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Geral
14-08-2019, 6h39

YouTube radicalizou debate público no Brasil, diz “The New York Times”

Vídeos recomendados favoreceram Bolsonaro e extrema-direita
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Kennedy Alencar
BRASÍLIA

Deu no “The New York Times” que o YouTube radicalizou o debate público no Brasil e favoreceu ideias de direita e extrema-direita, o que ajudou a eleger Bolsonaro.

A reportagem fala dos riscos que algoritmos e inteligência artificial podem oferecer às democracias. O artigo conta a história de um jovem brasileiro que recebeu uma recomendação de vídeo. Era sugestão para assistir um YouTuber ativista de extrema-direita que também fala de heavy metal. O cidadão é especialista em teorias conspiratórias, fake news e paranoias de extrema-direita.

No YouTube, há vídeos com informações médicas falsas sobre como enfrentar a zika. Existe difusão de meias-verdades sobre corrupção para causar impacto na opinião pública. É óbvio que essas coisas favoreceram a eleição de um presidente de extrema-direita no Brasil e radicalizaram mesmo o debate político no país.

Empresas como o Google, Facebook e Twitter não são meras plataformas de tecnologia. Viraram grandes órgãos de mídia nos quais é fácil difamar e mentir impunemente. O mundo tem de discutir uma forma de regular o poder desses conglomerados com impacto global, sob pena de subversão da democracia e deixar que algoritmos tornem partidos obsoletos e decidam eleições.

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Homo Deus

O assunto abordado na reportagem do “The New York Times” é uma das preocupações centrais de “Homo Deus, Uma Breve História do Amanhã”, de Yuval Noah Harari, que indaga o que acontecerá quando algoritmos que não são conscientes mas altamente inteligentes nos conhecerem melhor do que nós mesmos

“Homo Deus” é um livro da Companhia das Letras. O autor é o mesmo de “Sapiens, Uma Breve História da Humanidade”. Recomendo a leitura das duas obras. Comecei ontem à noite a ler um terceiro livro de Harari, “21 Lições para o Século 21″. Tá interessante. Ouça esse comentário a partir dos 6 minutos e 8 segundos no áudio no fim do texto.

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Bárbaros

Houve três vítimas de balas perdidas em quatro dias no Rio de Janeiro. O governador Wilson Witzel e o presidente Jair Bolsonaro continuam com um discurso que incentiva a violência policial e não produz resultado em segurança pública. Ambos oferecem ao Brasil a paz dos cemitérios, sobretudo aos pretos e pobres. Ouça este comentário a partir dos 9 minutos no áudio abaixo:

Comentários
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  1. walter nobre disse:

    Não podemos fomentar qualquer tipo de violência Kennedy; comentários extremos seja de que lado for, não contribuem positivamente em lugar nenhum do mundo; estranho esta tentativa, em rotular o presidente, vinda de fora…quanto ao RIO, é uma tristeza a parte, não precisa de nada, já que a violência, foi plantada desde o brizola, em acordos espúrios na segurança…o Witzel que já faz campanha ambiciosa a presidente, não tem saída, um estado sem dinheiro sem moral, explorado por todos os tipos de oportunista, tanto isto são fatos; ex governador ali vai direto para a prisão…se não endurecer, o crime se elege novamente como comandante; este Estado se parece muito com a Argentina, não querem regularidade jamais; preferem viver a espreita; quanto ao presidente, demonstra boa vontade sempre, quando do combate ao crime organizado, infelizmente surgem vítimas de balas “encontradas”.

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