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Política
27-05-2017, 8h37

Um dia sem vencedores

Protesto na Esplanada descambou para a violência
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Daniela Martins
BRASÍLIA

As marcas do confronto em Brasília entre um grupo de manifestantes e a Polícia Militar eram visíveis no dia seguinte à manifestação da tarde de quarta-feira (24).

A Esplanada dos Ministérios recebeu 35 mil pessoas, segundo cálculos da polícia, que protestavam contra as reformas trabalhista e previdenciária e pediam a saída do presidente Michel Temer e a realização de eleições diretas.

A certa altura, abriu-se um campo de guerra. Ministérios foram depredados e queimados, bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha foram lançadas. O que se viu foram atos de violência de parte a parte.

Do lado dos manifestantes, a violência de poucos abafou as vozes legítimas de muitos. O que dominou o noticiário foram as cenas de destruição, não as reivindicações pretendidas.

Do lado da polícia, ficou evidente, mais uma vez, o despreparo para lidar com situações de conflito e o uso de métodos de repressão truculentos, inclusive arma de fogo, contra a população civil. A CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos) e o ACNUDH (Escritório Regional para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos) condenaram em um comunicado o uso excessivo de força na repressão de protestos no Brasil.

Em poucas horas, o que era para ter sido um ato por direitos sociais terminou com um decreto em que o presidente da República dava poderes às Forças Armadas para, durante uma semana, garantir a lei e a ordem em Brasília, revogado já na manhã seguinte.

Manifestantes perderam a voz de protesto, agentes de segurança pública perderam o controle, a Presidência perdeu força ao agir com precipitação.

Não houve vencedores na batalha, ficaram apenas destroços carregados de simbologia.

Cenas da Esplanada em 12 fotos:

 

Fotos: Daniela Martins, na manhã do dia 25 de maio.

Comentários
7
  1. Rogério Marques disse:

    Cuidado, Kennedy. Essa tentativa de equilíbrio pode causar vertigem.

    • walter disse:

      Exatamente Rogério, estas manifestações na esplanada, vou certamente encomendada, pelos sindicatos e partidos da esquerda, diante da fragilidade que o próprio governo patrocinou…quanto a convocação do exercito, foi exagerada mas eficaz, se tem uma coisa que a esquerda tem horror, é de militares…nada demais ao meu ver…O temer esta vendido; tenta manter aliados, e ao mesmo tempo, costura um acordão, mas sai pela porta da frente….segundo reportagem recente, querem livrar os “tubarões das garras do Dr Moro, como o lula e outros a caminho do calabouço…fica muito claro, que as raposas felpudas, continuam a dar as cartas, nas “barbas” do Povo; pretendem eles reeleger indiretamente um “boneco”, que permitirá as mamatas, e carregar o País, com minimas condições até 2018; quando pretendem MANIPULAR as eleições novamente, elegendo outro dominado, escolhido a dedo; nesta hora, nos livraremos do lula e de outros velhacos, mas não adiantará de fato;se o Brasil não ficar esperto, morrerá.

  2. Jonas disse:

    Nas manifestações de 2013 também houve baderna, com quebra de vidros e incêndios, no entanto a Dilma mandou NÃO reprimir as manifestações e a imprensa golpista deu razão ao povo sem se importar com o vandalismo, e mal haviam motivos para tal manifestação. Já nas manifestações de 2017, com muitos motivos para se manifestar, o presidente golpista chama o exército enquanto a imprensa mostra apenas o vandalismo para desqualificar os manifestantes, sem sequer mencionar o circo que ela própria ajudou a transformar o Brasil nos últimos anos.
    Em 2017 o povo já sabe que as elites políticas e econômicas do Brasil, incluindo a imprensa, não se importam com o povo ou com o país, mas apenas com poder e o dinheiro que eles roubam do povo.

    • Sebastiao Canabrava disse:

      Jonas voce escreveu muito bem. Poucos aqui se expressam sem partidarismos. A maioria e’ partidaria, imediatista, desinformada e ignorante. Parabens!
      Os politicos, e’ bem verdade, estao governando mal (com excessoes), mas a midia em geral (tambem com excessoes) tambem esta encaminando o pais para o buraco. Pois, com parcialidade, manipulam a noticia, descaracteriza o fato.
      Um exemplo bem claro da manipulacao da midia, e’ a posicao do grupo Globo hoje frente ao governo federal. No governo Dilma, todo dia no Jornal Nacional havia uma noticia negativa preparada para manipular a opiniao publica. Por um triz, quase a Globo consegue emplacar o Aeico como presidente. E, no governo Temmer, pelo noticiario Globo, acabou as mazelas do dia para a noite. No entanto, agora recentemente, algo aconteceu (e nao e’ somente a delacao de Joesley, inocentes), a Globo trabalha incessantemente para derrubar o Temmer.
      Por que a Globo mudou de ideia? Vamos ficar atentos e logo saberemos.

  3. José Vidigal disse:

    Quem eram os arruaceiros? A quem representavam? Porque estavam do outro lado da explanada, oposto ao da manifestação? O que pretendiam com os seus atos? Porque o presidente convocou o exército? Qual era a sua verdadeira pretensão? Como se vê, são muitas perguntas sem respostas. A imprensa brasileira como sempre dá a sua versão tendenciosa.

  4. Marco Túlio Castro disse:

    Mais um espetáculo dos trogloditas patrocinados pelo imposto sindical. E o povo vai pagar pelo prejuízo.

  5. Sheila disse:

    Protesto é uma coisa agora bando de vândalos é outra!!! e pior que sobra tudo para nós…o sindicato faz uma lavagem cerebral nesses vândalos.

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