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Política
02-12-2014, 9h29

Setores do PMDB e do PT buscam acordo entre Dilma e Cunha

Peemedebista faz aceno ao propor pacto contra expansão de gastos públicos
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Postado por: Daniela Martins

A presidente Dilma Rousseff tem sido aconselhada por setores do PMDB e do PT a fazer um acordo com Eduardo Cunha. Ela não atrapalharia os planos do líder do PMDB de presidir a Câmara. Ele não seria um adversário do governo. Estabelecer confiança entre os dois não é tarefa fácil, mas, sem dúvida, houve discreta melhora na relação política.

Na reunião de ontem, com líderes de partidos aliados na Câmara e no Senado, partiu de Eduardo Cunha a iniciativa de propor um pacto entre o governo e o Congresso para barrar projetos que elevem os gastos públicos, a chamada “pauta bomba”.

A presidente tem resistência a Eduardo Cunha. Como líder do PMDB, ele já comandou rebeliões na Câmara que derrotaram o governo ou fizeram o Palácio do Planalto pagar um preço mais alto do que desejava para aprovar um projeto. Se dependesse apenas da vontade de Dilma, ela vetaria a candidatura de Cunha.

No entanto, não há hoje no Congresso outro nome da base de apoio ao governo que consiga mais votos do que Eduardo Cunha. Um candidato petista seria derrotado, avalia o próprio partido. Cunha teria votos da oposição e até de deputados da bancada do PT, que está dividida.

Dilma poderia surpreender e adotar uma posição inesperada na disputa pela presidência da Câmara, assim como ocorreu com a indicação da nova equipe econômica. E aconteceria pelo mesmo motivo: necessidade de aceitar a realidade.

Da parte de Eduardo Cunha, ele sabe que uma candidatura contra o Palácio do Planalto também teria dificuldade de prosperar. O custo da vitória poderia ser alto.

Haverá os efeitos da operação Lava Jato sobre a próxima legislatura, que ainda não são conhecidos. Dilma e Cunha poderão precisar um do outro para enfrentar uma turbulência adiante.

Ainda que não evite a votação de todos os projetos que aumentem os gastos públicos, algum freio é recomendável para 2015. Será um ano difícil, no qual o governo terá de fazer um ajuste mais rigoroso para diminuir o rombo das contas públicas.

Há muitas contas fechando no vermelho neste ano. A balança comercial deve ser negativa, com maior volume de importações do que exportações. A meta de superávit primário de 2014 foi abandonada. Então, existe necessidade de o Congresso frear projetos que possam expandir gastos, apesar de ser inevitável a aprovação de algumas propostas.

O projeto que eleva salários de ministros do Supremo, do Executivo e de deputados e senadores dificilmente será barrado. Hoje e amanhã teremos um bom termômetro da sinceridade desse pacto contra a gastança.

Na reunião de ontem, a presidente Dilma fez um apelo para que os deputados e senadores votassem na sessão do Congresso prevista para hoje o projeto que legaliza o abandono da meta de superávit primário de 2014.

Até hoje, deputados e senadores têm empurrado esse projeto com a barriga aguardando o que a presidente Dilma pretende fazer na reforma ministerial. Portanto, aí também não há saída fácil.

O governo já fez algo contraditório: para aprovar o projeto que permite economizar menos para manter a dívida pública sob controle, prometeu dar mais R$ 500 milhões para emendas parlamentares.

Em fevereiro, o governo havia decidido que gastaria neste ano R$ 6,4 bilhões com essas emendas. Se o congresso aprovar o abandono da meta fiscal, levará mais R$ 500 milhões, e a emendas parlamentares passarão a ter R$ 6,9 bilhões. Trata-se de fisiologia pura. O “toma lá, dá cá” é a linguagem que o Congresso entende.

