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Economia
29-06-2017, 22h34

Redução da meta de inflação é fruto da recessão

CMN reduz meta de 2018 para 4,25%; em 2019 e 2020, será de 4%
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

O Brasil tem tradição de tolerância exagerada com uma inflação alta. É importante reduzir a meta de inflação, caminhando para um padrão parecido com o dos países mais desenvolvidos.

Mas a forte queda da taxa de inflação ocorreu por uma notícia ruim: a grave recessão. Prova disso é que hoje também foi anunciado o pior buraco nas contas públicas para o mês de maio em 20 anos. Ou seja, a economia está fraca, o desemprego cresceu e isso abriu espaço para a inflação cair e para redução da meta para os próximos três anos.

Hoje, o CMN (Conselho Monetário Nacional) fixou a meta de inflação para os próximos três anos. Houve uma redução em relação à meta atual, que é de 4,5% ao ano. Para 2018, a meta será de 4,25%. Nos dois anos seguintes, 4%. O intervalo de variação para cima ou para baixa foi mantido em 1,5 ponto percentual.

Assista ao outro tema do “SBT Brasil”:

 

 

Comentários
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  1. ANDRE disse:

    Inflação muito baixa numa economia que tem o seu crescimento baseado no consumo e muito pouco em investimentos e que tem um revolver apontado para ela que é a PEC do congelamento de despesas, pode significar, usando uma metáfora médica, que o paciente entrará em coma em breve. Esta desaceleração da inflação é tão perigosa quanto uma inflação de mais de um dígito. O governo tenta alardear um falso crescimento econômico, escondido atrás de mudanças na forma de apuração e omitindo nas suas caras propagandas, que quase todo este pequeno crescimento é resultante da agricultura (graças a melhora no clima) e que os outros setores da economia continuam em recessão.

  2. walter disse:

    Outro setor cômico são os analistas financeiros caro Kennedy; ouço a seculos que a inflação esta sendo controlada, diante de condições insanas…não podemos nos balizar no que estamos vivendo, para projetar com segurança, a queda de índices futuros a médio ou “looongo” prazo…O realismo destas analises…seriam mais prudentes, se projetassem as necessidades básicas…um país isento, aproveita este momento para exercícios positivos…enfim caro, por seguirmos caminhos improdutivos, quando se trata de projeções econômicas;tornamos nos óbvios, e sem fins práticos para o futuro “real”…

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