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Política
12-03-2019, 9h12

Quem pode arruinar os Bolsonaro é Queiroz, não a imprensa

Presidente ataca jornalista e mente de novo no Twitter
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Kennedy Alencar
BRASÍLIA

Neste fim de semana, o presidente Jair Bolsonaro divulgou mais uma fake news no Twitter, voltou a atacar duramente a imprensa e atuou novamente como autocrata. Ele se comportou assim durante toda a sua carreira política e na campanha eleitoral do ano passado. Não surpreende, mas choca.

A fake news foi atribuir à jornalista Constança Rezende, do jornal “O Estado de S. Paulo”, a intenção de fazer reportagens para arruinar a vida do filho e senador Flávio Bolsonaro e a Presidência de Jair Bolsonaro. Em resumo, é mentira o que disse o presidente.

Ora, quem pode arruinar a vida e a Presidência dos Bolsonaro é Fabrício Queiroz, ex-assessor parlamentar de Flávio e amigo do presidente da República. Queiroz é suspeito de se apropriar indevidamente de parte dos salários de funcionários do gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro.

Quando chega ao poder, um autocrata não vira democrata. A História mostra que democratas, em alguns casos, cedem a tentações autoritárias. Jair Bolsonaro é um autocrata. Não vai parar de mentir nem vai mudar sua atitude no poder.

As instituições do país devem reagir para impor limites ao presidente da República. Ele incita o ódio nas redes sociais, ataca a imprensa com frequência e, agora, disseminou uma mentira para difamar uma jornalista e até o pai dela, que também é jornalista. Incitar o ódio e atacar a liberdade de imprensa contrariam a Constituição.

Lamentavelmente, o presidente da República deu impulso a uma mentira a fim de proteger a si mesmo e ao filho. Agiu para não dar explicações sobre o caso Queiroz e os muitos erros que comete no governo.

Há método nessa atitude. É uma estratégia que conta com uma máquina de difamadores na internet. Travestidos de jornalistas, apoiadores de Bolsonaro atacam aqueles que o presidente e os filhos políticos consideram inimigos.

*

Responsabilidade legal

As redes sociais precisam ser regulamentadas, como está em discussão no Reino Unido e na Europa. Elas subvertem a democracia e promovem o autoritarismo ao veicular calúnias, injúrias e infâmias. Fazem isso sem serem responsabilizadas.

Empresas de tecnologia, como Google, Facebook e Twitter, usam o princípio da liberdade de expressão para solapar essa liberdade, para enfraquecê-la. Seus usuários atacam de forma desabrida e ilegal a reputação de outras pessoas.

Um jornalista e um veículo de comunicação são responsabilizados se publicarem uma informação falsa. Por que essas empresas não podem ser punidas? Elas são canais de difusão de mentiras.

Essa regulamentação é complicada, envolve aspectos internacionais, já que são empresas estrangeiras. Mas têm sede e atuam no Brasil. Nossas autoridades e nossas instituições precisam reagir.

*

Mandou a real

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), mostrou a realidade para Bolsonaro no fim de semana. Sem liberar verbas e cargos, não vai aprovar nada no Congresso. Sem falar com os líderes partidários, não terá sucesso na reforma da Previdência

Governar pelo Twitter não vai entregar resultado. É apenas a evidência do evidente despreparo de Bolsonaro para o exercício do poder.

Ouça os comentários feitos ontem no “Jornal da CBN – 2ª Edição”:

Comentários
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  1. Wellington Alves disse:

    Não basta ser mentiroso. Elegeram um miliciano.

  2. walter disse:

    Olha Kennedy, não foi isso que passou no Jornal nacional divulgou falas estranhas, pode ter acontecido, mal entendido; a jornalista, não esta, totalmente isenta; chamar o presidente de mentiroso, é forte demais….quanto ao Queiroz, é assunto do Flavio, não tem fatos comprovados, que possam comprometer o Jair…a responsabilidade legal, nas mídias sociais, só não são aplicadas, devem obedecer o mesmo principio, já existente; quem ofende ou difamar pessoas, sem provas, deve responder, por prejuízo de imagem ao ofendido, perdas e danos…existe um comodismo no mundo, com relação ao tema…esta questão deve ser amplamente discutida; como sempre, o este Rodrigo Maia, mostra ao que veio…o governo estará liberando o terceiro e quarto escalão, para os partidos…quanto a verba, dependerá de recursos, o que depende da aprovação na previdência; não existem milagres, o presidente, não deve reinaugurar o toma lá da cá.

