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Política
13-06-2020, 17h51

Sob Bolsonaro, Brasil virou democracia fragilizada, uma vergonha histórica

Bolsonaro, Mourão e ministros militares não escondem o golpismo
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Kennedy Alencar
WASHNGTON

Os militares brasileiros deveriam copiar os colegas americanos, que estão se manifestando publicamente nos EUA contra a participação na política doméstica _um revés para o presidente Donald Trump.

As Forças Armadas do Brasil se desmoralizaram com a ditadura de 1964 e embarcaram numa nova aventura ao apoiar o presidente Jair Bolsonaro, um genocida, irresponsável e despreparado.

Em entrevista à revista “Veja”, o general Luiz Eduardo Ramos, articulador político de Bolsonaro, disse ser “ultrajante” falar na possibilidade de golpe, mas mandou recado à oposição ao dizer que “não estica a corda”.

Bolsonaro, o vice Hamilton Mourão e o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, divulgaram nota conjunta vergonhosa, na qual disseram que as Forças Armadas “não cumprem ordens absurdas” nem aceitam tentativas de tomada de poder decorrentes de “julgamentos políticos”.

Parece brincadeira, mas é uma tragédia. Bolsonaro, Mourão, Azevedo e Silva e Ramos não escondem o golpismo. Ameaçam a democracia o tempo todo.

O Brasil terá muita vergonha no futuro sobre este momento histórico. O retrocesso é enorme. Já há um projeto autoritário sendo implementado por Bolsonaro, com acontecimentos típicos de democracias fragilizadas.

Exemplo: chegamos ao ponto de veículos de imprensa terem de fazer um consórcio para apurar dados e publicar dados sobre a covid-19 que deveriam ser públicos.

Isso só acontece em ditaduras ou países com democracias fracas. Não deveria haver discussão sobre estatísticas oficiais. Trata-se de questão de Estado, não do governo de plantão.

Bolsonaro é uma ameaça ao avanço civilizatório no Brasil. Cometeu crimes de responsabilidade e delitos comuns. A sua permanência na Presidência da República é algo com o qual a atual geração de brasileiros terá de fazer um acerto de contas. É inacreditável o que aconteceu com o país, ameaçado cotidianamente por um defensor da barbárie.

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Acertou

Davi Alcolumbre, presidente do Senado, fez bem ao rejeitar a medida provisória de Bolsonaro que permitia ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, nomear reitores das universidades federais.

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Alerta

A reabertura da economia levou ao aumento de casos de covid-19 em 20 Estados americanos. Por ora, não há saturação do sistema hospitalar, mas é preciso aguardar um eventual efeito dos protestos na pandemia. Com menor distanciamento social, a tendência é a elevação dos casos.

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Nova reivindicação

Cresce nos EUA o debate sobre derrubar estátuas de líderes confederados ou rebatizar bases militares nomeadas em homenagem a militares que se rebelaram contra a União na Guerra da Secessão entre 1861 e 1865. A historiadora Patrícia Acerbi, professora da Universidade George Washington, deu entrevista especial à Pastoral Americana sobre este tema. Ouça a entrevista.

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Brigando com os fatos

Na Flórida, a cientista Rebekah Jones foi demitida pelo governador republicano Ron DeSantis. Houve discordância sobre a publicação de dados da covid-19 no Estado. Ela, então, resolveu publicar os números por conta própria.

Os informes de Jones mostram número maior de casos do que relatam as fontes oficiais. DeSantis lembrou o presidente Jair Bolsonaro, que decidiu manipular os números da pandemia.

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Tiro pela culatra

O presidente Donald Trump está se isolando com sua estratégia de guerra cultural. Deu certo em 2016, mas, por ora, está dando errado. A história em 2020 pode ser diferente. Houve incômodo no Partido Republicano com a reação de Trump aos protestos. Militares entraram em choque com o presidente.

Ouça o comentário feita no “Estúdio CBN” na tarde desta sexta-feira:

Comentários
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  1. Tiro no pé. Acontece só para homens armados. disse:

    O povo brasileiro se sente constrangido pelos atos terroristas. E podem ser caracterizados assim. Os desejos de Bolsonaro, Mourão e um punhado de militares ruins. Que toda hora trocam manifestos e comentam sobre intervenção militar. E até parece que conseguem formar batalhões civis contra civis brasileiros. Já lembramos que o bolsonarismo, se quiser, pode fazer aquartelamento em muitas PMs. Isso é fato. Nas FFAAs, é possível até ocorrer sim um levante. Mas, sinceramente, no papel deles, temeria grandemente armar soldados, cabos e sargentos que tem apego ao nacionalismo e seu povo. Se Bolsonaro, Mourão, e uns milhares de militares precisam de um golpe para virar governo. Um militar descontente com isso, talvez com familiares abatidos pela ação corrupta de militares no governo e administração. Pense em lançar, um ou dois misseis no Congresso Nacional em Brasília dentro da Ditadura. E toda essa marra de entender o poder pela força militar. Se torne a solução de uma vez para o próprio mal.

  2. Tiro no pé. Acontece só para homens armados. disse:

    O quantitativo das PMs em muitos municípios cravados nos brasis desse Brazil são ínfimos. Pelo que temos da sociedade hoje, com muito pouco a esperar da segurança interna e soberania do país contra inimigos externos. Já que aquartelou militares americanos em Alcântara. Podem virar vítimas em seus minguados batalhões. Longe de ser uma ameaça ao fato. A análise quantitativa de homens armados. Em caso da Ditadura. Não para a segurança. E sim para uso da força contra a democracia. Um bem social já adquirido pelos brasileiros. Tornariam eles ilhados para muitas coisas que podem ser apontadas neles. Sinceramente, temos inúmeras formas de pensar o que a boca frouxa do presidente, vice-presidente e militares no poder falam. Mas, existe uma grande chance do povo agir com violência extrema contra qualquer tipo de força contra a sociedade. Hoje as pessoas a margem de facilitadores de crimes é muito maior que a força militar brasileira. Basta só um motivo. Para que todos se revoltem.

