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Entrevistas
29-03-2019, 15h02

Regime de capitalização concentra riqueza, diz governador do ES

Casagrande fez críticas à proposta de reforma da Previdência
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Kennedy Alencar
BRASÍLIA

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), afirmou que a proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo Bolsonaro não será aprovada pelo Congresso sem mudanças.

Na opinião dele, alguns pontos propostos “acabam concentrando mais a riqueza”, como o regime de capitalização _no qual o trabalhador contribui para a aposentadoria sem a participação do empregador.

Ele também se disse contrário à desconstitucionalização de itens do sistema previdenciário. Afirmou que o Congresso não aprovará mudanças no BPC (Benefício de Prestação Continuada) e nas regras para aposentadoria rural.

Casagrande sugeriu que o governo melhore o seu diálogo com o Congresso caso queira ter sucesso. Criticou a ditadura militar de 64, que tem sido defendida por Bolsonaro, militares e ministros.

* Mais temas

Ouça a entrevista dada ontem pelo governador do Espírito Santo ao “Jornal da CBN – 2ª Edição”. Abaixo da conversa com Casagrande, há análise sobre a linha de ação do ministro Paulo Guedes (Economia), comentários os recuos de Bolsonaro e Maia nas alfinetadas recíprocas e opinião a respeito da escolha do deputado federal Marcelo Freitas (PSL-MG) para relator da reforma da Previdência na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara,:

Comentários
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  1. Romanelli disse:

    A CAPITALIZAÇÃO, com ressalvas, poderia ser admitida em atividades que garantissem ESTABILIDADE, ganhos crescentes e certeza do cumprimento de um tempo mínimo de acumulação. PARA a realidade brasileira somente UM CASO se encaixa neste contexto, o dos MILITARES, que ingressam cedo, tem garantia de emprego e de aumento ao longo da vida ..seguido, com mais considerações por se iniciar tarde, seriam as correiras de juízes, promotores e procuradores de ESTADO ..no resto da sociedade, com informatização, precarização e robotização, é uma DESUMANIDADE

  2. Jonas disse:

    Os golpistas deram o golpe para retirar os direitos trabalhistas e agora os direitos previdenciários da população mais pobre, enquanto mantêm os benefícios e privilégios dos mais ricos.
    Empresários, o judiciário e os militares não terão seus privilégios atacados, nem será feita auditoria da dívida pública brasileira, como brilhantemente defendido pela Maria Lúcia Fattorelli, e em vez disso farão os pobres pagarem a conta dos privilégios dos ricos.
    E tudo isso era óbvio, previsível e transparente, exceto para a legião de analfabetos políticos e massa de manobra que apoiaram o golpe e depois elegeram o “mito”.

    • Joaquim disse:

      Muito simples vamos deixar como esta. OK. E ficar com a Argentina inflação de 40% ao ano e subindo. A inflação conserta tudo e principalmente concentra absurdamente a renda. Vamos repetir nos nossos próprios erros, pois somos campeões nisto.

  3. walter disse:

    Até HJ caro Kennedy, muito se falou e ninguém de fato providenciou qualquer proposta; este congresso, sempre se fez de ausente, diante dos governos engessados, que passaram, deixando tudo como esta…vivemos uma democradura de fato, nada para o bem da população, caminha no congresso, e isto todos sabem…quanto a capitalização, esta tese da concentração de riqueza, chega a beirar o insano, já que os trabalhadores, serão os beneficiários…tudo para complicar o simples…que capitaliza recursos, ganha proporcionalmente a sua aplicação…a reforma sairá, custe o que custar, não podemos esperar um milagre….acabar com a sangria mensal, deve ser a meta.

