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Entrevistas
26-09-2015, 14h07

Trabalhadores perderiam mais em governo Temer, diz Guilherme Boulos

Para coordenador do MTST, ajuste de Dilma é parecido com receita de Aécio
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ISABELA HORTA
Brasília

Para Guilherme Boulos, coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), o ajuste fiscal do governo Dilma Rousseff é semelhante ao que foi defendido por Aécio Neves (PSDB) na campanha eleitoral de 2014.

“É um programa que deu errado na década de 90 em toda América Latina e que está levando a Europa, desde 2008, a níveis de desemprego e de pobreza estratosféricos”, diz.

Mas, na avaliação de Boulos, “o inferno seria o limite” se Aécio governasse o país. “Nunca se pode subestimar a capacidade tucana de fazer maldade contra o povo”, afirma o coordenador do MTST.

A respeito de um eventual impeachment da presidente, Boulos diz: “Não achamos razoável qualquer saída para esta crise que seja à direita. Uma saída com Michel Temer, com Eduardo Cunha e com o PSDB é uma saída em que os trabalhadores e a maioria do povo brasileiro não ganha em nada.”

Para Boulos, é “inadmissível” o corte de programas sociais e direitos trabalhistas para reequilibrar as contas públicas. “Isso é querer resolver a crise fiscal agravando a crise social.”

“Os bancos, as grandes empresas, o setor do agronegócio e o setor da construção tiveram lucros recordes nas últimas décadas no Brasil no período da bonança, muitas vezes com incentivo fiscal e desoneração. Então, é preciso que paguem a conta neste momento da crise”, afirma.

Na avaliação do coordenador do MTST, o sistema tributário brasileiro está virado “ao contrário”, favorecendo a concentração de renda no país. Ele defende alterações nas taxas de impostos em que os ricos contribuam proporcionalmente mais do que os pobres.

“Quando se fala em taxação de grandes fortunas, você é comunista ultrarrevolucionário. Agora, a taxação está prevista na Constituição Cidadã de 1988. Isso não é exatamente comunismo”, diz.

Perguntado sobre o déficit habitacional do Brasil, Boulos afirma que a solução para o problema “não é só dinheiro ou construir casas”. “A valorização imobiliária terrível expulsa as famílias mais pobres e acaba transformando as cidades numa máquina de produzir sem-teto. Você não zera déficit habitacional sem reforma urbana”, afirma.

Confira a entrevista:

Nesta semana, o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) realizou ações em várias cidades contra o ajuste fiscal do governo federal. Uma das principais críticas do grupo é que os trabalhadores e servidores públicos estão pagando a conta da crise econômica. Quais medidas o MTST defende para enfrentar a crise econômica que o Brasil vive hoje?

Nós achamos que a crise econômica tem de ser enfrentada através de uma taxação daqueles que mais ganharam no período de crescimento econômico. Os bancos, as grandes empresas, o setor do agronegócio e o setor da construção tiveram lucros recordes nas últimas décadas no Brasil no período da bonança, muitas vezes com incentivo fiscal e desoneração. Ou seja, mamando na teta do Estado. Então, é preciso que paguem a conta neste momento da crise. É inadmissível que a saída para a crise fiscal que o governo adote seja cortar investimento social, cortar programa e atacar direitos trabalhistas.

O governo quer recriar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), o imposto do cheque. O ministro Joaquim Levy diz que seria uma medida transitória para atravessar a crise econômica. O senhor acha que é uma solução adequada para reequilibrar as contas do governo?

O principal problema não é a volta da CPMF. O principal problema é que ela não venha com uma alíquota progressiva. O principal problema é que, junto com a volta da CPMF, venha uma redução do IOF (Imposto sobre Operação de Crédito). Isso não dá. A melhor alternativa, como se chegou a ser aventado, seria a criação de novas taxas de Imposto de Renda ou a regulamentação da taxação das grandes fortunas, que é um imposto previsto na Constituição de 88. É importante que se diga isso. Quando se fala em taxação de grandes fortunas, você é comunista ultrarrevolucionário. Agora, a taxação está prevista na Constituição Cidadã de 1988. Isso não é exatamente comunismo. Esse tipo de medida, na nossa avaliação, seria muito mais efetiva e justa pra solução da crise.

