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Política
10-06-2016, 9h08

Tentar antecipar eleição é jogada inteligente, mas tardia de Dilma

Proposta de consulta popular teria mais efeito antes de petista deixar poder
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

Do ponto de vista político, foi uma jogada inteligente de Dilma Rousseff defender uma consulta popular, que teria de ser feita por plebiscito, para antecipar a eleição presidencial de 2018. No entanto, é baixa a chance de a ideia dar certo.

A presidente afastada defendeu essa tese em entrevista ao jornalista Luis Nassif. A conversa foi exibida na noite desta quinta-feira na TV Brasil.

Essa proposta é a única cartada que Dilma poderia dar para ter alguma possibilidade de convencer 27 senadores a votar contra o impeachment. No entanto, é uma jogada que vem tarde demais.

Deveria ter sido feita antes de 367 deputados federais terem votado a favor do pedido de abertura de processo de impeachment em 17 de abril. Ministros defenderam essa possibilidade diante da previsão da derrota certeira. Dilma não os ouviu. Depois, antes de ela ser afastada pelo Senado com 55 votos em 12 de maio, foi novamente aconselhada a bancar publicamente a proposta. Mas ela descartou novamente o caminho.

O principal argumento dos auxiliares era que a ideia teria mais força com Dilma ainda no poder. Uma vez afastada, perderia valor essa moeda de troca que resulta no reconhecimento de que ela não teria mais condição de governar até 2018.

Agora, há mais complicadores. Dificilmente o Congresso apoiaria um projeto de convocação de plebiscito. O presidente interino, Michel Temer, é contra a ideia. O mercado financeiro e o empresariado tremem ao imaginar uma volta de Dilma e a eventual desistência dela de fazer a consulta popular e continuar a governar até o fim do mandato.

Por último, há divisão nos movimentos sociais e até no PT. Hoje, boa parcela do PT prefere tentar desgastar o governo Temer, que tem apoio de forças conservadoras, para recuperar o cacife eleitoral do campo da esquerda política para a eleição presidencial de 2018.

Só um furacão da Lava Jato que tornasse inviável o governo Temer poderia elevar a possibilidade de dar certo essa tese de antecipar a eleição presidencial. Para isso, é preciso aguardar os desdobramentos da operação.

*

Reformas previdenciária e trabalhista

Em almoço nesta sexta-feira no Palácio do Jaburu, o presidente interino, Michel Temer, deverá tentar suavizar as resistências dos sindicalistas às reformas previdenciária e trabalhista.

Provavelmente, ele dirá que esses temas serão enviados ao Congresso somente após o fim da interinidade, o que dependerá da aprovação do impeachment de Dilma no Senado, e depois das eleições municipais de outubro. Os sindicalistas são contra a fixação de uma idade mínima para aposentadoria.

Na entrevista de Temer ao SBT na semana passada, ele disse ter simpatia pela idade mínima, mas afirmou também que poderia alongar um pouco mais esse debate antes de encaminhar a proposta para o Congresso. Ou seja, deixar temas mais espinhosos para depois de outubro e do fim da interinidade.

Como disse na entrevista na semana passada, Temer também deverá reafirmar aos sindicalistas que preservará os atuais percentuais de investimento na educação e na saúde na Proposta de Emenda Constitucional que fixará um teto para as despesas públicas e que haverá prazo determinado para essa medida vigorar.

Assim, ele procurará demonstrar que os sacrifícios para colocar a economia de volta nos trilhos não serão tão radicais como desejam o mercado financeiro e os empresários.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
21
  1. Nelson Scolese disse:

    Usando um discurso mentiroso e de porão, essa mulher deixou a economia do nosso país em frangalhos, com uma taxa de desemprego altíssima, colocou o Brasil de joelhos perante o mundo – com o ápice da idiotice quando defendeu “armazenamento do vento” na Assembléia da ONU – com a retomada da inflação galopante (basta ir ao supermercado pra comprovar), e ainda tem gente que defende a volta dela ao poder!!! Deveria ser impichada para todo o sempre! Presa incomunicável. Ela e o tal lula, mentor de tudo de ruim que vemos e vivemos. É triste a constatação de que o discurso de “proteção aos pobres” ainda surta efeito, mesmo que vomitado das bocas de ricaços como ela, lula e a quadrilha toda.

    • Luiz Silva disse:

      “Do ponto de vista político, foi uma jogada inteligente de Dilma Roussef defender uma consulta popular”. E do ponto de vista normal, aquele baseado na decência, retidão e integridade?
      Sabendo que poderia levar o país à falência se não renunciasse, Dilma não renunciou. Agora, defende antecipação das eleições.
      Nelson, o que dizer dos que ainda defendem a volta dessa senhora?

  2. rodrigo disse:

    Pra quem mentiu pra se eleger…alguem iria acreditar nessa jogada dela???

