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Geral
29-04-2020, 13h12

Resposta de Bolsonaro à covid-19 pode transformar brasileiros em párias no mundo

Até Trump critica condução da crise no Brasil, surge tese sobre geração C
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Kennedy Alencar
WASHINGTON

A forma como um país é visto do ponto de vista sanitário também pode ser estendida aos seus cidadãos. Na pandemia de coronavírus, a resposta do presidente do Jair Bolsonaro à covid-19 conseguiu ser criticada até pelo colega dos Estados Unidos, Donald Trump, que não é nenhum bom exemplo de combate à doença

Em reunião nesta terça com o governador da Flórida, Ron de Sanctis, Trump indagou se ele queria suspender voos do Brasil. O governador disse que seria cedo para isso. O presidente americano sugeriu pensar em restrições, como testar se passageiros têm a doença ou medir a temperatura antes de embarcarem para os EUA.

Trump falou que o Brasil vive um “grande surto” e que, “infelizmente”, tomou um caminho diferente de outras nações da América Latina.

A pandemia não vai passar logo. Nos próximos meses, talvez anos, a forma como um país é visto do ponto de vista sanitário será estendida aos seus cidadãos perante a comunidade internacional. Nesse sentido, os brasileiros podem virar uma espécie de párias sujeitos a retaliações no mundo inteiro ao viajar e negociar.

Ou seja, há efeitos político e econômico danosos causados por um presidente negacionista e irresponsável como Bolsonaro. Até Trump, que disse que os especialistas entenderam errado o risco do coronavírus, numa forma de fugir de suas responsabilidades, tem avaliação ruim sobre a forma como Bolsonaro conduz a resposta à crise.

A reação desta terça de Bolsonaro, o “e daí?” ao ser indagado sobre o número de mortos no Brasil ter superado a China, retrata uma falta de empatia até para o padrão Trump.

Nos EUA, há mais de um milhão de casos e mais mortos do que na guerra do Vietnã. Os testes continuam sendo um problema em meio à promessa de ampliação em larga escala. Especialistas dizem que será preciso milhões por semanas ou por dias.

*

Geração C

Surgiu a tese de uma nova geração, a C, de coronavírus. Seriam as crianças, adolescentes, jovens terminando a universidade ou começando a trabalhar. Toda uma geração será atingida pelas mudanças culturais, sociais, políticas e econômicas pós-pandemia.

Por exemplo, o acesso à internet é determinante para que essa geração continue a estudar e tenha melhores oportunidades de trabalho. A desigualdade social amplia o tamanho do fosso que separa ricos de pobres. Há ainda os efeitos nas relações sociais, com uso mais frequente de máscara na sociedade e o possível fim de apertos de mãos e beijos na face nos cumprimentos.

A geração C sucede a geração Z, que são os nascidos com a massificação da internet (entre meados dos 1990 até 2010, mais ou menos). A geração Y é a dos jovens do milênio, nascidos entre o início dos anos 1980 a 1995. A geração X é a do “baby boom”, nascidos após a Segunda Guerra com foco no período do início dos anos 1960 até o fim dos anos 1970.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN – 2ª Edição”, feito na manhã desta quarta:

Ouça o comentário feito no “CBN Noite Total”, na noite desta terça:

Comentários
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  1. Brasil, que pode votar o Impeachment de Bolsonaro, teme ser o Mourão pior ainda para o Congresso. disse:

    Trump está utilizando de estratégia para sua reeleição. Se afastar midiaticamente de Bolsonaro é uma necessidade para o presidente americano. Bolsonaro, que não é homem com H, não é um político produtível, não é um militar que ama a pátria. Na verdade nem deveria ser considerado um militar, já que só não foi expulso, porque pediu para sair antes de sua destituição por atos contra códigos militares e éticos. Bolsonaro é uma vergonha. A atitude de Maia, e Alcolumbre vergonhosa. Não abrem o impeachment porque acham pior o vice Mourão do que o já péssimo Bolsonaro. Contudo, brasileiros, é ridículo esta linha de pensamento. Até porque, se afastado Bolsonaro, o Congresso pode exigir investigação se o dinheiro das rachadinhas estão ligadas as fake news, e eleição 2018 e eliminar a chapa Bolsonaro e Mourão. Por isso, Bolsonaro não sai do colo de seus generais (de araque contra o mundo). E flerta, já sem êxito, seu amante “Trump”. Agora Maia, o Brasil já foi invadido. O que falta?

    • Walter Nobre disse:

      Kennedy, a posição do Trump se preocupando com o Brasil, no sentido pejorativo causa estranheza, não é feitio deste presidente jogar pedra na ‘cruz”,não ganha nada nesta contenda, a começar pelo descontrole americano diante da pandemia, principalmente em Nova York seu cartão postal. Falando nisso a condição é estável considerando o Brasil de tantos problemas,há estados longe do razoável com relação a hospitais equipados, devemos seguir um processo na retomada criativa, todos somos unanimes, sem produção econômica estaremos na Roça. Quanto ao presidente, terá que negociar como puder para tentar manter seu mandato, esta complicado sem o Dr Moro. A relação C com sua brilhante explanação, sobre a retórica dos jovens de todos os tempos, demonstra com clareza, que o mundo, para os menos afortunados, já nascem condenados a não alcançar um futuro decente, mantendo o “buraco negro” na sociedade mundial, após a pandemia, os estudiosos, terão a chances em encontrar sugestões pontuais.

