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Economia
19-05-2016, 9h13

Sem imposto, corte de gasto será mais duro, diz Meirelles

Base parlamentar de Temer já mostra resistência a elevar tributos
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, é claro ao falar da batalha que travará no Congresso para aprovar medidas de combate à crise econômica: sem aumentar impostos, o corte de despesas públicas terá de ser muito maior para recuperar a credibilidade da política fiscal.

“Se não houver nenhum imposto, as despesas têm de ser cortadas mais profundamente”, diz o ministro, em entrevista ao SBT.

Meirelles afirma que, se o Congresso aprovar as medidas, o crescimento da economia voltará mais rapidamente. Logo, será preciso colocar pressão sobre o Congresso, porque já saem de lá sinais contra a CPMF e outras propostas.

Não pode ser esquecido que a base de apoio do presidente interino, Michel Temer, é a mesma que agiu com irresponsabilidade fiscal em relação à presidente Dilma Rousseff. Deputados e senadores têm responsabilidade pelo agravamento da crise e precisam dar respostas ao país.

*

‘Dilma exagerou’

Indagado sobre a origem da crise atual, se teve início no governo Lula, quando ele era presidente do Banco Central, ou se começou na administração Dilma, Meirelles diz que é preciso uma análise “mais complexa”.

Afirma que foram corretas medidas de incentivo à economia dadas em 2008 e 2009, até elogiadas por organismos internacionais, como o FMI (Fundo Monetário Internacional). Mas que, num olhar em retrospectiva, alguns incentivos poderiam ter começado a ser retirados em 2010. No entanto, ele avalia que Dilma agiu com “muito exagero” e cometeu dois erros capitais: excesso de gasto público e excesso de intervenção na economia, intervenção nos preços.

Em relação ao rombo nas contas públicas neste ano, diz ser razoável estimar que ele possa ficar na faixa de R$ 134 bilhões a R$ 150 bilhões, mas que as contas estavam sendo feitas e seriam fechadas até amanhã. Sobre a pressa do mercado financeiro e dos empresários em relação a medidas concretas, afirma que a partir da semana que vem deverá haver novidades.

*

Diretrizes da reforma da Previdência

O ministro da Fazenda defendeu 65 anos como uma idade mínima para a aposentadoria de trabalhadores da iniciativa privada. Considera que as regras deveriam ser iguais para homens e mulheres, porque é a tendência mundial.

Deixa claro que, para ter efeito financeiro forte e evitar calote no futuro, será necessário que a reforma da Previdência atinja quem já está no mercado de trabalho. Faz aquela diferenciação para a qual chamamos atenção aqui na terça-feira. Uma coisa é o direito adquirido. Outra, a expectativa de direito.

Direito adquirido tem o homem que já contribuiu por 35 anos e a mulher por 30 anos. Antes de completar esse tempo de contribuição, há expectativa de direito. Ele também admite examinar algum tipo de regra que evite penalizar quem começa a trabalhar mais cedo, geralmente os mais pobres. Ou seja, se for fixado 65 anos, uma possibilidade seria levar em conta um benefício maior para quem contribuir por mais tempo.

A respeito de tempo de contribuição, ele diz que uma faixa de 40 a 43 anos é o que os principais países que têm previdências saudáveis estão implementando. Obviamente, ele fez as ressalvas de que há um grupo de trabalho debatendo o tema, mas desenhou as linhas básicas do que julga uma reforma da Previdência ideal.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. Pasquale disse:

    Navalha na carne

  2. Vamos cortar as despesas públicas, chega de cabide de emprego. Poe esse pessoal para trabalhar Meirelles

    • walter disse:

      Muito bem cara Renata Batista, mas sem aumento de imposto, serão maiores os problemas; não vejo cortes em aumento de salários do funcionalismo como um todo; deveriam, como em qualquer empresa; oferecer prêmios, para demissão voluntária, mesmo os concursados…
      Seguir a cartilha simplesmente, não resolve os problemas do País; vão costurar soluções simpática, mas não excepcionais; infelizmente, de um jeito ou de outro vamos pagar.
      Caro Kennedy, devem cortar investimentos, aumentar a CIDE, e outros arranjos, sob a égide do Temer; vamos acreditar, que esta equipe econômica, quando no controle do País de fato, sejam austero nas vírgulas;precisamos de atitudes positivas, para atrair investimentos, e consequente crescimento; gerando assim, um aumentos nas contratações do País…