O PT está há 13 anos no poder. Por que essas medidas que o MTST defende, que são pautas históricas da esquerda, não conseguiram avançar nos governos do ex-presidente Lula e, agora, da presidente Dilma Rousseff?

Veja, o governo do PT nesses 13 anos conseguiu avanços sociais. Isso não deve ser negado. Houve uma melhoria para os mais pobres no país. Mas também é verdade que os governos do PT nesses 13 anos não enfrentaram o tema das reformas estruturais do Brasil. Por exemplo: o sistema tributário. O sistema tributário do Brasil é escandaloso. Mais de 50% dos impostos são sob o consumo, 20% sob renda e menos de 5% sob a propriedade. Veja a arrecadação federal de ITR [Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural] em um ano. O Brasil é o país dos latifúndios. Em um ano de ITR não dá três meses de IPTU [Imposto Predial Territorial Urbano] da cidade de São Paulo. Ou seja, os ricos do Brasil proporcionalmente pagam menos impostos do que os pobres. É uma estrutura tributária virada ao contrário, que acaba servindo ao modelo de concentração de renda. O problema é que os governos do PT não enfrentaram isso, da mesma forma que não enfrentaram a reforma urbana, a reforma agrária, não fizeram reformas no sistema político ou democratização das comunicações no país. Os sistemas permaneceram silenciados nesses13 anos.

Para muitos intelectuais da esquerda, o ajuste fiscal do governo Dilma e do ministro da Fazenda Joaquim Levy é muito semelhante ao que seria adotado se Aécio Neves (PSDB) tivesse sido eleito. Na sua avaliação, a situação política e econômica seria diferente hoje se o tucano tivesse ganhado as eleições? O país estaria passando pelos mesmos problemas?

Nunca se pode subestimar a capacidade tucana de fazer maldade contra o povo. De fato, o que a Dilma está aplicando, uma coisa é certa, é o programa que o Aécio falou que ia aplicar. Em muitos pontos é esse o programa que está sendo aplicado no país. É um programa de ajuste fiscal, de austeridade, é neoliberal. É um programa que deu errado na década de 90 em toda América Latina e que está levando a Europa, desde 2008, a níveis de desemprego e de pobreza estratosféricos. Agora, sempre é possível piorar. Isso não é um bom prognóstico para o país. É possível piorar mesmo ainda no governo Dilma se ela recuar a cada nova ofensiva da banca. O governo Aécio da mesma maneira. Acredito que o inferno seria o limite.

Entre as novas medidas do ajuste fiscal anunciadas neste mês, o governo afirmou que deixará de injetar R$ 4,8 bilhões no “Minha Casa, Minha Vida” (MCMV) em 2016. Foram realizadas algumas alterações que vão encarecer o custo do imóvel para as famílias que estão que têm renda mais baixa. Como o sr. avalia essas alterações no MCMV? Havia outras soluções para economizar com os gastos do programa?

Primeiro, nós não achamos que deveriam mexer no “Minha Casa, Minha Vida” nem em nenhum programa social. Isso é inadmissível. Isso é querer resolver a crise fiscal agravando a crise social. Agora, o orçamento deficitário que foi enviado ao Congresso, nele próprio já é extremamente reduzido em relação ao MCMV. São R$ 15,6 bilhões, sendo que mais de R$ 8 bilhões é pra continuidade de obras que já estão em andamento, que já foram contratadas. O número de contratações do ano que vem já com aquele orçamento que foi enviado seria bastante reduzido. Ainda assim, fazer a mudança de fonte de financiamento para o FGTS que foi anunciado no pacote, isso gera dúvida. Nós fizemos mobilizações nesta semana e a Presidência da República respondeu por meio de uma nota dizendo que essa mudança na fonte de financiamento não vai alterar. A gente espera que seja assim, mas é preocupante porque é FGTS contra juros. Não é mesma coisa que o orçamento da União. Então, o governo se posicionou. Isso é um sinal, mas, mesmo que esses R$ 4,8 bilhões não sejam um corte, o orçamento anterior já é extremamente enxuto e inaceitável.