  2. Brasil, que pode votar o Impeachment de Bolsonaro, teme ser o Mourão pior ainda para o Congresso. disse:

    Falta as FFAAs utilidade pública. Por causa dos generais vergonhosos a frente do governo. Esses oportunistas. Cidadãos público que não aceitam sua mediocridade por atos vândalos contra a pátria. Ao aceitar a invasão mansa americana no Nordeste brasileiro: Alcântara. Enquanto eles se acham misses. Não passam de garotas fardadas nas gaiolas de loucas bolsonaristas. Se aceitaram e vão aceitar. O maior invasor de países estrangeiros. Sob a mentira de utilidade pública para avanço tecnológico em misseis. Onde a Rússia, China e Índia tem melhor ou igual tecnologia. Que poderia ser apresentada para as FFAAs. Se feita a liberação de uso da base brasileira. Através de licitação pública. Um crime que o Congresso fechou os olhos. Mas existiu. O que Maia e Alcolumbre podem esperar de Mourão. Um General que é governo. Defende décadas de crimes e ineficácia da Ditadura. O Congresso teme tirar um porco e ganhar uma porcalhada. Assim, preferem q o Brasil perca a soberania para garantir seus empregos.

  3. Brasil, que pode votar o Impeachment de Bolsonaro, teme ser o Mourão pior ainda para o Congresso disse:

    Geração C. Da Corrupção as escondidas, dos Crimes da Lava Jato, das Crises de existência das FFAAs diante perda do território brasileiro para os EUA. Pois, nunca mais vão tirar os americanos de lá. Da Conveniência contábil e do direito administrativo. Pois, não existem valores lançados para a retirada dos americanos, ou pagamento de indenização. Caso tenham assinado acordos bilaterais e aja implementação na base com maquinários americanos. Da Coparticipação da Segurança Nacional, quando deixa todo americanos, independente dele ser um militar, entrar no Brasil, sem apresentação de passa porte. Da Conspiração da Segurança quando expõe como ação anti soberania aceitar submarinos e navios americanos em águas nacionais. Da Cooperação de militares desonestos contra o código militar das FFAAs que exige que façam eles acima dos cargos públicos seu papel para o Brasil soberano. Geração C de cobaias para o Covid e Carnificina quando for necessário tirar os americanos pelo instrumento da guerra.

  4. jose disse:

    O bolsonaro domina a imprensa que acha que o está destruindo, mas ele a usa de maneira nojenta.Imprensa brasileira e bolzonaro se merecem e encantam legiões. O STF, não se pode dizer até quando, está limitando as garras das milícias. O teatro brasileiro é de péssimo gosto, irresponsável e insano. Enquanto imprensa e bozo disputam quem ganha o trofeu no genocídio, a popualção sofre indo pras covas ou nos corredores dos hospitais sem aparelhos suficientes pra aliviar sofrimentos. Li num site que o impacto em favelas tem sido minimizado porque traficantes decretaram toque de recolher. Os traficas estão mais preocupados do que algumas autoridades ditas do estado de fato. A covid-19 descortina as hipocrisias no brasilzão na era bozo.

  5. wilsonsjrr disse:

    Na minha cidade criaram até um bordão: É bom JAIR renunciando!

  6. Francisco Lima disse:

    Kennedy, Baby Boomers e geração X são gerações distintas. Os Baby boomers são os “avós” de hoje ali na casa dos 60 – 70 anos, que tiveram seus 3-5 filhos, daí o nome de baby boomers. A geração X já cresceu com a tecnologia em sua infância/adolescência (TV, atari, nintedo e primeiros computadores como MSX, 286, 386) e hoje tem de 0-2 filhos no máximo.

    Geração X: 1965 – 1979 (onde me encuadro)
    Baby Boomers: 1944 – 1964 (geração dos meus pais)

    https://www.kasasa.com/articles/generations/gen-x-gen-y-gen-z

  7. jose disse:

    A oncologia é uma das áreas médicas em que o sofrimento humano se supera à impotência também humana. Experiências nessa área suporia que oncologistas fossem humanos e solidários ao sofrimento de pacientes. Mas não é isso o que se ver no ministro do desgoverno brasileiro, aliás, pra aceitar cargo nessa turma deve ser do nível de quem sugere pagar R$ 200 para pai de familia passar o mês corrente, descontar do seguro desemprego, capaz de tal covardia de propor licença para empresa demitir em plena pandemia. E não fica aí, aumento de previdência para milicos ociosos à proporção de comprometimentos de direitos adquiridos de estratos sociais e de categorias profissionais. Temos que tirar essa gangue agora porque esperar a pandemia passar será tarde. Ela só agrava a crise e não propõe nada de bom, o modu operadi desse turma é viver de confusão, de mentiras, de acusações sem prova pra ofuscar a sua incompetência.

  8. wilsonsjr disse:

    Se o presidente se recusa publicar o resultado de seu próprio teste para COVID-19, tudo o mais é possível.

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2020-07-11 18:51:02