérios, cortar 20 agora seria um uma economia de R$ 200.000.000,00, cobria o rombo e ainda sobraria grana para investimentos e geração de empregos. Para mim parece fácil mas duvido façam isso.

  4. Reinon disse:

    O PT não tem juízo só quer saber de gastar … Mas não lembra quem paga a fatura.

  5. Carlos disse:

    Lendo o artigo fica bem claro que o problema a ser resolvido não é a sigla do partido que governará o Brasil. A solução parte da mudança da forma de governar, ou seja, governar para o povo e não para pequenos grupos, parar de fazer uma política de “business” em detrimento da política econômica governamental na sua essência que abrange os aspectos sociais. Necessitamos de caras novas. A população precisa urgentemente participar da vida política do Brasil. Não adianta só reclamar! Tem que tomar atitude! Não podemos desistir do nosso país!

    • Adriana disse:

      Concordo plenamente Carlos. As pessoas reclamam, mas não participam ativamente da política. O problema não é a sigla, são os políticos em geral que estão mais preocupados em estar no poder para governar para seus grupinhos. Eles não se preocupam com a situação que o país está, só querem o poder “mesmo que for para governar apenas cinzas”.

    • Antonio Evangelista disse:

      Concordo plenamente, não é a sigla que irá consertar este Brasil, mas sim os homens de boa vontade e capacidade que irão governar. Discordo somente no caso da população participar da vida política, pois esta mesma população não esta preparada para isso, se vendem por qualquer coisa. Digo isso, pois participei de uma campanha em um município pequeno do Rio de Janeiro, e a maioria da população se vendeu por uns míseros 50,00 reais, sim, por 50,00 reais e, hoje o prefeito esta em cana e o município esta entregue as traças.

    • pedro disse:

      Carlos, em meio a tanta sandice, é confortante ler algo onde o bom senso se faz presente. É evidente que o nosso problema reside em nossos políticos, os quais não têm nenhum doutrinamento. PT ou PSDB? Tanto faz, se quisermos continuar assim. é uma luta renhida entre leões e hienas e nós somos a carcaça pela qual lutam. Como mudar? Há algum partido por aí que mereça confiança? Para mim, não. Teríamos que deletar tudo que aí está, tornar inelegível por ona século seculorum, todos esses Ali Babás, muito mais de quarenta seguidores, que aí estão, quando nunca deveriam ter vindo. O difícil é conseguir isso, já que são eles que elaboram as Leis. Viu no que deu a reforma política? Foram eles que a votaram. É, cidadão, é difícil. Não creio em reforma sem Lutero. Resultou em melhoria sua inconformidade contra Roma? A julgar pelo que está aí, não sei …

  6. Luis disse:

    Em todo lugar há sempre uma minoria privilegiada que tem o controle econômico (e portanto político), de fato. Quando se tenta mudar esse domínio, há sempre duas possíveis reações: um golpe militar, que devolve e consolida todo poder ao mesmo grupo ou uma recessão provocada pelo mesmo grupo, cortando gastos, especulando, sonegando, demitindo e esperando a queda ou rearrumação da classe política. Simples!

  7. Santos disse:

    Situação desesperadora para os que trabalham, produzem e pagam esse descalabro através de impostos extorsivos. A “governança” do país, hoje, está da seguinte maneira: Poder Executivo: arrogante, incompetente e com a única preocupação de se manter no poder a qualquer custo. Poder Legislativo: preocupado com o Poder, negociatas, impunidade e manter privilégios indevidos. Poder Judiciário: preocupado em manter e aumentar privilégios indevidos, é lerdo, caro, corporativo e em grande parte incompetente. Sinceramente, com esses “podreres” não vejo solução para o Brasil real.

  8. Carlos henrique disse:

    falta muito pra 2018! ai termina esta novela/tragédia…
    E ficamos livres Para Sempre do PT…e quem sabe do Psdb tbém.

    Tomara que as coisas mudem e todos os pixulecos vão pra cadeia!

  9. revoltaRS disse:

    Já passou da hora de haver oxigenação na governabilidade desse país. Quem sabe o partido NOVO.