Um estudo da FGV-SP divulgado no ano passado apontou que, para zerar o déficit habitacional, será necessário investir R$ 76 bilhões por ano até 2024. Segundo a pesquisa, 20 milhões de família estarão em estado de necessidade em 2024. Mas o cenário econômico brasileiro atual não é positivo. Recentemente, o governo anunciou um corte de R$ 26 bilhões no orçamento de 2016 para tentar equilibrar as contas públicas. A previsão do PIB de 2015 também foi reduzida e a expectativa é de que haja uma queda de 2,44% em relação ao ano passado. Com esse cenário econômico desfavorável, o sr. acha que é possível resolver o problema habitacional do país nos próximos 10 anos?

É importante considerar que esse estudo da FGV faz uma análise unilateral. O problema habitacional no Brasil não é só dinheiro, não é só construir casa. Eu vou te dar um exemplo: o MCMV construiu até agora mais de dois milhões de casas. O déficit habitacional hoje nas grandes metrópoles do país é maior do que era antes do programa, porque você tem uma dinâmica de especulação imobiliária. O preço da terra virou ouro. Aluguel aumenta. Você tem despejos. A valorização imobiliária terrível expulsa as famílias mais pobres e acaba transformando as cidades numa máquina de produzir sem-teto. Mais do que ter novos investimentos, pra falar em zerar o déficit, seria preciso ter uma nova política urbana. Ou seja, uma nova lógica de desapropriações, de aplicação do Estatuto da Cidade e com enfrentamento da especulação imobiliária e do setor da construção. Você não zera déficit habitacional sem reforma urbana.

Setores importantes da oposição tem defendido que Dilma deve sofrer impeachment, alegando que a presidente cometeu crimes de responsabilidade ao realizar, por exemplo, as “pedaladas fiscais” e a compra da refinaria de Pasadena nos Estados Unidos. Dilma diz que há uma “cultura do golpe” no país. Como o sr avalia o debate do impeachment? É legítimo? O sr. vê motivos para ela sofrer um impedimento?

Não achamos razoável qualquer saída para esta crise que seja à direita. Uma saída com Michel Temer, com Eduardo Cunha e com o PSDB é uma saída em que os trabalhadores e a maioria do povo brasileiro não ganha em nada. Não dá pra tratar esse tema como temporada de caça. Determinados grupos políticos da direita histórica brasileira, por mais que a Dilma faça todas as concessões que está fazendo pra eles, resolvem derrubar a Dilma e saem caçando país a fora motivos pra poder legitimar isso. Isso nós não achamos aceitável.

Durante a campanha eleitoral, Dilma prometeu que não mexeria no direito dos trabalhadores “nem que a vaca tussa”. Disse também que o Brasil ia “bombar” em 2015. Do início do ano pra cá, a presidente alterou regras trabalhistas que atingem, por exemplo, o seguro desemprego e as pensões. Lançou também um ajuste fiscal, com medidas bastante impopulares. O MTST apoiou a reeleição de Dilma no segundo turno. O sr. se arrepende em ter votado nela? Houve estelionato eleitoral, como alguns opositores afirmam?