  3. Tiro no pé. Acontece só para homens armados disse:

    Ninguém em sã consciência quer violência de brasileiro contra brasileiro. Bolsonaro, Mourão, alguns militares e muitos bolsonaristas. Viajam nisso sem analisar friamente a situação. Mas, com essas grandes mentes no governo. Lembrando serem em sua maioria péssimos exemplos de militares das FFAAs. Devem achar que só movendo uns tanques para Brasília. Está aceita pelo povo a tal Ditadura Bolsonarista. Oras! Oras! Uma ação de força com batalhão de PMs com até 10 militares. Mesmo que armados. Sendo rotulados como “coisa ruim”. Poderia o quê? Contra uma cidade pequena de digamos 5 mil pessoas. Onde algumas centenas delas tem armas. As vezes até comprada com facilidade agora nesse governo. Eles pedem ajuda. Pode ser. No Norte, Nordeste, Centro-Oeste um longo percurso até a ajuda chegar. Mas Bolsonaro move o exército, a marinha e aeronáutica. O que elevaria o custo das ações. Onde mais barato sairá atacar a sede da Ditadura. Esse governo é demasiadamente sem noção. Impeachment é um luxo.

  4. Braga-BH disse:

    Historicamente estamos atrasados em 10 anos ao restante do mundo. Nas manifestações de 2013 pelo mundo, o que se via e o que se pedia era liberdade e mais democracia. Por aqui as manifestações por 0,20 centavos desaguaram num golpe contra a presidente eleita legitimamente e derrubada sem crimes. Tivemos uma união das forças de centro direita com o o quarto poder que são os procuradores da republica comandados pelo então juiz Sergio Moro, Tudo feito numa velocidade estonteante para tirar do pleito aquele que levaria a presidência com um pé e uma mão amarradas as costas. Hoje temos um verme na presidencia que não se dispõe a atacar os virus! O virus Covid. O virus da corrupção. O virus do compadrio. o virus do toma-la-da-ca. O virus da velha política tão atacada na campanha e tão abraçada neste momento em que a corda lhe aperta o pescoço. A ultima e mais interessante adesão foi a resposta do PSDB ao aderir ao governo. Desceu do muro e pode ser o seu canto do Cisne!

  5. Walter Nobre disse:

    Kennedy, o governo tem sido excêntrico, comete erros dialéticos principalmente, não houve desvios, não construiu alicerces para o absurdo. Esta coligação com o centrão, deve se, a perseguição do legislativo, com interesses claros; jamais aceitaram a vitória deste presidente, como também, não houve nenhum gênio nos governos anteriores. A convulsão, é própria de um País sem democracia, onde o supremo faz o possível, para interferir, como nunca antes, no executivo. O governo cometeu erros, mas torna se isento, diante de tantas perseguições. Em nenhum país democrático no Mundo, um governo legitimo, foi tão defenestrado. Os EUA estão muito parecidos com o Brasil neste instante, a diferença, estão em plena campanha política, então tudo parece mais dramático, com a pandemia em evidencia; ligeiramente, o Trump ainda leva a contenda.

    • Justiniano Vareta disse:

      Tento de compreender. Mas não é fácil. Dizer que ele é excêntrico quando se posiciona com o centrão. Colocaria você dizer que ele segue agora o caminho de se apoiar com os políticos do toma lá dá cá. Bolsonaro já é um esbanjão. Que não tem mais alcance diante uma boa parte dos políticos que pensam melhor para o Brasil antes do melhor para si e os grupos diversos que representam. A contratação de militares mostra isso. Onde recebem agora duas vezes. Diminuindo a circulação de $$ local. Centrando fortuna aquela classe que ele diz ter feito parte. Mas nós sabemos que não. Ia ser tirado por PAD. Dialético nosso presidente? Ele não se expressa corretamente em uma linguagem educada para dizer que vai ao banheiro. Não tem uma argumentação sequer razoável. Nem moral militar e civil. Nem na formação familiar. É só analisar o restolho de ser humano que são seus filhos. O STF está sendo digno. Estamos ao lado dele. Defenestrado Bolsonaro. Está sendo avaliado pelo que vale. E a Dilma assim foi.

      • Justiniano Vareta disse:

        Reveja os noticiários da campanha que tinha no DF. Onde na hora de abastecer figuras tolas. Muitas pagas pelo nosso dinheiro. Mantinha decalque plástico vulgarizando uma presidente. Muito superior a Bolsonaro e FFAAs inclusive auxiliares. Tenho o direito de dizer isso. Porque para mim. Se a soberania dançou. As figuras militares estão diante invasão mansa e iminente convulsão social em casa de guerra. Onde não tem apoio do povo contra o invasor. Então juntando FFAAs e auxiliares. Vai restar, que o Brasil quiser voltar a ter sua soberania. Muitos anos de guerra. Que trazem junto. Pobreza, doença e fragmentação. E o governo Bolsonaro. Que acha se alimentar de militares. Uma ação midiática positiva a ele e FFAAs e auxiliares. Está fazendo pela sua incompetência. Termos a imagem ao abastecer que hora ele hora as FFAAs e auxiliares. Fazem agora com mais vulgaridade a passividade. O papel da vergonha. Diga o que quiser. Com menos de 2 anos. Olhar Bolsonaro e militares nos envergonham muito.

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2020-10-23 21:32:10