aki

cadastre-se aqui
aki
Geral
13-12-2019, 8h45

Vitória folgada de Boris Johnson é novo plebiscito pró-Brexit

Britânicos devem deixar União Europeia até o fim de janeiro
3

Kennedy Alencar
BRASÍLIA

A direita populista saiu vencedora com folga das eleições britânicas e deve conseguir implementar o Brexit até 31 de janeiro. O primeiro-ministro Boris Johnson se fortalece para aprovar o acordo que costurou a fim de tirar seu país da União Europeia. Na prática, houve um segundo plebiscito pró-Brexit.

É a guinada mais importante no Reino Unido desde o fim da Segunda Guerra Mundial, com implicações políticas, econômicas e culturais mais profundas do que no período da também conservadora Margareth Thatcher nos anos 80.

Palco secular de guerras, a Europa viveu no início do século 20 os dois conflitos mais sangrentos da História da humanidade. A construção da União Europeia tinha o objetivo de evitar a Terceira Guerra Mundial. Deu certo. Hoje esse risco inexiste.

Mas o Reino Unido, que entrou na Comunidade Econômica Europeia em 1973, deverá seguir um destino diferente. O continente perde porque a economia britânica é a terceira mais importante da União Europeia. Mas o Reino Unido perde mais, saindo de um bloco relevante num momento em que dois gigantes, Estados Unidos e China, dão as cartas na cena global.

O Partido Trabalhista sofreu uma derrota imensa ontem. O líder oposicionista Jeremy Corbyn fracassou. A esquerda britânica precisa entender como conseguiu perder em redutos tradicionais.

*

Guerra americana

A tentativa dos democratas de levar adiante o processo de impeachment de Donald Trump também foi tema do comentário de ontem no “Jornal da CBN – 2ª Edição”. A estratégia do Partido Democrata é desgastar Trump em busca dos votos de eleitores que oscilam entre as duas principais forças dos Estados Unidos.

*

Mandrake

Não se sustenta o argumento do ministro da Justiça, Sergio Moro, de que o crescimento da percepção de que o governo não combate a corrupção como deve ocorreu devido à decisão do Supremo Tribunal Federal de acabar com a prisão em segunda instância. O ministro deveria olhar para o próprio governo.

Essa percepção tem mais a ver com o caso Queiroz, o laranjal do PSL e o comportamento do ministro da Justiça como advogado de defesa da família Bolsonaro. Ministro deve lealdade à Constituição antes de prestá-la ao presidente de plantão.

Especialistas também dizem que Moro distorce fatos ao querer dar crédito ao governo federal pela tendência de queda dos homicídios neste ano. Político quando juiz, advogado quando ministro.

Ouça os comentários feitos ontem no “Jornal da CBN – 2ª Edição”:

Comentários
3
  1. walter nobre disse:

    Kennedy, o Boris obteve sua vitoria, não quer dizer muito mas abre as portas a Brexit finalmente, terão muitas dificuldades e prejuízos de Bilhões nesta transição, causarão outras revoltas a sua vota; no final deste filme, poderão no futuro mudar de ideia novamente, esta é a grande verdade. Voltando ao Brasil, o Dr Moro caro, jamais fez qualquer movimento a beneficiar o Flavio, pelo contrario, que propôs beneficio, para usa lo como “bucha de canhão” foi o Toffoli; insisto em afirmar, quem apostar na derrocada deste ministro, só vai promove lo ainda mais; sem sombra de duvidas, tem feito um trabalho primoroso a frente desta pasta tão difícil e visada..

  2. NSK disse:

    E também um sinal de que as esquerdas ainda não entenderam a doença que está afetando o mundo atual. Combatem os sintomas, os Trumps, BoJos e Bozos, mas não buscam as causas. Porque as pessoas estão vontando contra seus próprios interesses?

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados

Não serão liberados comentários com ofensas, afirmações levianas, preconceito e linguagem agressiva, grosseira e obscena, bem como calúnia, injúria ou difamação. Não publicaremos links para outras páginas devido à impossibilidade de checar cada um deles.

2020-09-21 16:18:15