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Geral
21-02-2018, 8h47

Villas Bôas mostra despreparo para ação no Rio

Pedido para evitar Comissão da Verdade é descabido
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KENNEDY ALENCAR
LONDRES

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, fez um pedido descabido numa democracia. Ele disse que seria preciso uma “garantia para agir sem o risco de surgir uma nova comissão da verdade”.

Se a intervenção não desrespeitar a lei, não desrespeitar os direitos e garantias individuais, não há razão para preocupação. É quase um pedido para agir à margem da lei.

É surpreendente essa frase, porque o general Villas Bôas é um dos quadros mais progressistas e legalistas das Forças Armadas. Provavelmente, é um dos mais preparados militares do país.

Surpreende que ele dê eco a essa visão retrógrada de boa parte da cúpula militar em relação à Comissão da Verdade. Essa comissão deveria ter sido vista pelos militares como uma oportunidade para reconciliação com erros do passado, uma reconciliação com a sociedade civil que sofreu com a clava que perseguiu, torturou e matou em 1964.

Esse pedido do general Villas Bôas mostra uma incompreensão da democracia que suscita uma indagação a respeito do preparo para essa missão de intervenção no Rio. É uma afirmação que sinaliza despreparo para a tarefa.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”, que também falou do risco que a intervenção no Rio traz para a agenda de reformas:

Comentários
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  1. Roberto Kodama disse:

    Para mim, a declaração do Comandante do Exército, parece-me mais “alea jacta est” (A sorte está lançada) que Júlio Cesar pronunciou quando atravessou o Rubicão.

    • Antonio disse:

      Os moradores do Rio vivem em estado de tensão e medo. É um cenário de guerra urbana. E na guerra não existem leis, ou regras. Ou a sociedade extirpa de vêz este câncer ou o país sera dominado pelo crime organizado

    • walter disse:

      Caro Roberto, se tem algo que funciona neste país, quando sai em missão, é o Exercito Brasileiro; o general Villas Bôas esta recebendo uma missão espinhosa, mas não será nenhum problema cumpri la; enquanto afirmam estarem se preparando, as incursões ja começaram…não há caro Kennedy, nenhum engano ou qualquer insegurança…quanto a tal comissão da verdade, são infelizmente prejudicadas, pela retórica que os interessa do passado…não tenho duvidas, que os militares vão acabar com a liberdade dos bandidos presos, dos traficantes e dos milicianos…não vão resolver tudo, mas vão colocar ordem no “chiqueiro”…trocar comandantes envolvidos, e acabar com a liberdade de presos nas penitenciárias…quanto ao governo do RIO, precisa comprar equipamentos, o que é o mínimo, não esperam que o governo federal banque tais despesas previstas, do estado; este governador deveria estar preso, é um canalha.

  2. Georges Christian Costaridis disse:

    A verdade é uma só: ninguém na política está preparado para nada a não ser encher os bolsos. Esse país está jogado à própria sorte há décadas.Sem um povo politizado e ciente de seus deveres e direitos é o melhor que vamos conseguir: sobreviver.

  3. Sebastiao Augusto Canabrava disse:

    Bom, quero ver agora os defensores de Temmer. Quero ver agora a opiniao daqueles que defenderam aqui a Pec do teto.
    E ai, Sr Walter, tucano enrustico, o Sr defendeu aqui a Pec do teto assim como defende o picole de xuxu. Este que, sobre quem o judiciario nao pega por ser tucano. Voces endeusaram o Moro (agora ta’ se vendo que ele enganava voces tambem).
    Nao sou hipocrita. Mas o Sr e’ falso, se deixar levar por momentos. Apoiou Aecio e agora nega-o. Apoiou Temmer e agora o excomunga. Apoiou Moro e agora se cala. Apoiou Doria e agora o critica. Apoia Alkimin ate’ quando?
    Se toca! Tenha opiniao firma. Nao seja um vira-folha.

  4. João disse:

    Caro Kennedy… concordo plenamente com vc nesse quesito… no entanto essas questões legalistas vem sendo rompidas e desrespeitadas nos tres poderes desde o impeachment…. e cada vez mais… quem está preocupado com democracia??? ou com a constituição??? os golpes são assim…. ninguém sabe onde vai dar….É simplesmente ridículo o governo e seu grupo político defendendo a reforma da previdência como se ou acabamos com ela ou ela acaba com o brasil…. e num repente dão um cavalo de pau no discurso, jogam a tal “imprescindível” reforma para as calendas, e viram para a intervenção militar no rio….. é uma tentativa desesperada e populista (tomaram o discurso dos bolsonaristas)… uma tentativa de cair pra frente…. vai perdendo sustentabilidade cada vez mais… o rei está nú….. me admira muito o general Vilas Boas, me parece um militar bem preparado, entrar nessa aventura…. acho que ele está é sendo comido pelo brucutú do etchegoyen…

  5. Rodrigo Castro disse:

    Eis Kennedy como sempre atacando aqueles que defendem posições que afetam os interesses petistas (apavorados com o risco, que admito baixo, de essa intervenção dar certo).
    De qualquer forma, o que eu quero saber do Kennedy é p seguinte: como o Estado brasileiro irá vencer a guerra contra o crime organizado – que, aliás, ganhou enorme impulso a partir dos movimentos comunistas durante a ditadura – sem adotar medidas drásticas e inovadoras?
    Obvio que o ideal seria investir em educação, lazer, inteligência, saúde e tal. Mas isto demora 20 anos para dar resultado….