  3. Miguel Ângelo disse:

    Nos parece que as mentiras de Bolsonaro convencem até aqueles militares que deviam antes de ver o poder político, ver a soberania nacional, e assim, a necessidade de sua existência. Alcântara tem um debate de repercussão nacional, pelo viés da vontade de um militar de araque (que não foi a guerra, que não lê, que tem seus filhos “tolos” como soldado em trincheiras das acusações e conto do vigário pelas mídias sociais). Mudar o termo do acordo observando a retirada do termo “segregação”, que era a entrega do território, motivo bastante para o impeachment e apresentação dos 3 poderes atuante agora – todos para corte marcial. Com direito a fuzilamento. Para território de acesso impedido aos brasileiros, inclusive as FFAAs, é uma outra mentira. Os EUA e Europa nunca foram honestos em seus acordos com os Latinos Americanos. Só querem vantagem. O que falta para um acordo justo para “Alcântara”. A vontade do povo. A verdade da invasão mansa. E total descontrole do que vai ser executado lá. E,

  4. Miguel Ângelo disse:

    Vejamos. Pelo desrespeito à Constituição. Um presidente, e todos seus militares amigos no governo, vão sim colocar o maior império bélico dentro do Brasil. Amanhã muda o governo para um viés nacionalista. Os 3 poderes querem que eles saiam. Que militar hoje, em qualquer patente no Brasil poderá impor que deixem o País a força? Nenhum! Então pelos riscos, de uma guerra onde não vamos ganhar, não devemos aceitar os americanos em nosso território. Isto é óbvio. Bolsonaro não lê, não ouve e não entende (afinal é militar da ditadura – que aceitava qualquer um como soldado a favor de seu governo). Se não existe acesso, não existe acompanhamento, após um ano, seis meses, ou o que seja. Qual é a punição para o Brasil pedir aos EUA que deixem o País? Quanto custa o desenvolvimento de tecnologia para lançamento ao espaço? Trilhões? Quanto mais anos, mais trilhões investidos. E daí? Daí é que temos leis brasileiras, que tudo que é gasto tem que ser mensurado. Para que conste no Orçamento. E, …

  5. Miguel Ângelo disse:

    Daí é q temos normatizado que tudo que é gasto p/governo tem que ser mensurado. Para que conste no Orçamento. E, se o Brasil, o governo brasileiro, este formado por pessoas insanas, que veem o comunismo que não existe,como uma praga. E não enxergam a obrigação da segregação por endividamento em contrato em Alcântara. Princípio da legalidade: como pode ser legal aceitar invasão de país com poderio atômico e não poder se defender. P. Impessoalidade: Acordo de Alcântara favorece EUA e o tolo Bolsonaro, não aos brasileiros (que não vão lançar foguetes tão cedo). P. Moralidade: O povo não foi ouvido se quer uma guerra futura dentro do País. E isto é uma realidade com a assinatura do acordo. P. Publicidade – inexiste no acordo e uso da Base. Eficiência: Inexistirá o acompanhamento dos custo, como acontecerão e se podemos arcar com isto. Como podem ver. A mentira é bem maior. E o governo ainda que saber, com custos do dinheiro público, se o rapaz da facada é louco, ou teve mandante. Acordem!

  6. Miguel Ângelo disse:

    Em verdade Queiroz é só um brasileiro que pode ajudar o Brasil, dizendo as verdades que sabe, sobre as mentiras de Bolsonaro. Bolsonaro, com menos de 100 dias de governo, já devia estar pagando, junto com o(s) filho(s) e esposa, na Lava Jato, seus erros com provas e muito ouvir dizer. Moro, Deltan que eram alguma coisa, pelo uso da mesma mídia que gosta os “Bolsonaros”, atuando agora, e diante este governo são diminutos da Lei, onde o que deram a Chico, não darão em Francisco. Não vamos lançar foguetes, nosso conhecimento científico não será alavancado, se não tivermos acesso ao que os americanos farão lá, logo não precisamos – nem de Alcântara, nem do Acordo com os EUA. Sou brasileiro, não quero os EUA dentro do nosso território, tenho netos, sobrinhos em idade para uma guerra daqui 10, 20 anos. Não quero que uma decisão agora, os prejudique no seu futuro. Cadê a visão política do que é o Estatuto da Criança, do Idoso? 3 Poderes não lê, não ouve, não enxerga. Só são custos e mi mi mi.

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