  3. Até que enfim uma discussão séria sobre o assunto da previdência social, chega dos privilégios para quem não produz, honestamente eu não consigo entender que 1 milhão de aposentados do funcionalismo público receberem mais de 50% do dinheiro da previdência em detrimento dos trabalhadores que efetivamente pagaram por isso, me desculpem os poucos funcionários públicos que realmente trabalham, porque a grande maioria deles só serve para criar empecilhos para a iniciativa privada.
    Já passou da hora de se repensar a aposentadoria dos brasileiros, onde já se viu pessoas com menos de 50 anos aposentadas? E pior, com a expectativa de vida próximo da casa dos 80 anos, serão muitos anos gerando gastos na previdência, não há sistema que aguente.
    Os sindicalistas têm posto entraves para uma reforma efetiva da previdência, resta deixar na mão destes pelegos, como esteve nestes últimos 13 anos, para vermos o que acontecerá, estes caras são um câncer e precisam ser extirpados.

  4. Alberto disse:

    Sem “sofrência” não vai ter recuperação da herança maldita que a orcrim deixou para a sociedade brasileira.

  5. Maria Aparecida Ramos Tinhorão disse:

    É hora de cortar na carne do sindicalismo pelego, parasita e criminoso.
    O imposto sindical deveria ser destinado à aposentadoria, se não puder ser incorporado ao benefício, que seja extinto, pois só produz miséria e safadeza.

  6. Alessandre disse:

    Ôw Kennedy, esse aumento da idade mínima e de contribuição também será aplicado aos congressistas e demais políticos? Governadores, Prefeitos, Presidentes, Deputados, vereadores, Senadores?
    Deve ser né?
    Você já fez essa pergunta à alguém da nova equipe do “novo governo”?

  7. Alessandre disse:

    As vezes leio comentários como os do Alex de Almeida e penso, será que esse cara trabalha? E se trabalha, será que um dia pretende se aposentar? Talvez seja herdeiro de fortuna, ou um “empresário” e têm uma imensa poupança pra quando chegar à velhice. Do contrário, é difícil entender alguém que defenda aumentar ainda mais os tributos das pessoas de bem, que pagam seus impostos e vivem dignamente …
    Se há distorções em aposentadorias, estas distorções é que devem ser corrigidas.
    Cadê a correção pra aposentadorias dos políticos???????????????
    Em um cálculo simples de Excel, uma pessoa que contribui por 30 anos, veja bem, 30 e não 35, juntamente com a contribuição patronal, junta dinheiro suficiente para viver dos juros infinitamente, pois a retirada mensal é inferior aos juros sobre o montante.
    Façam seus cálculos e entenderão.

  8. José Marcos disse:

    Ai nesse caso acaba o fator previdenciário…alguém saberia me falar…

  9. LYRA disse:

    Se esses meliantes a quem vocês ainda teimam em chamar de políticos, tiverem um só pingo de vergonha na cara, cortariam todas as mordomias que eles mesmos criaram através de legislações tendenciosas, ferramentas criadas simplesmente para desviarem de uma forma mais ou menos legal parte das verbas públicas, já que a outra parte é desviada através de falcatruas e, passassem a viver da mesma forma que vive 99,9% dos empregados da iniciativa privada, com seus salários, com certeza, somente com essa iniciativa já teríamos alguns bilhões de arrecadação, sem a necessidade de acabar de matar o já sofrido povo brasileiro. Some-se aos políticos todos do alto escalão, inclusive do judiciário.