  6. GOVERNO PERDIDO QUE NEM CEGO EM TIROTEIO! disse:

    Não podemos compreender democracia com o que estamos vendo em nosso país. Numa democracia os corruptos vão para a cadeia, com celeridade igual dos processos na justiça, independente do cargo ou condição social do cidadão. Numa democracia não se permite que os governos transmitam maus exemplos de corrupção, roubos bilionários aos cofres públicos, ações de proteção a investigados pela justiça através de nomeações em cargos públicos blindados por foros especiais na justiça etc. Numa democracia há responsabilizações quando o caos toma conta de um setor, como no caso da segurança pública – e não simplesmente se joga uma “bomba” desse nível nas mãos das Forças Armadas, instituições não treinadas no combate de criminalidade urbana – e ainda se quer exigir que elas ajam “no estrito cumprimento da lei e garantia dos direitos individuais” – quando os órgãos de segurança pública, por lei os responsáveis por tais atribuições, não tem sido capaz de fazê-lo.

    • GOVERNO PERDIDO QUE NEM CEGO EM TIROTEIO p/ SELMAR SALLES TEIXEIRA. disse:

      Correção: … quando os órgãos de segurança pública, por lei os responsáveis por tais atribuições, não têm sido capazes de fazê-lo.

  7. Wellington Alves disse:

    Isso é quase uma confissão que fizeram coisa errada no Regime Militar.

  8. Francisco Viana disse:

    Prezado Kennedy, o General Vilas Boas está certo, infelizmente a comissão da verdade nada mais foi do que um instrumento de vingança dos comunistas contra os militares, se a anistia foi questionada e mantida é porque os políticos da comissão da verdade perceberam que para cancelar a anistia para os militares teria também que cancelar a anistia para os guerrilheiros senão seria inconstitucional, eles queriam apenas se vingar dos militares mas não conseguiram, sem contar que em todos os processos ele só ouviram um lado, que verdade desfigurada é essa em que o contraditório não é sequer levado em consideração?
    Desconfio, caro amigo Kennedy, que essa comissão da meia verdade pode servir novamente como tentativa de desmoralizar os militares e é isso o que o General Vilas Boas quer evitar.

  9. CLODOALDO SANTOS SOUSA disse:

    Quanta hipocrisia… o general se expressou haja vista a possibilidade de confronto da tropa com os traficantes em decorrência da imposição da ordem e retomada do controle no Estado, onde certamente haverá baixas, até porque, os traficantes não darão flores na recepção das tropas. Logo aparece os defensores de marginais querendo desviar o foco da violência no Estado e esconder que a segurança pública não só no Rio, como também em todo país está um caos e carece de medidas enérgicas e eficazes.

  10. Ray Magno disse:

    Ele não é despreparado. O problema com nossos poderes é que “A VERDADE DE HOJE É A MENTIRA DE AMANHÔ, e ele sabe disso. Ele quer um respaldo constitucional garantido e não um que recue a bola para o goleiro.
    .
    Ele não é tolo, não. Pois já houve vozes contrárias à Intervenção.
    .
    É só dar-lhe as garantias necessárias, respaldadas na tão evocada democracia brasileira.
    .
    É pagar para ver e aguentar o tranco. Por que tanta estranheza?
    .
    Saudações

  11. ANDRE disse:

    Algo está fora da ordem, o exército não deveria está nas ruas do Rio. Em nenhuma democracia razoável, o exército vai para a rua desempenhar a função de polícia, se isto acontece é sinal de que a democracia corre perigo. Qual o preparo dos militares quanto às leis, quanto a forma de abordagem? Respeito o trabalho do general Villas Bôas, e acho que ele traduziu apenas o pensamento de alguns de seus oficiais, o que mostra mais um vez que o exército não deveria ir para as ruas do Rio.

  12. Cada vez me surpreendo com certas análises. Tudo obedece a um enredo perfeito, com folião, alegoria e passista como relógios, sem atraso nem erros.
    O argumento da estatística, segundo tenho lido, pode iludir e levar a uma conclusão equivocada. Indispensável considerar a realidade que os números frios não podem demonstrar. A violência no Rio não pode ser avaliada por estatística. A começar pela posição estratégica. O Rio, como tal, é o lugar que reúne as condições exatas para acumulação própria pelo mercado de consumo local e para a estocagem e distribuição na área do entorno do Atlântico Sul. Isso significa dizer que não cabe comparar números de mortes produzidos por outras razões típicas de outras regiões com as motivações que fundamentam as mortes decorrentes do tráfico no Rio. Trata-se de argumento convincente. Mas, o que não me convence não é o que Temer quer, e, sim, o que pode fazer com a minha Cidade. Saudações Cariocas, de Vila Isabel, terra de Noel e Nássara

  13. Selmar Salles Teixeira disse:

    O receio do Gen Villas Bôas em relação à Comissão da Verdade(?) é que se repita a situação em que um lado (forças de segurança) é o criminoso e o outro (terroristas) é inocente. Essa tal comissão nunca buscou a reconciliação nacional e sim, a condenação de quem combateu ao lado da lei, buscando eliminar a ameaça comunista que rondava o país.

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