    • walter disse:

      Perfeito caro Rodrigo, depois de estrangular o País,causar um estouro desproporcional, pedalando…lá vem outro “golpe”…
      Kennedy, muito bem colocado, medida tardia…Tanto a dilma, quanto o lula, poderiam ter tentado uma aliança com Temer, para a governabilidade,foram tão radicais; NADA mudará seu Destino…o Supremo e o janot, tem muitos SEGREEEDDDOOS…
      A dilma não tem qualquer carta na manga…quanto as reformas do Temer, terá que aguardar a confirmação de sua posição, em definitivo;deverá aguardar o desfecho dos pedidos de prisão, e a situação do Cunha; este e o renan, são verdadeiras pedra no sapato dele; precisa deles, vejam que absurdo, para fazer o País andar; passar o Brasil a limpo, não será fácil não…

  3. Juliano Roberto disse:

    Kennedy, a Dilma, durante os anos que duraram sua “gestão”, abriu a boca ou pra falar barbaridades sem nexo na língua portuguesa ou pra mentir descaradamente para a população. Por que motivo alguém deve acreditar nela agora, que está fora do poder? Outra: por que ela quer voltar ao poder, se é pra chamar eleições? Continua sem ter nexo. Desta vez, não com o idioma, mas com a lógica. Ou talvez a jogada seja outra. Novo estelionato baseado em mentiras pra continuar sentada da cadeira. Alguém pega essa onda?

  4. Santos disse:

    Será que alguém ainda acredita no que esta senhora fala e faz? Se acontecer o absurdo desta senhora voltar ela além de acabar de quebrar o falido Brasil, seguirá o exemplo do grande “estadista democrata” o sr. Nicolas Maduro, que está “empenhadíssimo” em realizar um plebiscito popular na Venezuela sobre sua permanência no cargo. E antes que os defensores da senhorinha digam que apoio o sr. Temer, defendo é faxina TOTAL na política com punição a TODOS que sejam corruptos e responsabilidade na economia.

  5. James Fiasco disse:

    A reforma da previdência não é assunto urgente, já que atua sobre o caixa do governo progressivamente e ainda em futuro incerto. Há coisas mais importantes a se fazer, exemplo: economizar. A entrevista de Dilma deixou mais claro do que nunca que ela não foi, não é e nunca será uma estadista. A sensação que fica sobre a proposta de eleições gerais é a de que ela, se for bem sucedida nesta estratégia, vai ‘barrigar’ isso até 2018. Está mais do que na cara. Alegando obstáculos operacionais e mentindo mais uma vez para o eleitorado. Se voltar ao poder, vai fazer a mesma coisa que fez desde 2011, ou seja, não fará nada. Dilma entrará para a história como a pior escolha eleitoral já feita na república brasileira. Um fiasco é o que ela é.

  6. DONG disse:

    Curiosidades:

    1. O fato de que os políticos que mais aparecem na mídia são os mais corruptos.

    2. Não se fala mais em outras coisas importantes e boas no Brasil, só se fala em como os políticos irão se livrar da justiça.

    3. A politica virou assunto policial e o noticiário 90% é assuntos policiais.

    Que barbaridade ! ninguém aguenta mais isso.

  7. Alberto disse:

    Entendi,é um golpe no que dizem ter sido um golpe.É o golpe no golpe,hilariante.

  8. heitor disse:

    O pedido de novas eleições por Dilma não esta tarde de mais. Tanto agora quanto antes da votação da câmara as chances de isso acontecer é mínima.

    Agora a chances são até maiores já que o governo Temer esta pior que o imaginado.
    Agora do que adianta eleições para presidente se os deputados e os senadores serão os mesmo?
    Esse congresso é parte muito grande dessa crise. Inviabilizou o governo Dilma, esta sugando o Temer e vai ser um peso morto para o próximo presidente.
    Assim o melhor é eleição para tudo deputados, senadores e presidente.
    Poderia fazer uma reforma política básica. Estabelecer limites para reeleição no legislativo, dois mandatos para senadores, 2 ou 3 para deputados e vereadores (assim acaba com os eternos deputados e senadores). E o fim das coligações para o legislativo (fortalece os partidos, diminuindo gradativamente os números de partidos).

  9. jose joaquim castro disse:

    Eleições Já!

    Fora Golpe e Golpistas!!!!

  10. Alessandre disse:

    O que fica claro nos comentários, e é reflexo no pais, é que temos uma boa parcela da população que “defende a democracia”, mas não aceita o resultado das urnas. Preferem ver tolhido seu direito ao voto à mostrar isso nas urnas. Sentem calafrios só de ouvir falar em “Consulta Popular”. Se essa parcela não tem medo do que vai sair das urnas, então apoie a ideia. Senão, tá na cara que o que temem é que seu candidato preferido perca as ELEIÇÕES DIRETAS e tenha que subir ao poder novamente por meio do JUDICIÁRIO e do congresso corrupto.
    E não venham me rotular disso ou daquilo apenas por não concordar com sua opinião. Apenas não me sinto representado por politicos sujos que chegam ao poder por atalhos. Quero votar, quero ter o poder de escolher, ainda que perca.
    Assim se faz a democracia, aprendendo com os erros. Respeitando a vontade da maioria.