  10. VAMOS CORTAR OS GASTOS, SEM IMPOSTOS, EXMO. SENHOR MINISTRO? disse:

    É NECESSÁRIO CORTAR DESPESAS PÚBLICAS SEGUINDO PRIORIDADES E NÃO AUMENTAR IMPOSTOS.
    1- CORTE DOS ALTOS SALÁRIOS E MORDOMIAS DE POLÍTICOS, GOVERNANTES, CARGOS NOMEADOS, INCOMPATÍVEIS COM A REALIDADE DO PAÍS.
    2 – FISCALIZAÇÃO EFICIENTE DO USO DO DINHEIRO PÚBLICO, PUNINDO O AS IRREGULARIDADES COM CADEIA E RESSARCIMENTO OBRIGATÓRIO DOS EVENTUAIS PREJUÍZOS;
    3 – TETO MÁXIMO DE SALÁRIO PARA CARGOS PÚBLICOS ELETIVOS DE 20 SALÁRIOS MÍNIMOS, EM CASCATA, PARTINDO EM ORDEM DECRESCENTE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA.
    4 – CRIAR LEI QUE PUNA COM 30 ANOS DE CADEIA, SEM BENEFÍCIO, A TODO ROUBADOR DE COFRE PÚBLICO PROCESSADO E CONDENADO PELA JUSTIÇA.
    5 – DIVULGAÇÃO CLARA DE QUE O OBJETIVO MAIOR DA FUNÇÃO PÚBLICA É O BEM COMUM E NÃO O CAMINHO PARA O ENRIQUECIMENTO PESSOAL, CUJO CAMINHO APROPRIADO NO MUNDO CAPITALISTA É A INICIATIVA PRIVADA ATRAVÉS DA LIVRE CONCORRÊNCIA, DENTRO DOS PRINCÍPIOS REPUBLICANOS.

  11. Se for preciso cortar mais profundamente, que assim seja.
    Corte mais profundamente Ministro!
    Novo imposto só em ultimo caso. Quando não tiver mais nenhum cargo comissionado. Quando não houver mais desperdício. Quando extinguir toda a publicidade estatal. Quando os aviões da Embraer ficarem no solo. Quando reduzirem despesas e mordomias.
    O povo não quer mais saber de bancar a classe política e as suas extravagancias bizarras. A farra com o dinheiro público chegou no limite.
    Eu estou em trégua momentânea com o governo que começou, porém exijo reformas profundas na condução do estado brasileiro. Se não houver mudança a trégua acaba.
    Lembrem-se, “corrupção mata mais que mosquita”.

  12. Leonardo Gama disse:

    é consenso entre economistas, precisa de CPMF e pronto!!! é um imposto fiscalizatório e mais justo do que o IR, e elite e classe média alta brasileira não vão poder sonegar. . . e é justamente por isso que ele não vai p frente!!
    pq quem realmente manda no país, não quer!!!

  13. P/LEONARDO GAMA - DIRETO AO ASSUNTO: É PRECISO PASSAR O PAÍS A LIMPO! disse:

    É PRECISO CORTAR GASTOS, PRIVILÉGIOS, MORDOMIAS, DESPERDÍCIOS, PUNIR (COM CADEIA) A CORRUPÇÃO E ESTABELECER PRIORIDADES!
    SEGUNDO ESTUDOS DO IBPT – INSTITUTO BRASILEIRO DE PLANEJAMENTO E TRIBUTAÇÃO, ANALISANDO 30 PAÍSES COM A MAIOR CARGA TRIBUTÁRIA E O RETORNO À POPULAÇÃO, USANDO O ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO (IDH – MEDIDA DE QUALIDADE DE VIDA) – O BRASIL FICOU EM ÚLTIMO LUGAR, ATRÁS DE ARGENTINA E URUGUAI.
    ANALISANDO O RETORNO EM SAÚDE, EDUCAÇÃO E SEGURANÇA TEMOS A MAIOR CARGA TRIBUTÁRIA DO MUNDO, JÁ QUE FICAMOS EM ÚLTIMO LUGAR NO RANKING DE BENEFÍCIOS Á POPULAÇÃO.
    O PAÍS NÃO TEM UMA POLÍTICA TRIBUTÁRIA QUE TAXE O CIDADÃO DE ACORDO COM SUA CAPACIDADE DE CONTRIBUIR, TEM UMA POLÍTICA DE ARRECADAÇÃO PARA FAZER CAIXA – RESULTADO DA INEFICIÊNCIA DO ESTADO EM ADMINISTRAR RECURSOS.

    • juliano disse:

      Isto mesmo Leonardo, reduzir grandes salários no governo ajudaria. 70% do débito da previdência advém do funcionário publico aposentado. Como se justifica servidor público ganhando 100 salários mínimos?

  14. Francisco Miranda disse:

    Piso do INSS será inferior ao salário mínimo nacional. Grécia ?? Não. Brasil…

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