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Política
30-10-2016, 8h54

Voto nulo pode ser decisivo no Rio e Porto Alegre

Freixo tenta virada na última hora contra Crivella no Rio
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

Pesquisa Datafolha mostra que Marcelo Crivella (PRB) continua favorito na eleição para a Prefeitura do Rio de Janeiro, mas Marcelo Freixo (PSOL) faz um esforço de última hora a fim de tentar convencer eleitores a não votar nulo.

São importantes os dados do Datafolha que mostram que 8% dos eleitores estão indecisos e que 19% pretendem anular o voto. Em tese, haveria margem para uma virada.

Mas não será uma tarefa fácil principalmente por dois motivos. A vantagem de Crivella na véspera da eleição é alta. Na última pesquisa do Datafolha, ele obteve 58% contra 42% do postulante do PSOL. E a intenção de voto do candidato do PRB se mostra sólida no eleitorado evangélico.

Houve surpresas na reta final no primeiro turno, como a eleição do tucano João Doria em São Paulo. Por isso, difícil cravar uma definição no Rio.

Além do Rio, o peso do voto nulo poderá ser decisivo na eleição em Porto Alegre, disputada por Nelson Marchezan Júnior, do PSDB, e Sebastião Melo, do PMDB.

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Onda conservadora

A tendência é que os partidos de sustentação do governo Temer tenham bons resultados nas 57 cidades com disputa eleitoral no segundo turno, especialmente o PSDB. O presidente Michel Temer tem uma base muito ampla e com grande número de candidatos. Isso ajuda as forças governistas a ter bom desempenho

O PT está praticamente isolado na oposição e sairá dessas eleições como o maior derrotado. De modo geral, a esquerda perdeu espaço para a direita. A Lava Jato, que agora está trazendo revelações sobre políticos do PMDB e do PSDB, já fez um grande estrago na imagem do PT e levou o partido a encolher eleitoralmente.

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Fator Aécio

No jogo de forças internas do PSDB, há ainda o fator Aécio. Se Alexandre Calil (PHS) vencer João Leite (PSDB) em Belo Horizonte será a segunda derrota no prazo de dois anos de um candidado apoiado pelo senador Aécio Neves, presidente da legenda.

Em 2014, além de Aécio ter perdido para Dilma Rousseff na contenda presidencial, o candidato dele a governador de Minas, Pimenta da Veiga, foi derrotado pelo petista Fernando Pimentel. Uma segunda derrota dificultaria nova candidatura presidencial de Aécio e vitaminaria a de Geraldo Alckmin, governador de São Paulo que saiu vitorioso no primeiro turno com a eleição de João Doria na disputa paulistana.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. Junior disse:

    Nas últimas eleições o número de votos brancos e nulos cresceu, e isso não é exclusivo das revelações feitas pela lava jato, e sim pela descrença da população na classe política, a lava jato só piorou a vida dos políticos. Todos nós sabemos que a classe política rouba pra caralho, só não sabíamos o quanto! Precisamos de uma reforma política urgente, mas que atenda os anseios da população e não da classe política, bem como a renovação, com nomes novos, e principalmente de bons gestores. Acho que passou da hora de acabar com esse toma lá da cá e dessa políticagem rasteira e cadeia para os corruPTos, todos eles independente de partido!

    • walter disse:

      Tem razão caro Jr, estão em 30%, em média a insatisfação , em todo o País, mas o que surpreendeu foi o RIO; lá as pessoas, não tinham muita opção, estavam entre a “Cruz e o calvário”;dois “pangarés”no pareo; o Crivella, sempre foi ruim de voto, espero que o projeto Universal, faça bem; eles estão com a “faca e o queijo nas mãos;mesmo achando o Paes,um “desmiolado”; pegou uma boa demanda de feitos, pelos Jogos de forma geral.
      Quanto ao Tal freixo, pelo amor de Deus, mais do mesmo, absurdamente fora da realidade.
      Quem mais ganhou nestas contendas, foi o PSDB do Alkimin, já que o Aécio, parece um fantasma de si mesmo; não conseguiu apoio, mais uma vez, nem dos mineiros; preferiram, eleger o PHS, partido inexpressivo; falta ao Aécio, mais presença, combatividade mesmo.

  2. Mauro disse:

    Embora, como já escrevi aqui mesmo eu não acredite em repercussão das eleições municipais para 2018, agora acredito menos ainda, pois estou convencido que profundas mudanças virão a partir da delação de Marcelo Odebrecht e seus executivos, delação esta que está sendo considerada por uma revista como sendo a “delação do fim do mundo” e que recebeu um comentário que pode ser considerado assustador, do próprio juiz Sérgio Moro que declarou:- Espero que o Brasil sobreviva.

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