    • eurides disse:

      Parabens, Alessandre. Voce falou tudo. A maioria dos comentarios aqui e’ superficial, evasiva, inocua. Querem uma mudanca magica do sistema. O que nao vai acontecer. Podemos mudar o sistema atraves de eleicoes, atraves do voto. Nao adianta propalar que todo politico nao presta e e’ corrupto. Eles sao nossos representantes, eleitos por nos. A responsabilidade e’ nossa. Vamos melhorar o voto!

  11. Joaquim José da Silva Xavier disse:

    Kennedy, apesar de concordar que o discurso de novas eleições deveria ter partido dela antes, acho que não veio tarde.
    pois boa parte do eleitorado insatisfeito com o governo Dilma, achava, iludido, que Temer poderia representar algo melhor em termos de competência e moralidade . . e a cada dia que passa isso só se comprova ser impossível.
    A cada ministro que cai, a cada suspeita da mão de Eduardo Cunha por traz de alguma decisão do Interino a cada passo mal dado, essa parcela da população que apoiou Temer mostra-se arrependida ou pelo menos calada.
    Se Dilma sinalizar o compromisso de novas eleições, parte da população vai a rua pedir pra Diretas já, e a outra parte não vai se dispor a defender Temer . . .

    Sendo assim, essa parcela da população, vai chegar a conclusão que eu, particularmente, já percebi desdo antes do fim de 2015: Dilma Rousseff não governa e se cair, Temer tampouco governará!!!
    6 meses após isso se comprova!!!

    deixemos na mão do povo e viva democracia

  12. joao dias disse:

    A maioria dos governadores, de Estados ricos e pobres, não estão dando conta de quitar a folha de pagamento do funcionalismo concursado, comissionado e terceirizados através de Ongs e de empresas
    privadas. Houve abuso nas contratações de não concursados e falta de planejamento orçamentário. E não é justo, os governantes tentarem, agora, recorrer ao costumeiro aumento de impostos e serviços, para suprir uma séria falha de governança na administração dos recursos do erário. Lembramos que com uma inflação anual abaixo de 9%, já corrigiram o preço da energia em mais de 50% e da água e outros ítens em mais de 20%. Para a maioria que a única renda é o salário, deixar de recebe-lo , é um desastre familiar , pois reflete no orçamento da educação, da saúde, do transporte , da alimentação, da habitação, da energia, da água e esgoto sanitário. E o mau exemplo é da União tambem e que passa pelos mesmos problemas. Funcionalismo tem que ser concursado , com um basta nas contratações politicas.

  13. Na minha opinião, a melhor solução é esperar os desdobramentos da Lava Jato, Zelotes e Acrônimo, até 2018.
    Vamos ter mais clareza para votar naqueles que não estão envolvidos com a corrupção.
    As operações da Polícia Federal e do Ministério Público vão retirar a liberdade de alguns evitando que se candidatem e outros ainda que estejam livres, estarão expostos pelas provas colhidas e delações premiadas.
    Toda a rede de corrupção ficará as claras para os eleitores.
    Eleições agora só dará fuga a bandidos que querem um foro privilegiado pra chamar de seu.
    Se houver um plebiscito o meu voto é pela recusa de eleições agora.

    • Joaquim José da Silva Xavier disse:

      pergunta: se Dilma vencer no Senado, vc continuará sendo contra antecipação das eleições? continuará achando que devemos dar trégua à Presidente e deixar governar até 2018?
      kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      se és contra políticos corruptos no poder, e hoje no governo do Interino, tal qual no governo Dilma, indubitavelmente temos vários deles . . . porque está contra eleições?

  14. Quem quer defender um plebiscito e eleições já, deve cruzar a fronteira e juntar-se ao povo da Venezuela.
    Lá a democracia corre grande perigo e há a necessidade de novas eleições com urgência.
    Aqui só precisamos de mais operações da Polícia Federal e mais agilidade da Justiça Federal de última instância.
    Eleições municipais em 2016 e eleições para o Poder Executivo e Legislativo Federal em 2018.

    • Joaquim José da Silva Xavier disse:

      não entendo como pedir a opinião da população seja atentado a democracia . . . talvez pq não tenho cabeça de golpista!!!

      aahhh, impeachment por algo que não se sabe ao certo se sequer configura ilícito penal, não é atentado a democracia, plebiscito que é!!!

  15. Dave Fernandes disse:

    Kennedy não vejo inteligência numa figura que comprovadamente mente, está desesperada, e claramente quer a “caneta” de volta para salvar seu projeto de poder.
    não há inteligência, apenas instinto predatório, e nós somos a presa.

  16. Maria da Consolação disse:

    Não concordo com novas eleições pois quando votei em Dilma era pra ficar até 2018. E ainda sinto que o meu voto foi surrupiado pelo Congresso Nacional. Mas sei das dificuldades que ela teria para governar esse país, com esse Congresso Nacional horroroso que temos. Então, que venham novas eleições, inclusive no Congresso Nacional. E que Moro, megalomaníaco, não venha com a graça de mandar prender o Lula.

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