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Política
16-08-2018, 19h31

Temer dá presente de grego a Alckmin

Em entrevista, presidente também alfineta Meirelles
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

Político experiente, o presidente Michel Temer deu um presente de grego a Geraldo Alckmin, candidato do PSDB ao Palácio do Planalto. Em entrevista ao jornalista Bruno Boghossian, publicada hoje pela “Folha de S.Paulo”, Temer fez uma blague: “Se você dissesse: ‘quem o governo apoia?’. Parece que é o Alckmin, né?”.

A lembrança é factual, mas negativa para Alckmin, porque o governo tem alta taxa de impopularidade. Em campanha eleitoral, o tucano tenta se afastar de Temer, que, na entrevista, lembrou que os partidos da base parlamentar do governo são os mesmos da aliança formada pelo candidato do PSDB à Presidência.

Os tucanos foram avalistas do impeachment de Dilma e da administração Temer. O presidente não perdeu a chance de alfinetar Alckmin.

Mas também sobrou para Henrique Meirelles, candidato do MDB ao Planalto. No acordo para obter o apoio de Temer no partido, Meirelles prometeu defender o governo do qual foi ministro da Fazenda.

Mas Meirelles prefere lembrar a passagem de oito anos pelo governo Lula a destacar a gestão recente na Fazenda, pois os resultados econômicos são distintos. Nos bastidores, Temer demonstra contrariedade com a atitude do candidato do MDB.

Alckmin e Meirelles podem até querer escapar, mas o presidente da República vai lembrar a participação de um no governo e o apoio do outro à administração emedebista.

*

Vergonha

Os assassinatos brutais de Marielle Franco e Anderson Gomes são o símbolo dos seis meses de intervenção federal no Rio de Janeiro. Continua sem solução um crime que envergonha o país e que mancha uma intervenção que não melhorou a segurança pública no Estado.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN – 2ª Edição”:

Comentários
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  1. walter disse:

    Caro Kennedy, esta confusão propositada na entrevista do temer; como se fosse a “noviça rebelde”, lembra um ditado: “cobra engolindo cobra”; claro que o Alkimin, tenta se descolar dele, como o Meirelles, que não precisava passar por este vexame; um cidadão octogenário, esperar mais o que do futuro; quem sabe, curtir sua família e a fortuna; perde tempo, e passará vergonha, do inicio ao final desta campanha; não há qualquer esperança, em sua tentativa ao planalto…quando o Alkimin, partiu para o centrão, tinha um plano embutido; afastar se do PMDB, pelo menos na campanha, de forma direta; tentam criar a Roda, mas é inútil, até aqui tem ministros do PSDB que não largaram o osso…Quanto confundir as investigações na morte de Marielle, como se fossem, atribuições das Forças especiais; ledo engano, estão a deriva no Rio, sem recursos, e sem moral; reconhecer a falta de recurso do governo federal são fatos; só há disposição, isentando banqueiros dos impostos bilionários, isso não faltou…

    • FABIO T. GUERREIRO disse:

      Na minha opinião a candidatura do Meirelles foi só para descolar a imagem de Alckmin do governo Temer, essa declaração de Temer não fez sentido para mim, mas gostei pois só mostrou a verdade: Alckmin é viceralmente ligado a Temer, muitos fatos mostraram isso nos últimos anos, inclusive a indicação de Alexandre Moraes, ex secretário de Alckmin, no STF.

  2. GETULIO GONCALVES disse:

    “Tem que manter isso, viu?” falou o óbvio, ou será que mentiu? o Centrão comandado por Ciro Nogueira do PP foi o fiel da balança para o afastamento de Dilma, o Centrão junto com PSDB evitou que fosse aberto inquérito contra o presidente, o Centrão tem vários cargos no governo e apoia quem? não só apoia como está na coligação do Alckmin, inclusive indicou Ana Amélia como candidata a vice. Os caras querem se manter no governo, somente se o eleitor fosse cego para não perceber. Não adianta o PSDB tentar esconder porque os adversários vão explorar isso a exaustão. Talvez seja um dos motivos para Alckmin não crescer nas pesquisas.

  3. J K disse:

    merece atualização:
    Meireles e Alckmin já entenderam que o corredor é estreito para passarem os 2 ao mesmo tempo. Não sem intenção, o 1º pediu a impugnação do outro

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