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Política
28-06-2017, 22h17

Temer escolhe Raquel Dodge, opositora de Janot, para chefiar PGR

Presidente segue lista da ANPR, mas não adota tradição de Lula e Dilma
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

O presidente Michel Temer agiu rápido na escolha da substituta de Rodrigo Janot para comandar a Procuradoria Geral da República. Apontou hoje Raquel Dodge, que será sabatinada pelo Senado.

Há fatores que contavam a favor de Dodge, segunda colocada na eleição realizada ontem pela ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República). O primeiro foi respeitar a lista tríplice. Temer não manteve a tradição de Lula e Dilma de indicar o mais votado. No entanto, a reivindicação da ANPR é seguir a lista. Temer fez isso.

Não indicou o mais votado, Nicolao Dino, porque ele era o candidato de Janot. Aí está o outro fator que pesou. Dodge faz oposição à gestão de Janot. Isso contou a favor dela.

Por último, ao indicar logo um substituto, Temer busca esvaziar um pouco o poder de Janot, que apresentou uma denúncia contra ele por crime de corrupção passiva e pretende apresentar outras.

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Recados federais

Gilmar Mendes sabe que a tendência é perder o debate no Supremo Tribunal Federal a respeito da possibilidade de o colegiado ter de referendar um acordo de delação premiada homologado pelo ministro relator. Mas conseguiu adiar a decisão de hoje para amanhã e usou um palco importante para dar três recados fortes.

Criticou o Ministério Público, dizendo que adota medidas abusivas típicas de um Estado policial. Ao falar em “direito penal de Curitiba”, com decisões que contrariariam as leis e a Constituição, atacou indiretamente o juiz Sergio Moro. E foi claro ao dizer que as delações premiadas e as homologações dos acordos precisam ter mais limites, sob pena de beneficiar criminosos e prejudicar a sociedade. Ele está em minoria na corte, mas alguns ministros lhe deram razão em relação a não considerar as delações como provas únicas que poderiam ser suficientes para condenar.

Assista aos temas da primeira participação no “SBT Brasil”:

Comentários
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  1. ANDRE disse:

    As mesmas palavras proferidas ganha autenticidade ou não, tudo depende da boca que as profere ou da pena que as escreve. Atrás das palavras se esconde as verdadeiras intenções, e estas mesmas intenções é que farão com que a mensagem que as palavras carregam ressoem na alma dos homens e mulheres de bem. É obvio que a delação sem provas não pode e não deve ser suficiente para a condenação de nenhum réu, mas é obvio também que as mesmas servem como indícios para que se investiguem e se procure provas, não as encontrando se absorve o acusado. No caso da JBS, não é uma delação sem provas e os indícios de crimes cometidos pelo presidente são muito grandes, não há como não se abrir um processo no STF, como deseja o Gilmar Mendes, que esconde no sofismo das suas palavras, a sua real intenção, que é proteger um presidente corrupto.

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