  10. Edmilson disse:

    O grande problema que vivenciamos hoje é a falta de credibilidade do governo, principalmente na pessoa da Presidenta Dilma. Ninguém, mais acredita nas promessas dela. Ela irrita com seus discursos desconexos sem sentido e envergonha o país perante o resto do mundo.
    Infelizmente sem credibilidade, não há como governar um país. Se ela realmente ama o país, deveria tirar o time fora e deixar a roda girar. O que vemos no momento são especuladores aproveitando para sugar o sangue sofrido daqueles que estão tentando fazer o país continuar nos eixos… mas muitos destes já estão desistindo…

  11. Alberto disse:

    A cultura brasileira é aquela em que a solução de todos os problemas virá dos favores do Estado.Só querem direitos,nunca deveres.É a sociedade do “venha a nós”,do “quero levar vantagem em tudo”,da corrupção endêmica,etc,etc. Infelizmente essa é a terra brasilis e para mudar hummmmmmm,tá muito difícil.

  12. Há muito tempo cheguei à conclusão que ser político deve ser a melhor profissão no Brasil, melhor até que ser banqueiro ou empreteiro, pois mesmo com todo o caos instalado todos querem o poder.

    • Santos disse:

      É o espírito público dos nobres políticos! AHAHAHAH É o que os canalhas dizem, mas a verdade é: enquanto tiver uma migalha de carne no osso, os abutres não largam e brigam por ela. Quer outro exemplo: times de futebol, TODOS falidos, mas tem vários candidatos a presidente, e aí o pateta do torcedor que paga ingresso, ACHA que é por amor ao time…

  13. Manoel o economista de Algarves disse:

    O mecanismo que o PT está tentando propor é o controle da inflação via indução da oferta obtida com o recuo dos custos de produção, entre eles, os juros.

    Teoricamente, juros mais baixos beneficiariam o produtor numa ponta e o consumidor, via crediário, na outra. Ao centro, o caixa do governo seria beneficiado pelos impostos sobre mão de obra da produção e das vendas de mercadorias. Isto funciona, porém todas as medidas tomadas de janeiro para cá na economia precisam ser anuladas. Há que se baixar a Selic, mas reduzir o IOF. Há que se devolver a desoneração de folha aos percentuais originais, de 1 e 2%. Os salários defasados dos servidores e as aposentadoria necessitam ser corrigidos, para gerar uma massa consumidora com poder de compra e de crédito consignado. A única sofisticação exigida seria uma campanha pública para convencimento do consumidor, para que pudéssemos ter uma mudança no hábito de consumo. Tomates a R$10/Kg, batatas a R$8, cebola a R$9, carne a R$20, leite em pó a R$10/pacote, isto tudo tem que apodrecer na gôndola do supermercado. A gasolina e a energia é que são o x da questão. Não se pode conseguir sucesso trabalhando com esses insumos a preços irreais. Os vendedores precisam ser forçados a vender sem acrescer o preço do reajuste destes insumos. E o poder está na compra. Se eu não comprar o produto, o preço baixa na marra, porque a maioria dos varejistas vive de vender primeiro para depois poder pagar o fornecedor.

    Já com o dólar o jogo tem que ser mais pesado. É preciso tratar a moeda como se fosse uma panela de leite a ferver. O BC deve deixar a cotação subir, vendendo na alta, derrubando o preço e recomprando na baixa. O lucro resultante reforça o caixa federal, quebrando o especulador.

    Superavit e PIB são assuntos para o ano que vem. Neste ano já está tarde demais para tentar atingir metas nestes assuntos. Mas enfim, o Natal vem aí. Quem não estiver endividado vai consumir. E o setor de embalagens é um bom termômetro das vendas de fim de ano, até porque aquilo que se vende no Natal tem que estar sendo produzido no máximo até o final de outubro.

    Outra coisa que é preciso esquecer agora é a CPMF, e seria bom também enfiar o pé na bunda do Levy, assim como desconsiderar qualquer comentário que algum gringo faça lá fora sobre a nossa economia. De Brasil, não sabem nada.

    Minha recomendação é essa: desfaçam tudo que fizeram desde janeiro para cá, pois está tudo errado, e os fatos estão aí para provar.

  14. César disse:

    Espero que o povo brasileiro abra os olhos e enxergue a realidade. Que aqueles que prometem que vão colocar escadas rolantes, elevadores e teleféricos na pirâmide social, substituindo os degraus e as etapas sucessivas,(estudo, trabalho, esforço e conquista) como regras básicas da ascensão. Estão mentindo e enganando, àqueles que acreditam em atalhos. A estória infantil da Chapeuzinho vermelho, já alertava a muito tempo atrás, “não vá pelos atalhos”.

  15. César disse:

    Adivinha que vai pagar os aumentos de 6% na gasolina e 4% no diesel?

  16. Marco Túlio Castro disse:

    E dai ? parte da impressa defende uma presidentE irresponsável ! Aqui na Europa está toda a gente rindo do discurso da Dilma na ONU. Acho que ela vive num universo paralelo.

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