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Política
14-08-2013, 12h02

Tensão com PMDB pode reaproximar PT de Campos

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Está piorando a relação entre o PMDB e a presidente Dilma Rousseff. Ainda enfraquecida, a presidente não está disposta a jogar mais lenha nessa fogueira. No entanto, essa disposição pode mudar, caso a presidente volte a ter franco favoritismo para ser reeleita no ano que vem.

O PMDB ainda é o aliado preferencial, mas virou um parceiro que impõe derrotas e cria dificuldades com frequência. Como a presidente perdeu cacife, tem de aceitar esse jogo, por ora.

Ontem, a guerra das emendas parlamentares foi terrível para o governo. Revelou-se vexaminoso para o Palácio do Planalto o placar da aprovação, em primeiro turno, da proposta de emenda constitucional que obriga o Executivo a pagar uma fatia robusta da emendas parlamentares.

Por 378 votos, 48 contra e 13 abstenções, a Câmara derrotou Dilma. O comando da operação foi peemedebista. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), cumpriu um compromisso de campanha e deu uma demonstração de força. O líder do PMDB na Casa, Eduardo Cunha (RJ), conseguiu mais uma vitória sobre a articulação política dilmista.

Crédito: Beto Barata/AE

Crédito: Beto Barata/AE

Agora, o governo deverá recorrer ao STF ao final desse processo legislativo, quando for aprovada em definitivo a proposta de emenda constitucional. Ainda faltam uma votação em segundo turno na Câmara e a apreciação em duas etapas no Senado.

Enquanto isso, a presidente e seus estrategistas eleitorais vão aguardar as próximas pesquisas. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito articulações para levar o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), a apoiar Dilma. A tarefa é dura. Campos avalia que teria a ganhar politicamente disputando a Presidência. No mínimo, poderia se fortalecer para 2018.

Mas, a depender do desgaste entre governo e PMDB e da eventual força eleitoral que Dilma adquirir, o PT poderia pensar em fazer uma oferta a Campos que dê ao PSB mais poder num eventual segundo mandato do que os socialistas têm atualmente.

Para estrategistas da presidente, se o preço da renúncia de Campos a disputar em 2014 for a vaga de vice de Dilma, essa hipótese deveria ser avaliada à luz dos prós e contras de manter a aliança peemedebista.

Comentários
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  1. Aloisio disse:

    A verdade é que do jeito que está sem reforma política esta situação não se sustenta…
    Ter que fazer alianças políticas na base do “toma lá dá cá” e ficar refém destas alianças que não tem nenhuma ideologia política é ruim para o governo que não consegue governar como deveria e para a oposição que fica enfraquecida… ou seja, todo mundo perde! com exceção dos lobistas é claro…

  2. maria do rosário de fátima paz e souza disse:

    O governo da presidente Dilma é uma verdadeira casa da mãe Joana, todos mandam. Difícil governar apoiada por quem não o país, os interesses individuais prevalecem.

  3. Para o bem do pais esse governo tem que acabar em 2014 e entrar um governante com disposição de arrumar a casa e principalmente cuidar das contas públicas com seriedade.
    Assim podemos atrair investidores para projetos de infraestrutura tem importantes para o nosso desenvolvimento.

  4. Marcelo disse:

    Esse é um bom cenário. O PMDB foi um câncer que se instalou na filosofia petista. Compor com o PSB melhora a imagem da esquerda. Vai nessa PT.

  5. Wagner Sanches Sais disse:

    Vamos mudar. Não podemos continuar com esses políticos de brincadeira. Até quando vamos permitir que eles nos façam de joguete, brincar de faz de conta e nós assistindo tudo, temos o poder do voto, gente. Vamos usá-lo. Vamos acabar com essa farça de que eles não sabiam.

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