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Política
25-07-2019, 20h20

Toffoli acerta ao admitir antecipar julgamento sobre atribuições do Coaf

Decisão do presidente do STF beneficiou clã Bolsonaro
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Kennedy Alencar
BRASÍLIA

O presidente do STF, Dias Toffoli, fez bem ao declarar que levará ao plenário do Supremo o mais rapidamente possível a decisão sobre compartilhamento de informações entre órgãos de controle sem autorização judicial. Ele admitiu hoje antecipar o julgamento, que está previsto para novembro.

Toffoli sofreu um bombardeio porque suspendeu apurações que compartilharam informações de órgãos de controle sem autorização judicial. Há prós e contras em relação ao tema.

O presidente do STF atendeu a um pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) para sustar investigação no Ministério Público do Rio de Janeiro que teve início a partir de aviso do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

A decisão do STF blindou politicamente os Bolsonaro, inclusive o presidente da República, que até hoje não respondeu como emprestou R$ 40 mil a Fabrício Queiroz _se assinou cheque, deu dinheiro vivo ou fez transferência bancária.

Apesar da decisão a favor do filho do presidente, Toffoli apanhou nas redes sociais, inclusive de bolsonaristas, porque integrantes da Lava Jato reclamaram que investigações de lavagem de dinheiro seriam paralisadas.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, recorreu parcialmente da decisão de Toffoli. Integrantes do Ministério Público, alguns da Lava Jato, entenderam o recurso como forma de beneficiar Flávio Bolsonaro. A assessoria da procuradora-geral da República negou tal intento.

Fato: Dodge está em campanha para ser reconduzida ao cargo. Nos bastidores, ela tem o apoio dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, David Alcolumbre (DEM-AP).

Bolsonaro ainda não tomou decisão sobre o próximo chefe da Procuradoria Geral da República. Se desrespeitar a lista tríplice da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República), será um retrocesso. O presidente da República pode reconduzir Dodge ou tirar um nome do bolso do colete.

Ouça o comentário a partir dos 6 minutos e 5 segundos no áudio abaixo:

Comentários
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  1. walter nobre disse:

    Sabe o que acaba sendo mórbido caro Kennedy; jamais em tempo algum, aliás, pela demora na reivindicação do Flavio, só ocorreu tal atitude da parte do ministro, por conveniência, e todos os seus pares sabem disso; sua mira foi em cima do COAF, para impugnar, melhor atrapalhar, qualquer investigação, de valores em transito, conforme confirmado anteriormente, pelo colegiado, inclusive por voto dele; legitimas investigações, praticadas pelo órgão, sob a égide do Paulo Moro; fica totalmente desrespeitoso, e fora de proposito, medidas monocráticas, sem critérios técnicos, e total falta de compromisso com a Nação, e a constituição…tanto isto é fato, será derrotado, pela maioria da corte, pelo motivo exposto…quanto a Raquel Dodge, pode ter apoio do Papa, mas não tem sido a procuradora da confiança do presidente…quanto a lista tríplice, pode ser mudada a critério do presidente, em qualquer tempo…nada o impede de escolher um representante de sua escolha, fora dela…

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