  4. Miguel Ângelo disse:

    Casagrande pensou corretamente. Nobres Romanelli e Jonas estão corretos dentro do texto. Nobre Walter, ainda está ensaboado, escorrega da realidade, escorrega da razão. Nada temos certo, e a Reforma só de achismo, não deveria nem entrar em pauta. Quando se debate o BPC tem que se saber, a forma. Neste regime se pensar Banco, Previdência que eles vendem você tem as seguintes observações: Tem taxa de administração, tem tributação se retirar 35% de IRRF, tem o risco do administrador a frente (e a gestão e risco dos títulos que compõem a carteira de lastro dos recursos), tem-se também a participação: se for pensar como o Banco vende só você contribuirá (ou seja, teria de bolo financeiro a metade que tem hoje no INSS, que não lhe dá direito a nada – só o mínimo (se assalariado – metade do seu salário), se pensar militares, magistrados, políticos, eles dão uma metade, o povo como patrocinador – mais uma metade, ou até o dobro se for assim estipulado nos regulamentos/estatutos dos fundos, …

  5. Miguel Ângelo disse:

    Se permanecerem assim constituídos, os militares, os magistrados, os políticos, ainda estarão em vantagem sobre os aposentados comuns – civis. Ao defender o regime de capitalização, também temos que temer a tributação das empresas, já que pode-se definir na Reforma que somente o trabalhador vai contribuir. Aí, todos as ações vinculadas a sociedade, terão quase nada de recurso, e serão inexistente. Haveria o benefício de menor carga tributária aos ricos, e o pobre trabalhador, microempresário, iria arcar com uma ou outra tributação que vai surgir sobre suas pequenas posses e rendas. Não tem outro caminho senão chutar o balde. Militares, Magistrados, Políticos devem receber de acordo com sua contribuição a qualquer fundo, ou ente que garanta a aposentadoria. É injusto tributar mais os pobres para engordar toda esta sociedade que se diz capitalistas, mas feito câncer vive no cofre do erário. Outra saída, que é possível, só tolos não querem, é aumentar o salário mínimo. Assim, o erário …

  6. Miguel Ângelo disse:

    terá mais recursos. E este pensamento tolo em volta da unidade de contribuição ativa, para uma unidade de beneficiário sai de discussão. Tantas inverdades, tantas mentiras, que o óbvio passa longe. Na Reforma ninguém fala onde está a reserva daqueles que contribuíram e morreram sem deixar beneficiário, ninguém calcula que existem trabalhadores filhos únicos, que ao morrer, não deixarão nada, se não tiverem filhos. Só existe a lorota que tudo vai acabar, tudo está errado, mas não está. O INSS foi uma boa ideia, e deve ser mantida como ideal para o bem social. A Reforma da Previdência é uma insanidade de tolos que estão querendo ser presidente em 2022. Quem disse que uma criança ainda no ventre não paga INSS? Quem prova que um aposentado não contribui para a Previdência Social? E a contribuição sobre a receita bruta não é de seu consumo? Esta Reforma é um atestado de atos de uma sociedade de insanos. Fechem as torneiras, paguem aos Militares, Magistrados e Políticos pelo que contribuíram

  7. Miguel Ângelo disse:

    Você brasileiro, deve entender o seguinte, quem recebe pouco, gasta tudo que tem para alimentação, moradia, vestuário, educação, segurança e transporte. A saúde faz parte, já que você pode até ir no INSS, mas muitos dos medicamentos você é que compra. Então, de você o Estado, ou empresa privada se paga 1000, tem de retorno 440 aproximadamente, se paga 2000 terá de você 880. Você ainda paga por fora as taxas, ex: de esgoto, de iluminação pública. Quanto menos ganha, maior é seu retorno para o Estado, já que tudo você gasta. Quem tem o benefício de não pagar o governo tudo que recebe? As empresas. Quem deve ao INSS? Sonegadores. Quem desequilibra as finanças públicas? Os empresários sonegadores, corruptores. Então porque ainda você escuta o Governo? A Tributação tem que ser diária. Já que você gasta tudo que tem de salário diariamente. Então não se precisa esperar um mês. Exija a nota de compra e de serviços. Estes são os pensamento para melhorar o Brasil. Guedes/Bolsonaro MICOS.

    • J K disse:

      Correto. O nível de arrecadação baixo é culpa dos próprios governantes que se iludem com alíquota em demérito à eficiência da arrecadação. Eu tenho uma M.E., e lanço as despesas diretas. Se almoço na rua não ponho CNPJ na NF. A empresa parece muito lucrativa, mas o acúmulo de poupança desmente. Pedir NF-e é o caminho para aumentar a arrecadação. Mas para usar como exemplo o Estado de SP, que a NF paulista devolve atualmente, menos de 0,3% do valor comprado. Já perdi o interesse em exigir a NF.

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2019-06-16 00:16:49