É fácil fazer previsão a posteriori. Naquela conjuntura, nós entendemos que a decisão mais acertada era, sim, os movimentos sociais tomarem uma posicionamento contra o retrocesso representado por Aécio. A Dilma encampou o programa do adversário dela. Esse foi o grande problema. A saída pra nós não vai se dar olhando no retrovisor. Se dá olhando pra frente. Desde as eleições pra cá nós estamos articulando ações para os movimentos sociais. Houve grandes mobilizações neste ano. Vamos lançar em São Paulo no dia 08/10 a Frente “Povo sem Medo”, que reúne mais de 20 movimentos sociais brasileiros pra construir uma agenda de mobilização e propostas para 2016. Ou seja, nós entendemos que a disputa tem se dar nesta conjuntura onde você tem de um lado um governo que ganhou fazendo um discurso contra a austeridade, mas que está aplicando essas medidas, que tem de ser combatidas pelo movimento social, e você tem, de outro lado, setores de uma direita rançosa, reacionária, intolerante, que está com muito peso no Congresso Nacional e que tem tomado parte das ruas em manifestações odiosas, o que também precisa ser enfrentado pra construir uma saída popular pra crise no Brasil.

Em 2013, ocorreram diversas manifestações contra a realização da Copa do Mundo no Brasil. Os manifestantes pediam, em geral, mais recursos na saúde, educação e transporte público. Neste ano, as manifestações de rua pedem a saída da presidente e há até quem defenda a volta da ditadura militar. Por que a esquerda não conseguiu mais realizar atos tão grandes como os de 2013? Falta unidade nos grupos de esquerda no país?

Eu acho que o problema é que a esquerda deixou de fazer trabalho de base. A esquerda deixou de disputar as ruas, mentes e corações e passou a se dedicar só a disputar voto e posições no Estado. Isso gera um esgotamento. Ao invés de mudar o sistema político, alguns setores acabaram absorvidos por ele. Para que a gente consiga construir uma saída de baixo e pela esquerda para a crise, é preciso retomar o trabalho de base. É a esquerda voltar a trabalhar nas periferias de grandes cidades, fazendo debate com o povo pobre deste país e, ao mesmo tempo, retomar as ruas como um espaço de fazer política. Lamentavelmente, as urnas quase que monopolizaram a política brasileira nos últimos 20 anos. É preciso lembrar que as ruas também são um espaço de atuação política. Eu acho que os caminhos para a esquerda brasileira estão por aí.

Foto home: Oswaldo Corneti / Fotos Públicas (25/09/2014)

Comentários
11
  1. robyson andreotti disse:

    como no passado, esses líderes de movimentos sociais, que falam bonito, para seus liderados, procuram se eleger com votos dos mesmos.

  2. César disse:

    Rouba mas faz! Robin Hood ao contrario! Dá com uma mão e retira com a outra! Foi sem querer querendo! As desculpas do indesculpável!

  3. Pasquale disse:

    Eu acho que os Petroleiros, pensam diferente do MTST.
    Acordaram tarde,a empresa esta praticamente falida.

  4. Walter disse:

    Este Sr.me pareceu bastante contraditório. Ao mesmo tempo que faz a negação de um hipotético governo PSDB ou PMDB , critica o PT por adotar medidas que seriam daqueles partidos. Afinal, o que ele queria depois de uma campanha que tinha como alvo esconder a real situação do País. Qualquer um que assumisse o governo tomaria estas medidas , mas políticamente com mais sucesso pois poderia atribuir a culpa e criticar os governos passados, coisa que hoje é impossível e temos que conviver com esta hipocrisia governamental.

  5. antonio barbosa disse:

    A propriedade, os estádios e o cachorro. A propriedade em sua grande maioria é adquirida depois de muita luta e suor por parte daqueles que trabalham. Há exceções claro. Os estádios de futebol pós copa é o grande legado do PT para os “coxinhas” porque somente eles conseguem pagar os ingressos. E o cachorro? Bem o cachorro vive tomando prédios públicos e latindo para àqueles que julga seus inimigos, mas come muito bem na mão de quem os alimenta abanando o rabinho.

