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Economia
27-04-2017, 21h05

Rombo fiscal em março reforça chance do governo elevar tributos

Buraco de R$ 11 bi nas contas federais é pior em 21 anos para esse mês
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

O rombo de R$ 11 bilhões nas contas do governo federal em março reforça a possibilidade de aumento de impostos. Foi o pior resultado para um mês de março em 21 anos.

A equipe econômica estuda elevar tributos em maio para tentar diminuir o buraco nas contas públicas. O governo cortou despesas e já acabou recentemente com parte de reduções de impostos que a administração Dilma havia autorizado.

O mau desempenho da economia torna mais difícil o governo cumprir a meta fiscal deste ano, que já é negativa e prevê rombo de R$ 139 bilhões. Logo, não é baixa a chance de o governo elevar tributos.

*

Na avaliação do Palácio do Planalto, há sinais de forte adesão à greve geral de amanhã. O presidente Michel Temer e seus auxiliares têm preocupação com o tamanho do movimento.

Se for expressivo, poderá aumentar as dificuldades no Congresso para votar a reforma da Previdência, batalha que já se mostra bem dura. Muitos deputados e senadores já estão preocupados com a eleição no ano que vem e poderiam ser influenciados a retirar o apoio a um governo que tem baixa popularidade.

Assista aos temas do “SBT Brasil”:

Comentários
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  1. mano disse:

    pezados: esta reforma trabalhista prejudica os mais pobres, é recheada de controvérsia jurídica, e não ajuda o governo no curto prazo, afinal o governo Temer é de curto prazo. A reforma mais eficaz e com menos desgaste para o governo, por incrível que pareça, seria o retorno da CPMF ou algo similar. Se a economia não melhorar até setembro, este governo terá plantado um verdadeiro abacaxi, difícil de descascar. Em função do resultado da greve geral, tudo pode ficar mais difícil para este governo que somente sobrevive porque tem apoio da maioria do congresso. Enquanto isso, o apoio popular é baixíssimo, aliás um contrasenso numa democracia, políticos e povo caminhando em sentido oposto.

  2. Marcos disse:

    Aqui não se trata da Curva de Laffer senão, da Curva dos Partidos Picaretas! Quanto maior a cara de pau deste presidente inútil e de todo cenário político, maiores serão os impostos. E logo mais já nem seremos mais trabalhadores, brasileiros, eleitores e nem aposentados, seremos escravos que por sinal já somos há tempo, o povo que é burro e acha que ainda dá tempo de mudar… Mudar o quê mais?

  3. Questionador disse:

    Entra Governo, sai governo mas as medidas são sempre as mesmas, que é aumentar impostos. Há centenas de medidas para o governo adotar, antes de aumentar os impostos, mas eles sempre seguem o caminho mais fácil. Eles nunca falam em diminuir as mordomias dos Ministros, diminuir as despesas com superfulos, reduzir a frota de veículos que serve estes servidores públicos. Ninguém fala em cobrar dívidas bilionárias das empresas que hoje devem ao governo, pois foram estas empresas que financiaram suas companhas politicas, tornando-se assim um serviço similar às “Acompanhantes de Luxo”, só resta saber quem é a prostituta.

  4. walter disse:

    Tristeza sem fim, caro Kennedy, estão aguardando um milagre; sem a retomada do País, as contas não terão superavit, vão continuar a apresentar prejuízo; este primeiro semestre esta perdido. O Temer não tem a força ideal para economizar, esta abrindo exceções aos parlamentares, liberando verbas, para aprovações no congresso. Enquanto isso, cortam na carne da população, sem Saúde, e sem remédios…todos os setores, que dependem de verbas, estão no sacrifício…aA tendencia, é piorar, se as reformas não saírem do papel; este governo não consegue apoio dos três poderes, de forma cabal; como tudo que é provisório, não funciona; o mesmo que ser vice, não vale…

  5. Josimar disse:

    Kennedy, acompanho suas análises com bastante atenção. Seu blogo é sempre uma fonte de informação política lúcida. Mas estou sentido falta de informações a respeito da grave que ocorreu no Brasil hoje. Digo que estou sentido falta pois esta greve já repercute há alguns dias com ampla adesão de diferentes setores, destacadamente a igreja católica, mas você ainda não pautou a questão, como também não pautou a greve do dia 15 de março. Mas nunca tarde, aguardo sua análise e lanço a pergunta que certamente você destrinchará: Qual o impacto dela para o governo Temer, em sua análise?

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