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Política
10-10-2016, 21h53

Vitória de Temer deve ajudar a recuperar confiança econômica

Placar sinaliza força no Congresso para aprovar reforma da Previdência
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

O placar de 366 a 111 votos a favor da PEC do Teto deve gerar um efeito positivo no mercado financeiro e no empresariado. Em resumo, a vitória do presidente Michel Temer tende a ajudar os agentes econômicos a recuperar a confiança. Também foi um claro sinal de força do governo para votar outros temas espinhosos no Congresso, como a reforma da Previdência.

Depois de cinco meses no poder, o governo Temer entrega a primeira mercadoria com peso econômico e político. Por meio de emenda constitucional, foi aprovada na Câmara uma regra orçamentária que criará um teto para limitar o crescimento dos gastos públicos. Essa era uma medida cobrada pelos agentes econômicos.

Na votação desta noite na Câmara, o PT, que defendeu o ajuste fiscal nos governos Lula e no início do segundo mandato de Dilma, passou a entoar um discurso corporativista. Já os deputados que boicotaram Dilma e votaram a favor de projetos de expansão de gastos pregaram responsabilidade fiscal.

A diferença está na articulação política. Temer tem força no Congresso e soube conduzir diretamente o acordo em torno de uma matéria delicada. Dilma Rousseff deixou em segundo plano reformas importantes quando tinha capital político, como no primeiro mandato, e tentou votar um ajuste fiscal quando já não possuía força no Congresso.

A PEC do Teto ainda precisará ser apreciada em mais um turno de votação na Câmara e em dois no  Senado. O governo espera concluir toda a votação até o fim de novembro.

Assista à participação no “SBT Brasil”, feita antes da votação da PEC do Teto:

Comentários
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  1. José disse:

    Caminho aberto para o massacre das expectativas de direito previdenciários dos brasileiros… Sem uma regra de transição justa, razoável. Valha-nos Deus! O presidente Temer se aposentou aos 55 anos na Procuradoria do Estado de SP (acumularia essa aposentadoria de 30 mil por mês com outra parlamentar?), Geddel Vieira Lima aos 51/52 anos, Eliseu Padilha aos 52/53 anos. Considerando sua idade, nosso presidente não viverá por muito mais anos – e então sua mulher (que ainda é bem nova) receberá pensão vitalícia, “herdando” seus poupudos proventos (da Proc. do Estado, da Câmara dos Deputados? da Presidência da República?). Interessante é que, agora, esses senhores dedicam-se intensamente a detonar as expectativas de direito dos outros. Não dá para cortar os excessos e o que há de podre e irracional no sistema previdenciário e na Administração Pública. A obra só ficará completa se frustrarem as expectativas de direito de todo mundo. Vale o lema do governo anterior: Brasil – um país de tolos.

    • walter disse:

      Caro José, é triste mais é isto mesmo…nossas esperanças,estão alicerçadas no bem estar, do poder central; a Babilônia continua…Precisam prever ajustes, p/ construírem um shopping!
      Um dos maiores problemas, são as pensões vitalicias; como pode, qualquer sistema, sobreviver com este “buraco negro”…trata se de uma fatura exposta; não há cura sem correções no futuro.
      Por isso, a discussão da previdência, se alongarão muito; se não for feita com critérios, prevendo o futuro, de forma integral, acabando com as benesses e gargalos, destes picaretas, que conseguem direito adquirido, para Roubar o país, não haverá cura…estamos nas mãos do destino mais uma Vez…

  2. Renato disse:

    Caro Kennedy Alencar,

    Lhe admiro bastante e lhe escuto diariamente na CBN, por isso mesmo não consigo entender sua avaliação da PEC241, como não existe outra possibilidade de se realizar o ajuste fiscal? Você realmente acha que essa PEC é razoável? ficar 20 anos sem haver aumento de investimento do Estado?

    Atenciosamente.

  3. Alberto disse:

    O país sair do vermelho foi uma sova,kkkkkkk.

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