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Política
10-05-2018, 20h34

Rosto da desigualdade social tem a cor negra

Série da CBN fala dos 130 anos da Abolição da Escravidão
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KENNEDY ALENCAR
SÃO PAULO

Termos sido um dos últimos países do mundo e o último das Américas a acabar com a escravidão nos cobra um preço alto até hoje. Apenas recentemente, com a criação das cotas para empregos no serviço público e nas universidades, o Brasil teve uma política pública de inclusão social dessa população

A desigualdade social brasileira tem muitos rostos, infelizmente. Mas o rosto mais conhecido dessa tragédia social tem a cor negra. Basta ver os índices de assassinatos de jovens negros na periferia. Basta olhar para as massas sem moradia, para as massas sem acesso à educação.

Essas massas formam um exército de mão de obra barata, um enorme contingente de pessoas sujeitas a péssimas condições de trabalho

A desigualdade social do Brasil se entrelaça com a questão racial. O preconceito nunca foi cordial. Esse preconceito sempre foi violento, mesmo quando mascarado de maneira silenciosa, como os minúsculos quartos de empregada nos grandes centros urbanos, as nossas minisenzalas. O título da série da CBN, Correntes Invisíveis, é um retrato fiel da nossa realidade em pleno século 21 _130 anos depois da abolição da escravidão no Brasil.

Por isso, é importante continuar com a política de cotas sociais, que é uma forma de a sociedade como um todo tentar resgatar uma dívida social que tem com a sua população negra.

Ouça o comentário feito hoje no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. […] Fonte: Rosto da desigualdade social tem a cor negra | Blog do Kennedy […]

  2. […] Fonte: Rosto da desigualdade social tem a cor negra | Blog do Kennedy […]

  3. FG disse:

    Parabéns pelo texto simples, atual e realista!

  4. Mariza disse:

    Kennedy, estas questões de cotas nas Universidades Públicas e no Serviço Público foi a forma mais barata que o Governo encontrou para reduzir a desigualdade, pois a vaga já exisitia, ela não foi criada. Mas, será que é a forma mais eficaz de acabar com a desigualdade. Colocar um aluno fraco numa Universidade será que soluciona o problema. Este aluno muitas vezes acaba abandonando os estudos devido a dificuldade que encontra em acompanhar cursos que exigem maior conhecimento básico. Ou, pior, o que acontece em muitas Universidade Ideológicas é baixar o nível do Curso e do Vestibular para que estes alunos possam estar mais próximos da média dos não cotistas.
    Os nossos governantes continuam tapando o sol com a peneira.

    • walter disse:

      Cara Mariza e Kennedy, as cotas é um meio humilhante, em que o candidato já entra marcado no curso superior, com uma tarja negativa…lembro me bem, que nos anos 80 já havia seletividade…discriminação esta em evidencia o tempo todo; qualquer profissional, que não tenha a cor certa, é perseguido todo o tempo; somos um dos países mais racistas, estão sempre nivelando por baixo, os diferentes; basta olhar as novelas da rede globo como exemplo, até tem uns “negrinhos” no vídeo, mas os mais iguais, tem os olhos claros, são nórdicos…não gosto da hipocrisia, que o talento vence, já que nossa historia é invadida por estrangeiros, ao ser contada…nos nivelamos por baixo, já que os filmes nacionais, além de uma produção, sempre mambembe; são produções sem conteúdo, que não tem bilheteria, acabam na Lei Rouanet, para ganhar dinheiro fácil; somos sim um país do faz de contas; nada é o que parece…

    • FG disse:

      Mariza, talvez não seja a melhor solução, mas uma solução razoável é melhor de que não implantar nehuma solução, em “engenheirez” o ótimo é inimigo do bom.
      Tive a oportunidade de estudar na USP em 1991, Unesp 2000 e Unicamp 2004, em cursos diferentes e épocas diferentes, mas invariavelmente a presença de negros, índios, pobres era ínfima.