Outra medida importante: a presidente precisa apressar sua reforma ministerial. Necessita deixar claro quais serão os espaços do PMDB, do PSD, do Pros, do PR, de outros aliados e até do PT no novo ministério. Quanto mais rápido resolver esse assunto, maior a chance de reorganizar melhor suas forças no Congresso.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. Onda Vermelha disse:

    Um acordão com o Eduardo Cunha(PMDB-RJ) seria o início do fim do Governo Dilma! Não há qualquer possibilidade de se ter ilusões quanto isso como o histórico do líder do PMDB. Com ele no comando nenhuma das Reformas necessárias ao país seriam postas em pauta pelo CN. Seja a Reforma Política, seja a revisão do monopólio das comunicações ou mesmo a criminalização da homofobia! Seria o MAIOR ERRO POLÍTICO desde que o PT chegou ao Planalto Central. Há situações em que não há como abdicar do enfrentamento. E essa é uma delas!

  2. walter.nobre disse:

    O Eduardo Cunha Lima, é um dos icebergs, direcionados a Dilma, pelo PMDB; ela terá que se render…será a rainha da Inglaterra…o PT aposta na compra de apoio, como sempre.
    A Dilma fez o que quis, no ultimo mandato; cleptocracia explicita; jamais visou qualquer gestão do senso.
    Estão correndo0 contra o tempo, para acabarem com a obrigação, dos cumprimentos de metas…é tão absurdo, que se contarem pelo mundo, ninguém acredita; s[o paizinhos caloteiros e sem expressão, aceita com bons olhos, esta safadeza…poderiam pelo menos, ter feito isto, antes das eleições…só o petismo doentio, aceita tudo isto.
    No final, a Dilma terá que aceitar um PMDB, com pelo menos 10 ministério, quem viver verá….Temer presidente também.

  3. Raymundo santos disse:

    esse maldito nem foi eleito presidente da câmara e já vai falando que vai engavetar qualquer proposta de regulação da mídia.será que é porque ele tem muita coisa oculta? uma das bandeiras da campanha da Dilma foi essa.

    • Pasquale disse:

      Tinham várias bandeiras inclusive não aumentar os juros,quem faria seria o outro candidato.
      Aliás, tudo de errado quem faria eram os outros.
      Ela era a perfeição em pessoa,da mesma forma que falava que o país estava ótimo.

  4. Marcus Augusto disse:

    Cara, já vi isso em algum lugar….onde era mesmo….aaahhhhhh, já sei:

    “Às favas, senhor presidente, neste momento, todos os escrúpulos de consciência.”

    Jarbas Passarinho….

    Pior é aguentar o choro de “marido traído” de alguns petistas. Estelionato eleitoral, para quem não sabia, é isso mesmo. E TENHO DITO.

  5. armand de brignac disse:

    Vamos falar de algo importante. A DILMA está a transformar o Palácio do Planalto num MERCADO PERSA. Na sexta-feira, o governo editou um decreto ampliando em R$ 10,032 bilhões os gastos de toda a máquina pública. Nesse total, estão R$ 444,7 milhões para emendas individuais dos parlamentares — R$ 748 mil para cada um dos 513 deputados e 81 senadores. Com esse aporte novo, cada um deles fechará o ano com R$ 11,6 milhões para emendas individuais. Hoje, o governo tentará votar mais uma vez o projeto de lei que altera a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e que, na prática, elimina qualquer meta fiscal do governo. Eis aí um governo que reivindica a autoridade moral para conduzir uma reforma política !

  6. Djalma Camacam Bomfim disse:

    Meus caros,
    O fisiologismo parece mesmo ser o parasita da Democracia, ele morde e assopra, carrega o facho do “fogo amigo”, chantageia quando quer ser salvo e satiriza quando quer matar; o fisiologismo é, sem dúvida, o vampiro que não se contenta com uma investida mas, vive estrategicamente para sugar a ultima gota e, assim, o governo do povo e par o povo, se esvai por sangrias sem limites.
    Desta forma, não tem jeito e o Brasil será sempre o Estado anêmico se os partidos políticos instituídos não optarem por outra alternativa alimentar, mais simbiótica e menos atrasada que o “toma lá dá cá”.

  7. Francisco Vincente disse:

    Eu entendo que tudo deve ser regulamentado, inclusive a mídia, o nobre deputado tenta atrair as moscas com o teor das suas propostas e burburinhos e com isso a mídia se sente prestigiada, por ser defendida por um hipócrita, que vai dizer seu preço ao executivo na primeira reunião.

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