  6. César disse:

    O problema para fazer o que o senhor Guilherme Boulos propõe, é que não há recursos. Os recursos se esgotaram! Querer que o Brasil faça tudo isto, eu também quero. O problema é que entre o querer e o poder, existe uma grande distância. É só a mesma distância entre a ficção e a realidade. No discurso as propostas são lindas! No mundo real as coisas não funcionam assim. Na prática temos uma taxação enorme, que não entrega serviços de qualidade. Paga-se impostos para ter escolas para os filhos. Paga-se novamente por escolas particulares, pois as escolas do governo não formam e não preparam os alunos para concorrerem como os alunos de escolas particulares em igualdade. Pagou-se duas vezes pelo mesmo serviço. Paga-se impostos para ter segurança. Paga-se seguro para o automóvel, seguro residencial, vigilante, porteiro, estacionamento, guarda noturno, coloca-se alarme, blindam-se os automóveis, câmeras de segurança. Porque? Por que o governo não entrega segurança alguma! Pagamos por algo, que já havíamos pago antes. Paga-se impostos para poder ter um sistema de saúde. Paga-se novamente por um plano de saúde privado, por que o oferecido pelo governo é horroroso. Faltam médicos, faltam remédios, faltam macas, faltam leitos. Morre-se sem atendimento! Mais uma vez somos penalizados pela incompetência na gestão dos recursos públicos. Paga-se impostos para ter-se transporte de boa qualidade. O transporte é caro e a qualidade é péssima! As pessoas que tem condições de adquirir um veículo próprio, desembolsam recursos para poderem ter um pouco mais de dignidade no seu ir e vir, diário ao seu trabalho e lazer. Pagando IPVA para ter vias públicas bem sinalizadas e asfalto bem cuidado. Recebem uma sinalização precária, com semáforos quebrados e ruas esburacadas e mal conservadas. Pagamos duas vezes por tudo! Uma para o governo incompetente e outra para a iniciativa privada. Então a pergunta que não quer calar. Para que pagamos ao governo, se não nos entrega nada de volta? Para que sustentamos tantas mordomias? O tamanho do Estado Brasileiro tem que diminuir. Não será criando novos impostos e aumentando ainda mais a carga tributária que vamos gerar eficiência administrativa no Estado. O Estado tem que melhorar a sua gestão combatendo o desperdício, a corrupção e o nepotismo. O Estado tem que valorizar o dinheiro do contribuinte! Que é um dinheiro sagrado, conquistado com o suor dos nossos rostos e priorizar as áreas que vão receber os investimentos. Saúde, educação, transporte e segurança. Menos impostos e mais salários! Para que as pessoas possam conquistar os seus objetivos com a dignidade do trabalho e com os seus esforços, gerarem riquezas para subirem os degraus da pirâmide social e ajudarem o país. Não é empobrecendo a todos que vamos acabar com a pobreza! Não é aumentando impostos que vamos sair da crise! Não é perpetuando um governo corrupto com ideias ultrapassadas que vamos construir um país mais justo! Parem de tentar nos enganar!

  7. trabSaoBer disse:

    Esse cara nunca aparece trabalhando, só falando e fazendo passeata durante dia de semana. Não acho que esteja qualificado p/ falar em nome dos trabalhadores, que estão sendo massacrados pela inflação nesse ocaso do governo Dilma. Além disso, o desemprego (quase um milhão de vagas fechadas este ano) é consequência da falta de confiança dos empresários e investidores no governo Dilma.

  8. César disse:

    No país em que os bandidos querem se passar pelos mocinhos, tudo vai mal. Direitos humanos apenas para os desumanos e nenhum direito para os honestos. Juros baixos e subsidiados para os ricos, juros altos e impagáveis para os pobres. Quando se invertem os valores de uma sociedade, descontrola-se a ordem natural das coisas, vira-se o país de ponta-cabeça, troca-se os pés pelas mãos e tudo anda para trás. Impera o avesso do correto!

  9. Alberto disse:

    Um burgues do capital alheio.

  10. Pasquale disse:

    A mentalidade do PT,obstaculiza qualquer esperança.

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