    • Paulo disse:

      Em que universo você habita para poder dizer tantos fatos baseados no senso comum? Já há dados estatísticos que comprovam o fato de que os cotistas estão no mesmo nível de não cotistas. Não obstante a isso, vem sendo comprovado, também, que as Universidades Federais continuam mantendo a qualidade e um nível bem elevado. Concordo que as cotas não podem ser uma política pública longeva, é preciso pensar outras formas de redução da desigualdade e inclusão social, todavia em um país cuja escravidão é uma marca emblemática, as cotas surgiram como forma de atenuar. Sugiro que você pesquise mais e ache menos.

    • Miguel Angelo disse:

      s cotas não são humilhantes. Isto não é uma inverdade. Conheço programa da UFES que de turma de 60 alunos colocou sem cota, com cota até 90% daqueles alunos que o frequentavam dentro desta e outras Universidade do País. Humilhante é ver programas feito o PUPT terminarem. As cotas raciais são necessárias. Não precisam ser eternas. Mas dizer ser errado por qualquer motivo é medo de concorrência, que só reforça a desigualdade. Oras! Se não fossem as cotas, matematicamente, estatisticamente sobrariam mais vagas, e você preguiçoso que não gosta de estudar, ou se estuda, mas não decola, conseguiria êxito entrando nas Universidades Públicas. Mas onde está seu pensamento, sua consciência que se ela é pública deve ser acessível a todos. Pois os tributos de todos a pagam.

  5. ANDRE disse:

    Claro que o ideal é fazermos o nível de ensino nas escolas públicas igual ou melhor que as escolas privadas, mas isto leva tempo e retirar as cotas agora só jogaria mais algumas gerações da população negra no obscuro da falta de oportunidades. As cotas ajudam a muitos negros a se inserir como cidadães nesta nossa sociedade tão excludente e sepultar de vez a frase “nada esperar dos negros”.

  6. Miguel Ângelo disse:

    Estou pronto para ir para Marte. Querem privatizar tudo. Querem que você seja um empreendedor. Querem que todas as mazelas sejam economicamente corrigidas por ações das vítimas em filas de seleções de emprego e corredores dos hospitais. Querem que a morte da vereadora do RJ esconda outras mil que acontecem diariamente de Joãos e Marias, e milhares, que ocorreram covardemente na Ditadura. Querem que tu aches normal espiritualmente, que uma criança seja agredida por vestir-se de Iemanjá. Que tu aches correto quebrar as imagens dos Santos. Que tu não reconheças nos outdoors dos horários dos cultos de micros igrejas e atendimento aos seus serviços não gratuitos, a figura do cobrador de impostos que em saltos, feitos Sátiros, carrega a sacolinha, para que após te tributar, recebas na pós-morte tua entrada no céu, sê-lo a imagem do homem à sombra de Deus. Este pior que a imagem de barro, fria, imóvel, arte e referência a uma história que tu tem o direito de crer se quiser.

  7. Alberto disse:

    Se o ser humano tem lados do corpo desiguais,crer que não haverá desigualdade no mundo é utopía.
    É o que é,não é o que deveria ser,não é o que deveria ter sido,é o que.Aliás o planeta terra é desigual e os humanos e suas sociedades que nele vivem muito mais.Sempre existirão grupos a reclamar,com razão,de desigualdade.Sociedades 100% igualitárias inexistem.

    • Marcelo Baptista disse:

      Alberto

      Não confundir sociedades igualitárias, que realmente jamais existirão, pois todos somos diferentes e com interesses diferentes, com igualdade de oportunidades (nesta categoria se inclui um ensino inclusivo e de qualidade, justiça realmente cega, um estado neutro) que países civilizados possuem, e que o Brasil está a pelo menos 70 anos atrasado.

  8. J K disse:

    Até nisso a candidatura e eventual eleição do Sr. Dr. Joaquim Barbosa seria bom ao Brasil. Testaria o dogma de que negros não alcançariam cargos no topo se nao fossem alçados “por favor amigo”, haja vista que mesmo cargos no STF não são de concurso público direto.

  9. renata soares disse:

    Tema muito interessante e debatido no Brasil.

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2018-09-24 12:21:35